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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brasil perde US$ 5,5 bilhões de mercado na América Latina



Autor(es): Por Sergio Leo | De Brasília
Valor Econômico - 28/08/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/8/28/brasil-perde-us-5-5-bilhoes-de-mercado-na-america-latina
 

O Brasil, só no ano passado, deixou de vender US$ 5,5 bilhões com a perda de espaço no seu principal mercado, a América Latina. O cálculo é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em estudo elaborado a pedido do Valor. O montante equivale a 11% de tudo que o Brasil vendeu à região em 2011 e é a diferença entre o que o país exportou para a região e o que exportaria se tivesse mantido a mesma fatia de mercado que detinha em 2008. A perda de competitividade da indústria brasileira é a maior responsável pelo mau desempenho do país, na avaliação da entidade.
Pelo levantamento da CNI, os bens industriais que mais perderam participação foram automóveis, pneus, escavadoras, polímeros, tratores, partes e acessórios para veículos e aços laminados. Os empresários falam em "carnificina" por parte dos concorrentes, que não se resumem à China, principal ameaça às vendas brasileiras: países como Turquia, Coreia, México e até nações ricas como a Alemanha passam a ocupar o espaço que antes era do Brasil.
"O problema da perda de competitividade é geral, e leva a um dado avassalador: a pauta de comércio de manufaturados do Brasil com o mundo, que tinha um superávit da ordem de US$ 10 bilhões em 2005, em 2011 fechou com um déficit de US$ 92 bilhões", disse o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. "É uma inversão de US$ 100 bilhões, em seis anos", enfatizou.
A América Latina é o principal bloco consumidor dos manufaturados do Brasil, e absorve 44% das exportações brasileiras desse tipo de produto. As perdas de mercado latino-americano são sentidas principalmente nas vendas da indústria para a Argentina, onde, segundo a CNI, o Brasil perdeu três pontos percentuais em sua fatia de mercado entre 2008 e 2011. Nesse período, outros países, principalmente China e México, avançaram, respectivamente, 3,2 e 0,6 pontos percentuais. A Coreia do Sul e até a União Europeia também avançaram no mercado argentino, ganhando espaço antes ocupado pelas indústrias brasileiras.
Segundo a consultoria Abeceb.com, do economista Dante Sica, a fatia do Brasil nas importações de manufaturados pela Argentina caiu de 32% no primeiro semestre de 2011 para 29% no primeiro semestre de 2012, segundo dados do Indec, o instituto de estatísticas argentino. Nesse período, a Alemanha elevou sua participação de 6% para 7%, os Estados Unidos mantiveram sua parcela de 11% e a China teve uma pequena queda, de 17% para 16%. Os outros seis principais parceiros da Argentina conseguiram manter sua participação e o restante dos fornecedores aumentou em um ponto percentual, para 20%, a fatia no mercado vizinho.
A comparação do desempenho do Brasil com outros países mostra que, mesmo nos mercados para os quais consegue aumentar em termos absolutos suas exportações, o Brasil perde terreno para concorrentes mais agressivos: no Peru, um dos mercados hoje mais dinâmicos na América Latina, o Brasil, no primeiro semestre deste ano, aumentou em apenas 2,7% suas vendas, bem menos que o aumento de 21% do Japão e China, 25% do México e quase 50% da Alemanha, segundo dados da Comissão de Promoção para Exportação e Turismo (Promperu).
"O real valorizado desviou uma parte de nossa competitividade", analisou o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaldi.
Ele acredita, também, que o crescimento do mercado interno no Brasil fez com que muitas empresas desistissem de buscar mercado lá fora e se contentassem com as vendas internas. "Houve essa válvula de escape", comentou. No caso da Argentina, maior mercado brasileiro de manufaturados, as barreiras informais impostas pelo governo local também afetaram as vendas e prejudicaram o desempenho brasileiro, acredita o diretor da CNI, que constatou, porém, perda de mercado do Brasil nos nove principais mercados da América Latina. Apenas na Colômbia e na Argentina os Estados Unidos não acompanharam a China, aumentando participação.
A exportação de manufaturados brasileiros à região é fortemente influenciada pelo comércio de automóveis, que é afetada por acordos de livre comércio firmados pelos países vizinhos com outros e responde às condições de mercado e à estratégia das grandes montadoras.
O Brasil tem aumentado as vendas de autopeças para o mercado argentino, mas aumenta a importação de automóveis e vende menos carros. A queda, em pontos percentuais, da participação dos automóveis brasileiros nos mercados chegou a 18,4 no Chile, 16,8 na Venezuela e 4,7 na Argentina, entre 2008 e 2011. No Peru, a participação brasileira no mercado de veículos de transporte coletivo de passageiros caiu, em quatro anos, de quase 60% para 25%.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Argentina: Crise leiteira também afeta grandes companhias




A crise leiteira da Argentina não está afetando apenas os pequenos produtores, mas também, está gerando perdas para grandes companhias que operam no setor.

