Caiu como um pote de ouro no compartimento do ego brasileiro a declaração do presidente americano, Barack Obama, tanto em Brasília como no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, de que "o futuro já chegou" para o Brasil. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, puxou o pote para dentro de casa: "Se o Brasil é esse país que o presidente Obama está dizendo, o Rio é hoje o melhor lugar para se investir nesse país", afirma, ressaltando que a cidade e o Estado vivem um momento praticamente inédito de conjugação de fatores positivos para a atração de investimentos. "Desde o primeiro dia do meu governo (janeiro de 2007) eu tinha o objetivo de "vender" o Rio de janeiro no exterior para atrair novos investimentos e fazer com que o Estado saísse da estagnação econômica em que estava. Era sair da toca mesmo, mostrar que o Rio não era unicamente um destino turístico, mas também empresarial", explica o governador Sérgio Cabral Filho, cujo governo é visto como um divisor de águas entre a decadência da várias décadas e os sinais cada vez mais fortes de renascimento. É essa imagem que Cabral tenta mais uma vez vender hoje, em Washington, na abertura de seminário "Rio de Janeiro: desenvolvimento e atração de novos investimentos" organizado pela Câmara de Comércio Americana, Valor Econômico e "Washington Post". O sucesso no esforço para atrair o jogo final da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 serve de moldura para a composição do ambiente. Neste cenário, segundo a versão 2011-2013 do "Decisão Rio", levantamento periódico feito pela Firjan das intenções firmes de investimentos, empresas e governos preparam-se para despejar R$ 181,4 bilhões (US$ 102 bilhões) em projetos industriais, turísticos, de infraestrutura e de serviços no Estado. "Para mim, o que o governador Cabral trouxe foi o redesenho do Estado e da administração pública do Rio que não existia. Cabral fez concurso para fiscal de renda, organizou o Inea (órgão ambiental do Estado) e a segurança foi inteiramente revista. Esse tripé, que está em permanente construção, permite ao investidor ter uma interlocução com o poder público absolutamente organizada", ressalta Gouvêa Vieira. Outro aspecto considerado absolutamente essencial pelo presidente da Firjan para a inversão de expectativas no Rio foi o alinhamento político entre o governo do Estado, governo federal e prefeitura da capital, algo que não vinha ocorrendo ao longo das últimas décadas. Entre outros benefícios, o Estado tornou-se um dos principais destinos dos investimentos federais no país, com obras de infraestrutura em favelas e construção do Arco Rodoviário Metropolitano, bem como as inversões da Petrobras, empresa controlada pelo governo federal. A Petrobras lidera, com cerca de 60% do total (R$ 107,9 bilhões ou US$ 60,7 bilhões), os investimentos no Rio até 2013, mostrando que a liderança do Estado na indústria do petróleo e gás do Brasil permanecerá firme por várias décadas. Hoje, o Rio responde por mais de 80% da produção da estatal em território brasileiro. Em seguida, vêm os investimentos em infraestrutura (R$ 36,3 bilhões ou US$ 20,4 bilhões) e na indústria de transformação (R$ 29,5 bilhões ou US$ 16,6 bilhões). A disputa acirrada entre as grandes empresas de tecnologia e serviços do setor, como Schlumberger, Baker Hughes, GE e outras, por um espaço para instalação de centros de pesquisas no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revela que o mercado elegeu o Rio de Janeiro como a capital da exploração das imensas reservas petrolíferas do pré-sal brasileiro. Os centros de pesquisas reforçam a posição da cidade como um dos principais polos de inovação do país. O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Julio Bueno separa claramente, do ponto de vista econômico, o governo Cabral em duas fases, representadas pelo primeiro mandato (2007-2010) e pelo segundo, iniciado há menos de três meses. Segundo ele, o primeiro mandato teve como estratégia melhorar o ambiente de negócios, passar credibilidade para os empresários e atacar o problema da segurança pública. "Foi inteiramente cumprida." A análise de Bueno, feita com outras palavras, coincide inteiramente com a visão empresarial passada pelo presidente da Firjan. Para o segundo mandato, avalia o secretário, "a estratégia é buscar o crescimento econômico". No seu entendimento, os investimentos estão garantidos. "O que temos a fazer é aproveitar para maximizar a virtudes desse crescimento". Para