No primeiro semestre de 2012, o setor leiteiro da Adecoagro registrou uma perda de US$ 912.000 contra um lucro (antes do pagamento de impostos e juros) de US$ 603.000 no mesmo período do ano anterior. Apesar de o faturamento ter passado de US$ 8,96 milhões de janeiro a junho de 2011 para US$ 9,31 milhões nos primeiros seis meses desse ano.

A produção leiteira da Adecoagro - concentrada totalmente na Argentina - foi no primeiro semestre de 2012 de 24,9 milhões de litros, 10,4% a mais que em janeiro a junho de 2011. "Isso é produto de um crescimento de 5,6% em nosso rebanho leiteiro (atualmente com 4.659 vacas), combinado com um aumento da produtividade individual", disse a companhia em seu último informe quadrimestral de resultados.

As razões, segundo a Adeoagro, a partir das quais se registrou uma perda no primeiro semestre de 2012 são as seguintes: a) preços do leite menores aos de 2011 devido aos preços internacionais mais baixos dos lácteos, combinados com a desvalorização do peso argentino; b) Aumento dos custos de produção por causa da alta do preço do milho promovida pela seca nos Estados Unidos; e c) um aumento dos custos laborais no mercado argentino.

A maior parte da produção leiteira da companhia se concentra em uma megafazenda leiteira localizada na zona rural de Christophersen, sul de Santa Fé.

A Adecoagro é uma das principais companhias agroindustriais do Cone Sul, com diversas unidades de negócios no Brasil, na Argentina e no Uruguai. Os maiores acionistas da companhia são Quantum Partners LP (controlado por Soros Fund Management LLC), HBK Master Fund LP, Al Gharrafa Investiment Company e Stichting Pensioenfonds Zoeg em Welzijn, entre outros.

A reportagem é do www.valorsoja.com, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

Datos oficiales: la Argentina no podría existir como país sin los dólares generados por el campo

El sector agroindustrial sigue siendo la única fuente genuina de divisas.



Sin el aporte de los dólares generados por el sector agroindustrial la Argentina, sencillamente, no existiría.
En el primer semestre de 2012 el ingreso neto de divisas (cobros por exportaciones – pagos por importaciones – utilidades giradas al exterior) generado por el sector “oleaginosos y cereales” fue de 15.968 millones de dólares (M/u$s) versus 16.841 M/u$s en el mismo período de 2011.
En segundo lugar se ubicó el sector “alimentos, bebidas y tabaco” con 3614 M/u$s ingresados en los primeros seis meses del presente año versus 3078 M/u$s en el mismo período de 2011. Los datos corresponden al último Balance Cambiario publicado por el Banco Central de la República Argentina (BCRA).
La cuestión es que los demás grandes sectores de la economía argentina consumen muchísimos más dólares de los que generan y son “subsidiados”, en términos cambiarios, por el sector agroindustrial.
En el primer semestre de 2012 los rubros automotriz, industria química y comercio necesitaron “absorber” divisas por 6859 M/u$s para poder desarrollar sus respectivas actividades (ver gráfico).
En lo que respecta al sector “petróleo”, el BCRA no registra datos sobre el egreso de divisas generado por las crecientes importaciones energéticas (las importaciones de combustibles, según datos del Indec, fueron de casi 5000 M/u$s en el primer semestre de este año).
Por otra parte, es llamativo el escaso peso relativo que tiene el sector “metales”, que en el primer semestre de 2012 registró un balance cambiario negativo de 333 M/u$s (en enero-junio de 2011 había sido de -427 M/u$s).
En 2004 el entonces presidente Néstor Kirchner dejó sin efecto la obligatoriedad de liquidar en el mercado local divisas provenientes de productos exportados por las compañías mineras.
Pero a fines de octubre de 2011 Cristina Fernández de Kirchner restableció la obligatoriedad del ingreso de “la totalidad de las divisas” provenientes de las operaciones de exportación de empresas mineras que operen en el país. Sin embargo, los efectos concretos de esa medida aún siguen sin evidenciarse en el mercado cambiario.
Según datos del Indec, en el primer semestre de 2012 los complejos mineros del oro, plata, cobre y aluminio realizaron exportaciones por 1768 M/u$s.
Ezequiel Tambornini