Bueno, o esforço para injetar conteúdo local nesse processo de crescimento é básico. "É fundamental para que a gente possa fazer com que os arranjos produtivos se encadeiem não só na indústria do petróleo, mas na automobilística, na siderúrgica e em todos os demais setores", enumera. Para o economista Mauro Osório, um dos mais reconhecidos estudiosos da economia fluminense, "planejamento" é a palavra-chave para que o Rio de Janeiro leve adiante as conquistas já obtidas e consiga transformá-las em bem-estar para sua população, a razão de ser de qualquer política pública. Planejar, na visão de Osório, é orientar os investimentos de modo a que eles possam fazer aquela maximização de resultados preconizada pelo secretário Bueno, no plano regional, no setorial. Do ponto de vista regional, ele elege duas medidas recentes do governo do Estado: a criação de um comitê gestor para a reconstrução da região serrana, devastada por enchentes ocorridas em janeiro, e de um comitê para propor, em 180 dias, ações voltadas para a integração entre os municípios que formam a região metropolitana da capital. A periferia do Rio ainda é, basicamente, dormitório. Cerca de 70% de todo o emprego está na capital. Com o Arco Metropolitano, uma via de pista dupla de 145 quilômetros interligando os limites internos da região metropolitana da capital, o economista considera essencial aproveitar o terminal de contêineres do porto de Itaguaí para atrair indústrias em seu entorno. "Temos que pensar em complexos produtivos", enfatiza Osório, destacando os de petróleo e gás e de entretenimento como os principais no Estado. Na área de petróleo, ele considera essencial que cada vez mais os projetos de engenharia sejam feitos no próprio Estado. Na petroquímica, dar maior densidade ao polo de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), atraindo indústrias de plásticos, geradoras de empregos. Embora seja a maior cidade industrial da periferia do Rio, Caxias tem só 2,9% da população empregada na indústria, segundo dados do IBGE de 2009 compilados por Osório. A modernização da indústria naval, reativada ao longo dos últimos anos e intimamente ligada ao crescimento da indústria do petróleo e gás é outro ponto fundamental. O economista sugere estimular a recém-inaugurada Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), do grupo alemão Thyssenkrupp, a produzir também para o mercado interno (ela é 100% exportadora), fornecendo chapas de aço para a indústria naval. Na vertente básica da segurança pública, o desafio para Osório é universalizar os benefícios das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que estão expulsando o poder paralelo do narcotráfico e das milícias das favelas da capital e da sua periferia. O governador Cabral definiu essa universalização como uma das bandeiras do seu segundo mandato. Os números mais recentes do IBGE mostram que a virada econômica do Rio já está acontecendo. Quando medidas de 2000 a 2010, as vendas do comércio varejista do Estado do Rio cresceram 45,1%, em comparação a 60,9% da média brasileira. De fevereiro de 2010 a janeiro de 2011, a média do Rio é de 10,6%, praticamente igual à de 10,7% do país. O mesmo acontece na geração de empregos formais. De 2000 a 2009, o crescimento no Estado ficou muito abaixo da média do país (41,7% contra 57,1%). De março de 2010 a fevereiro deste ano, os números são muito próximos: 7,14% no Estado e 7,45% no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
De 2011 a 2016, cidade vai sediar seis megaeventos
| Autor(es): Carmen Nery | Para o Valor, do Rio |
Valor Econômico - 31/03/2011
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/31/de-2011-a-2016-cidade-vai-sediar-seis-megaeventos |
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Não é só a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos que compõem o calendário que o Rio de Janeiro conquistou para os próximos cinco anos. Seis megaeventos internacionais estão programados para a cidade de 2011 a 2016. Começa pelo Fórum Econômico Mundial Latin América, que será realizado entre os dias 27 e 29 de abril, com o tema "Construindo as Bases para a Década Latino-Americana", que vai reunir mais de 500 dirigentes globais, chefes de Estado da região e de outros países da Ásia. Na sequência ocorrem os 5º Jogos Mundiais Militares - Jogos da Paz, Rio 2011, realizado pela primeira vez no continente, promovido pelo Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), e cujas competições serão de 16 a 24 de julho.
Em 2012, entre os dias 4 e 6 de junho, acontece a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20, que terá como tema a "Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Erradicação da Pobreza". A expectativa é que no encontro sejam definidos os principais temas da agenda do desenvolvimento sustentável para os próximos 20 anos. O evento contará com delegações e chefes de Estados dos países que compõem a ONU e deve reunir cerca de 50 mil participantes na região do Porto e no Aterro do Flamengo. O Rio também deve ser confirmado como uma das cinco cidades sede da Copa das Confederações, que ocorrerá entre os dias 16 e 30 de junho de 2013 como um teste para a Copa do Mundo. Em seguida, vem as estrelas do calendário, a Copa do Mundo de 2014, da qual o Rio quer ser o principal protagonista, e a Olimpíada 2016. "Nos próximos anos, o Rio de Janeiro terá o melhor calendário de grandes eventos internacionais e, quando lutamos por ele, tínhamos consciência de que a maior beneficiada seria a nossa população. A cidade e todo o Estado vão passar por uma transformação verdadeira", diz o governador do Rio, Sérgio Cabral, que elegeu quatro áreas para dar conta da revitalização da cidade. Na segurança, está retomando os territórios dominados por traficantes por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e do fortalecimento da polícia. Na mobilidade, foram reservados R$ 4 bilhões de investimentos para metrô, trens e barcas. A área de saneamento tem garantidos R$ 5 bilhões. E o Maracanã está consumindo mais de R$ 700 milhões para a reforma do estádio e a revitalização de seu entorno, com integração da região com o parque da Quinta da Boa vista. "Os eventos e os jogos são muito importantes para a reafirmação da importância da cidade no cenário internacional, após anos de esvaziamento econômico quando só restou à cidade sua beleza natural. Hoje, o Rio é a cidade para fazer negócios, porque vivemos um momento virtuoso com vários vetores nas áreas de petróleo e gás, siderurgia, energia, indústria criativa e telecomunicações, entre outras", diz o secretário estadual de Desenvolvimento, Julio Bueno. A prefeitura também apoia os organizadores do Fórum Econômico Mundial, que será realizado este ano, e o Itamaraty na realização e da Rio+20, facilitando toda a logística no Pier da Praça Mauá que está sendo todo revitalizado para receber os chefes de Estado. Segundo Felipe Goes, secretário municipal de Desenvolvimento, um dos destaques são o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio, que serão inaugurados em junho de 2012, a tempo para a conferência de sustentabilidade. As obras do Porto Maravilha, que incluem a derrubada do viaduto da Perimetral, devem estar prontas no fim de 2013. Para os Jogos Militares, a prefeitura apoia o Exército com a logística, segurança, transporte e a infraestrutura. Segundo Bernardo Carvalho, diretor-executivo da Rio 2014 e 2016, empresa criada para gerir os projetos, a prefeitura vai investir R$ 2,6 bilhões em 2011, contando com o início das obras do Porto Maravilha em uma operação compartilhada com o setor privado por meio dos Certificados de Potencial Adicional Construtivo (Cepac). |
Estado é campeão em royalties sobre o petróleo e o gás
| Autor(es): Cláudia Schüffner | Do Rio |
Valor Econômico - 31/03/2011
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/31/estado-e-campeao-em-royalties-sobre-o-petroleo-e-o-gas |
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Mais do que a "cidade maravilhosa" elogiada pelo presidente Barack Obama e cantada em prosa e verso, o Rio de Janeiro é, incontestavelmente, a capital da energia do Brasil e tão cedo não perderá o posto. A cidade do Rio abriga hoje os escritórios das principais empresas de petróleo do Brasil e tem a sede da Petrobras, terceira maior empresa de energia do mundo em valor de mercado (PFC Energy) e 15ª maior empresa integrada de petróleo no ranking global da "Petroleum Intelligence Weekly". O Estado é autossuficiente em energia elétrica (gera quase 8 mil megawatts) e responsável por 75% da produção de petróleo do país e 40% da produção de gás. As novas descobertas no pré-sal da bacia de Santos - que fica no litoral do Rio de Janeiro, passando por São Paulo, Paraná e Santa Catarina - estão atraindo centros de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia de exploração e produção das grandes empresas prestadores de serviços para a indústria. O Estado vai receber 41,5% dos US$ 224 bilhões que a Petrobras planeja investir até 2014. Sozinha, a estatal prevê investimentos de US$ 88,3 bilhões no Rio de Janeiro, e o valor sobe para quase US$ 109 bilhões quando contabilizados os parceiros. É o maior orçamento destinado a uma única unidade da federação, com volume equivalente a 81% dos recursos que serão aplicados pela Petrobras na região Sudeste (US$ 134,5 bilhões). Toda essa atividade econômica causada pela extração do petróleo e do gás permite ao Estado se manter, até agora, como campeão nacional na arrecadação de royalties e participação especial sobre a produção de petróleo e gás: foram R$ 6,4 bilhões somente em 2010. Alguns dos seus municípios, como Macaé e Campos, são a principal porta de entrada no continente para o petróleo produzido na bacia de