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cinco das dez maiores exportadoras do país são de agronegócio



Cinco empresas diretamente ligadas ao agronegócio ficaram entre as dez principais exportadoras do país em julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) disponíveis no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com vendas de US$ 654,4 milhões ao exterior no mês, 2,4% menos que em julho de 2011, a Bunge Alimentos liderou o ranking das companhias exportadoras do setor e ficou em terceiro lugar na lista geral, atrás apenas de Vale (US$ 2,4 bilhões) e Petrobras (US$ 1,8 bilhão).
Em seguida, no rol das líderes do agronegócio e do ranking geral, aparecem outras duas subsidiárias de multinacionais americanas: a ADM do Brasil, com US$ 533 milhões, 111,7% acima de julho do ano passado, e a Cargill Agrícola, com embarques de US$ 466,4 milhões, 20,4% mais na mesma comparação. O braço da francesa Louis Dreyfus Commodities exportou US$ 357,4 milhões, 39,3% mais, e ficou em sétimo lugar na lista geral, e a JBS registrou embarques de US$ 243,6 milhões, aumento de 24,3%, e ocupou a nona posição.
Entre janeiro e julho deste ano, a Bunge mantém sua tradicional liderança no setor e a terceira colocação entre as maiores exportadoras do país, com US$ 4,1 bilhões, um incremento de 9,1% em relação a igual período de 2011. Cargill (US$ 2,7 bilhões, aumento de 8,4%) e ADM (US$ 2,6 bilhões, salto de 20,6%) vêm em seguida. A Dreyfus foi a sétima na lista geral (US$ 2,1 bilhões, crescimento de 66%), e a JBS ficou em décimo (1,5 bilhão, queda de 0,2%).
Como a Secex ainda não incorporou os dados da Sadia nos da BRF – Brasil Foods (fruto da incorporação da Sadia pela Perdigão), eles aparecem separados e enfraquecem os resultados da empresa. Os embarques de ambas, somados, alcançaram US$ 319,1 milhões em julho e US$ 2,9 bilhões nos primeiros sete meses do ano.
Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Agências de risco rebaixam nota de crédito do Marfrig, JBS e BRF


-A +A


A agência de rating Moody’s rebaixou a nota de crédito da Marfrig Alimentos, de ‘B2’ para ‘B1”, de grau especulativo e elevado risco de crédito. A mudança afeta uma dívida de US$ 1,62 bilhão em títulos emitidos no exterior com vencimento entre 2016 e 2020. Em nota, a analista da Moody’s Marianna Waltz atribuiu o rebaixamento à “significativa alavancagem da companhia, aliada à recente deterioração em seu perfil de liquidez, principalmente devido à concentração de pagamentos de curto prazo no segundo e terceiro trimestres de 2012”.
A dívida de curto prazo da companhia (vencimento em até 12 meses) é pouco superior a R$ 3 bilhões, de acordo com o último balanço da companhia. Embora a empresa tenha 98% desse valor em caixa, a Moody’s considera que R$ 1,1 bilhão são recursos “restritos”, uma vez que estão ligados a notas de crédito de exportação de longo prazo.
A agência ponderou, no entanto, que o rating da Marfrig segue “sustentado por um portfólio de produtos diversificado, com atuação em cinco proteínas animais (cordeiro, carne suína, peru, aves e carne bovina) e marcas fortes, bem como por sua ampla atuação geográfica e capacidade de distribuição global”.
Já a Fitch também revisou, de “estável” para “negativa”, a perspectiva para a nota de crédito dos frigoríficos JBS, BRF-Brasil Foods e Marfrig Alimentos. Em comunicado, a agência de classificação de risco atribuiu a mudança à elevação dos preços internacionais de soja e milho, que deve ter reflexos expressivos sobre os custos de produção, sobretudo de aves e suínos.
A alta dessas commodities foi provocada pela seca nos Estados Unidos, que castigou as lavouras e derrubou as estimativas de produção da safra 2012/13. Atualmente, a Fitch atribui uma nota ‘BB-’, (grau especulativo), para as emissões da JBS S.A., ‘B+’ (grau especulativo), para as emissões da Marfrig e “BBB-” (grau de investimento), para as emissões da Brasil Foods.
A agência ponderou que as oscilações nos preços dos grãos são “inerentes aos negócios dos produtores de proteína” e que aumentos de custo tendem a ser repassados aos consumidores finais no longo prazo, mas que JBS e Marfrig já sofrem com ratings baixos nos segmentos mais afetados pelo choque de custo.
Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Comissão Europeia: países emergentes serão a demanda para produção de carne do bloco