Campos, enquanto Angra dos Reis, por exemplo é o porto de saída para grande parte do petróleo exportado pelo Brasil. Em 2011, somente a área de refino da Petrobras, dirigida por Paulo Roberto Costa, investirá R$ 430 milhões em instalações para receber e escoar GLP e outros combustíveis em Cabiúnas e na Ilha Comprida, dentro do Plangás. Outros R$ 120 milhões serão aportados na Refinaria Duque de Caxias (Reduc). No momento, o maior investimento da Petrobras no Estado é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que vai receber este ano R$ 3 bilhões. O orçamento final do projeto ainda não é conhecido, já que o complexo será construído em três fases, pela ordem: uma refinaria com capacidade de processar 165 mil barris de petróleo por dia, uma petroquímica e outra refinaria idêntica à primeira, com a mesma capacidade. Trata-se, segundo Costa, "do maior investimento da Petrobras em todos os tempos em um mesmo local", referindo-se à área de abastecimento, que também constrói refinarias em Pernambuco, Maranhão e Ceará. A área de exploração e produção de petróleo e gás da Petrobras tem números gigantes para o Rio. Estão previstos US$ 83,9 bilhões em investimentos até 2014, mas o novo plano de negócios pode até aumentar esses números. Os valores englobam dispêndios com perfuração de poços, desenvolvimento de campos do pré-sal - o mais importante deles é Tupi (batizado de Lula) -, além da construção de cinco plataformas flutuantes do tipo FPSO previstas no plano estratégico até 2014. Serão duas para o campo de Roncador (P-55 e P-62), duas para Papa-Terra (P-61 e P-63) e uma para Marlim (P-56). A relação da Petrobras com o Rio vem de seu nascimento, em 1953. Desde então ela já investiu R$ 350 bilhões no Estado. A presença da estatal atraiu para perto as companhias de petróleo que chegaram ao Brasil na última década. A britânica BG, que recentemente anunciou planos de investir US$ 30 bilhões no país, abriu novo escritório no prédio onde trabalham executivos das áreas de exploração e produção de sua sócia. O grupo EBX, do empresário Eike Batista, planeja investir R$ 37 bilhões em diversos projetos que estão em diferentes fases de desenvolvimento no Rio de Janeiro até 2020. O valor inclui a montagem de dois portos de grande porte - o Superporto do Açu, que terá investimento de R$ 3,4 bilhões, e o Superporto do Sudeste, de R$ 1,8 bilhão - um estaleiro, termelétricas a gás e a carvão e o início do desenvolvimento da produção de petróleo pela OGX. A petroleira de Batista, uma das mais novas do país e com presença na parte fluminense da bacia de Campos, fechará 2012 tendo investido R$ 4,2 bilhões em exploração de petróleo no Rio. A empresa foi responsável pelo maior número de perfurações no país em 2010 entre as companhias privadas que operam no país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo. As empresas estrangeiras que trouxeram seus centros de pesquisa para o Rio vão estudar junto com a Petrobras tecnologias eletromagnéticas para melhorar a caracterização de reservatórios profundos; tecnologias de ressonância magnética nuclear para analisar reservatórios complexos e sensores eletroquímicos de ácido sulfídrico, entre outros temas importantes para colocar em produção as reservas encontradas no pré-sal da bacia de Santos. "Queremos ter no Brasil o polo tecnológico da indústria de óleo, gás e energia da próxima década. Para isso não basta expandir o Cenpes. O ambiente inovador brasileiro, como um todo, tem que crescer. Nossas universidades têm de participar desse movimento e nossos principais fornecedores têm de ter aqui seu desenvolvimento tecnológico", afirmou Carlos Tadeu da Costa Fraga, gerente-executivo do Cenpes, em entrevista recente ao Valor. É no Rio que estão instaladas as duas usinas nucleares do país e onde será construída a terceira planta, todas em Angra dos Reis. Com orçamento de R$ 9,3 bilhões até o momento, a Eletronuclear já está conduzindo as obras de Angra 3, a terceira usina nuclear do país instalada no litoral sul do Estado. Somando-se a geração das usinas nucleares existentes, das térmicas a gás e das hidrelétricas instaladas no Estado, o Rio tem capacidade de gerar 7.870 megawatts de energia. Angra 3 terá 1.405 megawatts, um fator de carga de 85% e vai aumentar ainda mais a capacidade de geração de energia do Rio. |
Eixo viário será alternativa à ponte Rio-Niterói
| Autor(es): Francisco Góes | Do Rio |
Valor Econômico - 31/03/2011
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/31/eixo-viario-sera-alternativa-a-ponte-rio-niteroi |