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/comissao-europeia-previsoes-para-o-mercado-de-carnes-em-2012-e-2013/?utm_source=MadMimi&utm_medium=email&utm_content=Comiss%C3%A3o+Europeia%3A+pa%C3%ADses+emergentes+ser%C3%A3o+a+demanda+para+produ%C3%A7%C3%A3o+de+carne+europeia+%7C+BeefPoint+21%2F08%2F12&utm_campaign=20120820_m113323016_Comiss%C3%A3o+Europeia%3A+pa%C3%ADses+emergentes+ser%C3%A3o+a+demanda+para+produ%C3%A7%C3%A3o+de+carne+do+bloco+%7C+BeefPoint+21%2F08%2F12&utm_term=Continue+lendo+_C2_BB 
Esse relatório apresenta uma previsão do mercado de carnes na União Europeia (UE) para 2012/13. O relatório é baseado em análises de especialistas de mercado da Direção Geral para Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia.
Previsões macroeconômicas
Previsões para a economia mundial
A população mundial total deverá crescer 1% anualmente em 2012 e 2013 e alcançar 7,1 bilhões de habitantes. Mudanças significantes no número da população são esperadas na Índia (+1,4%) e Paquistão (+1,8%), enquanto Rússia, Japão e Ucrânia deverão apresentar pequenos declínios.
O crescimento global no Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer moderadamente em 2,8% em 2012 e 3% em 2013. Entre os principais parceiros comerciais da UE, o crescimento anual do PIB deverá ser de 3,5% na Rússia, 2,1% nos Estados Unidos e 8% na China (em cada um dos anos acima). A taxa de desemprego a nível mundial deverá ficar em 8% em 2012 e em 2013 e a inflação mundial permanecerá moderada durante o período previsto, em 3%.
As moedas dos principais exportadores deverão desvalorizar com relação ao dólar dos Estados Unidos em 2012 (com exceção do renminbi chinês, que deverá se valorizar em 3%): peso argentino, -10%; real brasileiro, -15%; dólar australiano, -3%; e dólar neozelandês, -2%. Em 2013, essa tendência de desvalorização da maioria das moedas e valorização do renminbi chinês com relação ao dólar dos Estados Unidos deverá continuar. O iene japonês e o rublo russo deverão se manter estáveis nos dois anos. O preço para o petróleo bruto Brent deverá declinar para cerca de US$ 104/barril em média em 2012 e para US$ 95/barril em 2013.
Previsões econômicas para a UE
A população da União Europeia deverá aumentar em 2012 e 2013 a uma taxa de 0,3% por ano, alcançando 505,7 milhões de habitantes, resultado combinado de um crescimento esperado de 0,3% na UE-15 (inclui os membros antigos: Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Áustria, Portugal, Finlândia, Suécia e Reino Unido) e um declínio de cerca de 0,1% na UE-12 (inclui os membros novos: Bulgária, República Tcheca, Estônia, Chipre, Letônia, Lituânia, Hungria, Malta, Polônia, Romênia, Eslovênia e Eslováquia) em ambos os anos.
A taxa de crescimento do PIB da UE deverá se manter estável em 2012 com taxas negativas de crescimento em oito Estados Membros (Grécia, Espanha, Itália, Chipre, Holanda, Eslovênia, Hungria e Portugal). A atividade econômica deverá se recuperar em 2012 (+1,3%), com todos os Estados Membros exceto a Espanha (-0,3%) devendo registrar desenvolvimento recordes positivos. A inflação geral no preço ao consumidor na UE em 2012 deverá recuar para 2,6% em 2012 e para 1,9% em 2013.
A taxa de desemprego na UE deverá aumentar em 2012 para 10,3% da força de trabalho e ficar nesse nível elevado em 2013. Portugal, Grécia e Espanha continuariam sendo os países mais afetados da UE, com taxas de desemprego de 15%, 20% e 25%, respectivamente. Desde setembro de 2011, o Euro tem continuamente se desvalorizado com relação ao dólar e, em maio de 2012, atingiu o menor nível desde julho de 2010 (isto é, US$ 1,28/Euro). Essa tendência deverá se reverter, com o Euro se estabilizando em cerca de US$ 1,31/Euro em 2012 em média e ficando nesse nível em 2013.
Setor de carnes
O setor de carnes da UE em 2012 continua sendo apoiado por uma forte demanda global, direcionada por uma situação relativamente favorável nas economias emergentes. Entretanto, a demanda doméstica sofre com a desaceleração do crescimento econômico da UE. A oferta geral de carnes ainda está relativamente escassa em muitas regiões mundiais e está mais restrita pelos altos custos dos alimentos animais.
Com base no censo de dezembro de 2011, o rebanho pecuário da UE foi estimado em 86 milhões de cabeças de bovinos, 148 milhões de suínos e 98 milhões de ovinos e caprinos juntos, correspondendo a uma redução média de 1,6% (bovinos -1,4%; suínos -1,7%, ovinos -1,3% e caprinos -2,9%) com relação ao ano anterior. A contração dos rebanhos animais (e em particular das fêmeas de cria) está diretamente afetando a produção geral de carnes, que deverá declinar 0,4% em 2012 e 1,0% em 2013. A produção de carne bovina deverá cair em 2012 e permanecer quase sem mudanças em 2013. A menor demanda da UE e o enfraquecimento do Euro restringirão as importações totais de carne da UE em 2012, com um declínio estimado de 1,1% comparado com o ano anterior. Ao contrário, os volumes exportados serão direcionados pela demanda global e aumento de 3,6%, liderados pelas carnes suína e de frango. Para 2013, é esperado uma reversão no padrão comercial, com maiores importações (+2,6%) e menores exportações (-5,6%), devido à menor produção de carnes da UE. O consumo total de carnes na UE deverá declinar em 0,8% em 2012 e em 0,4% em 2013.
Carne bovina e de vitelo
O rebanho bovino está em queda desde 2008, a uma taxa de 1,1% ao ano em média (-1,8% para vacas leiteiras) e essa tendência deverá persistir no curto-prazo. Em 2012, a produção de carne bovina e de vitelo da UE deverá reduzir significantemente (-3,5% com relação a 2011) e, então, permanecer  sem mudanças em 2013 (+0,1%). Devido à oferta escassa, os preços da carne bovina da UE deverão permanecer em níveis recordes durante 2012. Quanto ao comércio, a fraca demanda doméstica e as variações da taxa de câmbio levariam a um declínio nas importações de carne bovina da UE em 2012 (-5,8%), seguida por uma estabilização em 2013, apesar da disponibilidade limitada de carne bovina na UE e uma recuperação gradual da produção nos principais fornecedores do Mercosul (depois de uma redução significante no rebanho nos anos anteriores).
Por outro lado, a tendência nas exportações de carne bovina da UE é ser direcionada pela escassez na oferta doméstica, que determinaria uma capacidade significativamente reduzida de exportação para 2012 e no próximo ano. Como consequência, a UE mudaria sua posição comercial líquida e, depois de um excedente comercial excepcional registrado em 2011, se tornaria novamente um importador líquido de carne bovina em volume em 2012 e em 2013. Os altos preços da carne bovina e a fraca demanda interna também levariam a uma queda no consumo de carne bovina e de vitelo em 2012, seguida por uma estabilização em 2013.
Incertezas
Esta previsão é baseada na hipótese de um desenvolvimento econômico global favorável em 2012 e 2013, particularmente em grandes países emergentes, resultando, assim, em uma demanda significante para as exportações da UE. Por outro lado, o crescimento econômico na UE deverá ser frágil, principalmente em certos Estados Membros que geralmente se traduz em um declínio no consumo de carnes.
Diante desse cenário, as previsões econômicas globais e para a UE continuam sujeitas a incertezas. Em particular, a possível evolução das dificuldades econômicas e financeiras na Zona do Euro deverá ter uma influência sobre a demanda de produtos agrícolas (devido às mudanças na renda disponível e às taxas de desemprego) e sobre a oferta (disponibilidade de créditos), bem como sobre o fluxo comercial (taxas de câmbio) e preços. Além disso, a sustentabilidade de uma demanda forte no mercado mundial liderada pela China e outros países do Sudeste da Ásia, bem como do Oriente Médio, pode ser questionada, considerando as recentes revisões para baixo no desempenho econômico esperado nesses países. Finalmente, os desenvolvimento de preços para insumos agrícolas (energia, fertilizantes, alimentos animais, etc) também representam um fator de incerteza.
Para a produção de proteínas, as estimativas são dependentes das condições climáticas durante a estação de produção e colheita, que  podem consideravelmente alterar os rendimentos. As estimativas apresentadas aqui são baseadas em informações disponíveis até o meio de junho de 2012.
Fonte: Comissão da União Europeia, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