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Com grandes desafios na área de transporte, o Rio de Janeiro espera concluir em 2012 projeto capaz de melhorar o tráfego de passageiros e de cargas na capital e em seu entorno. Até a conclusão da obra, no segundo semestre do ano que vem, serão investidos cerca de R$ 1,6 bilhão pelo Estado e governo federal para implantar um eixo viário com mais de 145 quilômetros de extensão, sendo quase metade de estrada nova. A rodovia, conhecida como Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, vai criar um corredor alternativo à ponte Rio-Niterói, ligando os dois lados da Baía de Guanabara. Permitirá conectar o futuro Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí (norte do Rio), ao porto de Itaguaí (ao sul da capital), por estrada que dará maior mobilidade na logística de carga no Estado. José Antônio Portela, subsecretário de infraestrutura e integração da Secretaria de Obras do Estado, diz que o arco vai funcionar como rodovia troncal, capaz de ligar diversas estradas federais e tirar parte do trânsito de passageiros e de cargas da ponte e da avenida Brasil, principal via de acesso ao Rio. Projeto complexo, o arco enfrentou dificuldades de implantação ligadas a questões ambientais, arqueológicas e de desapropriações. Houve descoberta de 34 sítios arqueológicos e necessidade de encontrar solução para preservar um tipo raro de rã que habita um lago na parte sul do arco. Esses problemas e as desapropriações no trecho novo do arco, sob responsabilidade do governo do Estado, atrasaram o cronograma original, mas, superados os obstáculos, as obras estão em andamento. Portela diz que o trecho novo do arco, com 70,9 quilômetros de extensão, tem investimentos previstos de R$ 1,1 bilhão, dos quais R$ 700 milhões do governo federal e R$ 400 milhões do Estado. O valor total inclui a obra, as desapropriações e trabalhos de gerenciamento e supervisão não só de engenharia, mas também na área ambiental. Portela afirma que 30% das obras do trecho novo já foram executadas. Em termos financeiros, foram pagos R$ 180 milhões e há R$ 60 milhões em fase de execução. Segundo ele, estão previstas duas mil desapropriações em cinco municípios e apenas 5% delas estão sendo discutidas na Justiça. Quando estiver funcionando, o Arco Metropolitano vai permitir retirar 8 mil caminhões por dia da avenida Brasil e cerca de 2 mil veículos diários da ponte Rio-Niterói. A estimativa é de que passem pelo arco cerca de 20 mil veículos por dia. O corredor também facilitará o trânsito dos moradores da Baixada Fluminense e poderá estimular um maior número de empresas a se instalar na sua área de influência. Uma parcela do projeto do arco, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), ligado ao Ministério dos Transportes. Outra parte do corredor corresponde à estrada nova de 70,9 quilômetros de extensão, implantada pelo Estado. Existe ainda um trecho pronto operado em regime de concessão pela CRT.
Governo une esforços para diversificar a economia
| Autor(es): Heloisa Magalhães e Chico Santos | Do Rio |
Valor Econômico - 31/03/2011
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/31/governo-une-esforcos-para-diversificar-a-economia |
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O Estado do Rio de Janeiro está se voltando cada vez mais para um perfil econômico diversificado. A visceral atração para o turismo a partir da beleza natural faz com que a cidade do Rio de Janeiro cresça na área de serviços, mas cercada por um cinturão industrial capitaneado pelo peso dos investimentos em energia, com a produção de petróleo e gás que ajudaram a impulsionar a indústria naval e a petroquímica, além dos investimentos que vêm sendo realizados em siderurgia, avalia o governador Sérgio Cabral Filho. Ele diz que pretende marcar seu segundo mandato com um Estado reestruturado economicamente, que possa realizar com sucesso os Jogos Olímpicos de 2016. Há, assim, um legado a partir de obras estruturantes concluídas, com mais segurança para a população, este um dos maiores desafios da sua administração. Cabral aponta nesta entrevista as conquistas na guerra contra o tráfico de drogas e o trabalho que vem sendo realizado para incorporar à cidade as favelas dominadas pelo poder paralelo. Valor: Qual é o perfil para o Estado do Rio de Janeiro que o sr. visualiza ao fim do seu segundo mandato, seja econômica ou socialmente? Sérgio Cabral: Eu vejo um Estado que terá dado um salto extraordinário na qualidade de gestão, o que se refletirá em diversas áreas e beneficiará diretamente a população como um todo. Um Rio de Janeiro que saiu da falência iminente em 2007 para receber, em 2010, o investment grade da agência Standard & Poors, e conquistar um espaço fiscal - que é a capacidade de contrair empréstimos para investir - nos anos de 2007, 2008 e 2009, de R$ 9 bilhões. Vejo um Estado solvente, que paga os seus funcionários no primeiro e segundo dias úteis do mês, quando durante 20 anos pagou os seus servidores até no 15º dia. O que visualizo é um Rio com obras estruturantes concluídas e com mais segurança, porque a paz é a base para todas as outras conquistas. No fim de 2014, o Rio que pretendo deixar para o meu sucessor será aquele que saiu do longo período de estagnação econômica e desprestígio político vivido durante anos e que retomou o caminho do desenvolvimento. É para isso que trabalhamos, agora no segundo mandato, para ampliar e consolidar os projetos bem-sucedidos que estão transformando a realidade do nosso Estado na saúde, na educação, na geração de emprego - área em que batemos recorde nacional em 2010, alcançando a menor taxa de desemprego da história do Rio: 4,9% - e na segurança. Até 2014, vou cumprir o meu compromisso de pacificar todas as comunidades que ainda estejam controladas por criminosos. E vamos deixar um grande legado com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016: mais transporte de qualidade, saneamento, mais segurança e qualidade de vida para o povo do nosso Estado. Valor: Durante muitos anos, foi dito que a vocação do Rio era o setor de serviços. No entanto, estamos vendo um forte crescimento na área industrial voltado para o petróleo. O sr. acredita que esse movimento transforma o perfil ou o Rio não perderá a sua vocação para serviços? Cabral: O setor de serviços continua sendo a grande vocação do Rio. Mas, ao mesmo tempo, o interior do Estado recebe cada vez mais novas indústrias e investimentos na ampliação de plantas existentes, graças a uma política de atração de empresas que temos desenvolvido nos últimos quatro anos. Além disso, somos a capital brasileira da energia. Produzimos mais de 80% do petróleo e de 40% do gás do país. Então, o Rio não perde a sua vocação, mas incorpora e consolida outras, como é o caso da indústria naval e da siderurgia. Nesses últimos anos, houve uma forte retomada da indústria naval no Estado, área em que somos líderes no Brasil. Hoje, temos 15 estaleiros em operação, concentrando 60% das encomendas nacionais e empregando diretamente 25 mil trabalhadores. Há investimentos previstos de mais de R$ 4 bilhões nos próximos três anos, englobando a instalação de novos estaleiros e a reativação de outros. Na siderurgia, os investimentos em curso levarão o nosso Estado à liderança do setor, que deverá receber cerca de R$ 21,1 bilhões nos próximos anos. O montante exclui a CSA ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica, planta de cinco milhões de toneladas do grupo alemão com a Vale, que começou a operar ano passado e elevará a nossa capacidade de produção de aço de 7 milhões de toneladas por ano para 13 milhões de toneladas. Outras duas usinas do mesmo porte - uma da chinesa Wisco e outra do grupo Ternium - serão construídas no Complexo do Açu, no norte fluminense. Valor: O sr. avalia que a cidade do Rio poderá crescer na área de pesquisa, a exemplo dos centros que estão sendo instalados na Ilha do Fundão, deixando a expansão industrial propriamente dita para a periferia ou o interior do Estado?
Cabral: Acho que o caminho é esse. A cidade do Rio sempre teve nacionalmente essa característica de ser um polo importante na área acadêmica, do pensamento, da pesquisa. Hoje, a boa notícia é que ao mesmo tempo em que a capital amplia essa vocação, o interior tem a sua economia muito fortalecida pela instalação de novas indústrias e a ampliação de outras. Em relação ao primeiro caso, um exemplo claro é o Rio como o maior centro de pesquisas de óleo e gás off-shore do planeta. A Petrobras, com o Cenpes, é a grande âncora. Mas há diversas empresas nacionais e multinacionais se instalando na Ilha do Fundão. O mais recente anúncio foi da General Electric. Então, esta é a cara do Rio. Por outro lado, a expansão industrial segue firme para o interior. A PSA Peugeot Citroën empregará R$ 1,5 bilhão na expansão da sua produção em Resende, no sul do Estado. No centro-sul, o município de Três Rios é um dos mais atraentes e recebeu grande número de novas empresas, como a fábrica da Latapack-Ball, com capacidade para produzir 1,1 bilhão de latas por ano, e a unidade de lácteos da Nestlé, um investimento de R$ 100 milhões, para citar dois exemplos. Valor: Ainda que o Rio esteja caminhando para uma situação de controle do poder paralelo nas favelas, essas comunidades em si representam uma chaga na paisagem da cidade e da periferia. Qual a alternativa para tornar-se urbanisticamente adequadas para que a cidadania chegue a essas populações? Cabral: Trabalhamos duro para levar a cidadania à população mais carente, para unir de novo a cidade partida. A nossa parceria com o governo federal, que começou e teve resultados concretos com o governo do presidente Lula e agora continua com a presidente Dilma, permitiu que viabilizássemos o maior projeto social da história do Rio de Janeiro: o PAC das Comunidades. Trata-se de um investimento de quase R$ 1,7 bilhão, beneficiando diretamente mais de 300 mil pessoas da Rocinha, de Manguinhos, do Complexo do Alemão, do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, e do Preventório, em Niterói. Retiramos milhares de pessoas de áreas de risco, entregamos apartamentos novos e dignos para milhares de famílias, abrimos ruas, construímos praças e centros para a prática de esportes, como o Complexo Esportivo da Rocinha, além de equipamentos culturais que são modelos, como é o caso da biblioteca de Manguinhos, um lugar lindo e com tecnologia que insere os jovens e adultos da comunidade no mundo dos livros e da cultura. Neste nosso segundo governo, faremos o PAC 2 das Comunidades, com novos investimentos de mais de R$ 5 bilhões, viabilizando 14 mil novas unidades habitacionais e a reforma de 35 mil moradias, em diversas comunidades carentes. A segunda fase do PAC das Comunidades deve chegar ao Complexo da Penha e ao Complexo da Tijuca. Em seguida, o programa deverá ser estendido para comunidades nas zonas Norte e Oeste, da Baixada Fluminense e de São Gonçalo. Todos os investimentos continuam sendo fruto da parceria com os governos federal e municipal. Esperamos beneficiar mais um milhão de habitantes de comunidades que foram completamente abandonadas pelo poder público ao longo de décadas.
Valor: O Rio enfrenta problemas na infraestrutura de acesso. Fora os principais eixos, Rio-São Paulo e Rio-Belo Horizonte, os principais acessos, inclusive das regiões dos Lagos e Sul do Estado, são precários. Esses gargalos serão resolvidos? Cabral: O nosso projeto mais importante para o sistema rodoviário do Estado é o Arco Metropolitano. É uma das principais obras do PAC, mais um fruto da parceria do nosso governo com o governo federal. Este é um projeto que estava há 30 anos no papel e que começamos a fazer, mesmo com alguns entraves ambientais que atrasam o andamento das obras, mas que estamos resolvendo. O Arco Metropolitano será uma grande rodovia que vai ligar a BR-101, na altura de Itaboraí, ao porto de Itaguaí e aos principais eixos rodoviários do Estado. Com ele, vamos desafogar o fluxo de veículos, principalmente na Baixada Fluminense e nos corredores de entrada da cidade do Rio, como a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói. Além do Arco Metropolitano, na área do turismo, atividade econômica principal de cidades das regiões dos Lagos e Serrana, nós sabemos que a melhoria das estradas é um fator crucial. Alguns exemplos são investimentos que fizemos na rodovia RJ-117, que liga Paty do Alferes a Petrópolis, passando por Miguel Pereira; e na RJ-108, entre Ponta Negra, em Maricá, e Jaconé, em Saquarema, na Região dos Lagos, também para favorecer o aumento do turismo nos municípios dessa região. De forma geral, no nosso primeiro mandato o Departamento de Estradas de Rodagem, o DER, investiu mais de R$ 400 milhões na recuperação e na construção de estradas. É o maior orçamento que o DER já teve e foi aplicado na conservação de 3.500 km de estradas asfaltadas e no asfaltamento de 1.500 km que ainda são de terra batida. A nossa meta é terminar o mandato com 100% das rodovias estaduais asfaltadas e totalmente recuperadas.
Estado do Rio busca atrair investimentos americanos
| Autor(es): Alex Ribeiro | De Washington |
Valor Econômico - 01/04/2011
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/1/estado-do-rio-busca-atrair-investimentos-americanos |
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No rastro da visita do presidente Barack Obama ao Brasil, há duas semanas, o governo do Rio de Janeiro trouxe ontem uma comitiva a Washington para tentar atrair um público bastante arredio: os empresários americanos, que perderam, nos últimos anos, o posto de maiores investidores estrangeiros no país. "Precisamos de mais empresas americanas no Brasil", disse o empresário Eike Batista, do grupo EBX, com negócios em áreas como energia, mineração e transportes. "Os CEOs americanos pegam aviões para ir a lugares distantes como Xangai e Mumbai, mas está faltando ir para o Rio." Em 2010, os investimentos diretos dos Estados Unidos no Brasil somaram US$ 6,204 bilhões, menos do que os US$ 6,695 bilhões da Holanda, os US$ 6,437 bilhões da Suíça e os estimados US$ 17 bilhões da China. Em anos anteriores, países como a Espanha passaram à frente dos Estados Unidos. Quando são somados os empréstimos intercompanhias, os americanos investiram mais US$ 4,3 bilhões em 2010, e os holandeses, mais US$ 2,5 bilhões. Os americanos, porém, repatriaram US$ 2,647 bilhões em investimentos diretos no ano passado.
"Há grande falta de informação sobre o Brasil", afirmou o governador do Rio, Sérgio Cabral, durante o seminário "Oportunidades de Negócios no Rio de Janeiro", organizado pela US Chamber of Commerce, Valor e "Washington Post". "Os franceses, espanhóis e alemães sabem mais sobre o Brasil." O presidente da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, acha que a visão dos americanos sobre o Brasil ainda está contaminada pelo ambiente de alta inflação e instabilidade econômica vigente antes do Plano Real. Ele conta que, há alguns anos, quando tentava atrair uma empresa americana ao Brasil, as nova gerações de administradores estavam entusiasmadas e aprovaram o plano em poucos dias. "No conselho de administração da empresa, levou seis meses, porque havia dois membros que estavam à frente de empresas que fizeram investimentos na década de 80." Eike disse que a empresa de logística de seu conglomerado, a LLX, conseguiu atrair coreanos, chineses e europeus para investir no porto de Açu, empreendimento de R$ 3,4 bilhões no norte do Rio. "Faltam os americanos", disse. Ele informou que, dentro de dois meses, terá encontro com o comando da Apple para atraí-los a montar uma fábrica de produtos de alta tecnologia no complexo de Açu. "Vou me colocar como um provocador, no bom sentido", afirma. "O Brasil tem 100 milhões de consumidores de classe média e, em dez anos, terá 150 milhões." A viagem de Obama ao Brasil, com pesada agenda comercial e de investimentos, foi um reconhecimento do peso do país para os EUA, disse o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, que participou de um painel sobre o Brasil, em evento organizado pelo Eximbank, o banco de apoio a exportações americanas. Segundo ele, não dá para ignorar que, embora tenham investido menos do que outros países em anos recentes, os EUA são a economia com o maior estoque de capital no Brasil. "Outros países descobriram oportunidades de negócio, e os EUA já estavam lá", afirmou. Mas reconhece que os empresários americanos estão investindo menos do que o potencial. |
Empresários americanos terão crédito de US$1 bilhão para investir no Rio
| Autor(es): agencia o globo: Fernando Eichenberg |
O Globo - 01/04/2011
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/1/empresarios-americanos-terao-credito-de-us-1-bilhao-para-investir-no-rio |
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Ex-Im Bank confirma aporte em conferência com a participação de Cabral
WASHINGTON. O governador Sérgio Cabral recebeu ontem a confirmação, por parte do Banco de Exportação e Importação dos EUA (Ex-Im Bank), de um aporte de US$1 bilhão em crédito de exportações e serviços para projetos de infraestrutura no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito em Washington, durante a conferência anual da instituição, que contou com a participação de Cabral e do presidente da instituição, Fred Hochberg.
- Isso significa que o Ex-Im Bank financiará empresas americanas que ganharem licitações e concorrências para projetos no Rio. É importante porque estimula os americanos a participarem do processo e fazerem negócios com empresas brasileiras - comemorou Cabral.
Previsão de US$102 bilhões em investimentos
O Rio deverá receber cerca de US$102 bilhões em investimentos públicos e privados no triênio 2011-2013. Essa é a estimativa da Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), anunciada ontem pelo seu presidente, Eduardo Gouvêa Vieira, no seminário "Oportunidades de Negócios no Rio", organizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA na capital americana. O valor é 70% superior à previsão da entidade para o triênio 2010-2012 - US$60 bilhões.
Do total de investimentos previstos, 75% (US$77,3 bilhões) correspondem ao setor industrial, sendo US$60,7 bilhões relacionados à Petrobras. Gouvêa Vieira destacou o potencial do Comperj, os investimentos de US$2 bilhões para a construção da Siderúrgica da Ternium, no Complexo Industrial do Porto de Açu, e a ampliação de uma usina da Gerdau. Dos US$20,4 bilhões de recursos para infraestrutura, US$9,4 bilhões serão destinados ao setor de energia.
- Não estão computados nessa nova estimativa os investimentos no trem-bala, de cerca de US$20 bilhões. Esperamos que esse projeto desperte o interesse de empresas americanas - disse o presidente da Firjan.
Também não entraram no relatório os investimentos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Na estimativa atual, os preparativos para esses eventos deverão atrair, nos próximos três anos, cerca de US$6,5 bilhões.
Também presente ao seminário, Cabral foi questionado por representantes de seguradoras americanas que reclamaram de uma recente regulação do Ministério da Fazenda sobre a participação estrangeira no setor. Ele prometeu conversar com o governo federal para tentar reverter as regras. |
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