USDA corta suas projeções para oferta de milho e soja



Autor(es): Por Fernando Lopes | De São Paulo
Valor Econômico - 13/08/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/8/13/usda-corta-suas-projecoes-para-oferta-de-milho-e-soja
 

A deterioração do quadro de oferta de grãos nos EUA nesta safra 2012/13 promete amplificar a pressão "altista" sobre as cotações internacionais de commodities como milho e soja nos próximos meses, o que tende a exacerbar as críticas sobre o mandato do etanol no país e as preocupações em torno de uma crise "agroinflacionária" mundial.
Segundo relatório divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os reflexos da estiagem e do calor que assolam o Meio-Oeste do país derrubarão a colheita de milho para 273,79 milhões de toneladas, 16,9% menos que o previsto há apenas um mês e volume 12,8% inferior ao efetivamente colhido em 2011/12. Será o pior resultado desde 2006.
As estimativas ainda podem piorar, tendo em vista que a colheita americana só começará a ganhar força em algumas semanas. Em relação às projeções iniciais de produção, a quebra deverá ultrapassar 100 milhões de toneladas. Para efeito de comparação, o USDA passou a estimar a colheita de milho no Brasil em 72,8 milhões de toneladas em 2011/12, um novo recorde também sinalizado pela Conab e puxado pelo desempenho da safrinha.
A tenebrosa situação nos EUA tem reflexos diretos e irreversíveis no tabuleiro global do cereal. Apesar de ter revisto para cima as colheitas de Argentina, Brasil e China em 2012/13, o baque americano deverá reduzir a produção mundial de milho para 849,01 milhões de toneladas na temporada, 6,2% menos que o estimado em julho e volume 3,2% menor que o de 2011/12, sempre conforme as estatísticas do USDA.
A seca e o calor nos EUA também provocam reflexos deletérios sobre as lavouras de soja. Conforme o USDA, a produção americana tombará para 73,27 milhões de toneladas em 2012/13, quase 12% abaixo do previsto em julho e da colheita de 2011/12. Assim, a produção mundial na safra atual foi revisada para 260,46 milhões de toneladas, 2,5% menos que o estimado em julho.
Mesmo assim, o volume é 10,3% maior que o de 2011/12, diferentemente do que deve acontecer no mercado de milho. Os estoques globais finais de soja também tendem a aumentar um pouco em relação ao ciclo passado, ao contrário do que ocorrerá com o milho. Mas, em ambos os casos, os níveis são baixos.
Em tempos de Olimpíadas, os problemas da soja nos EUA darão ao Brasil inéditas medalhas de ouro na produção e na exportação do grão em 2012/13, desde que o clima na safra que começará a ser semeada em meados de setembro colabore. Depois da seca que afetou a região Sul do país em 2011/12, tudo indica, até agora, que os meninos - La Niña e El Niño - vão de fato se comportar melhor, o que deverá resultar, conforme o USDA, em uma produção de 81 milhões de toneladas, 3,8% mais que o estimado em julho e 23,7% acima do volume do ciclo 2011/12.
Em 2012/13, conforme o USDA, o Brasil exportará 37,6 milhões de toneladas de soja em grão, à frente de EUA (30,21 milhões) e Argentina (13,5 milhões), pervertendo uma ordem que vigorou por praticamente uma década, até 2011/12. No ciclo passado, os EUA exportaram 36,74 milhões de toneladas, conforme o USDA, e superaram Brasil (36,7 milhões) e Argentina (7,8 milhões).
Na bolsa de Chicago, as primeiras reações às novas estimativas do USDA foram moderadas. Os analistas alegaram que as projeções para o milho vieram de acordo com as expectativas e as cotações do cereal caíram. A erosão do quadro da soja causou alguma surpresa, mas os ganhos registrados foram moderados. No mercado de trigo, onde o USDA revisou para baixo produção e estoques finais mundiais, mas elevou as projeções para os EUA, onde as condições das lavouras melhoraram, os preços também retrocederam.
Em parte, essa "reação controlada" a uma oferta de grãos mais combalida decorre de projeções de retrações nas demandas. Exceto no caso do trigo, cujo consumo poderá aumentar em função da crise do milho (ambos podem ser usados em rações), no milho e na soja o USDA reduziu as previsões de demanda em parte por causa dos preços já superelevados, que começam a provocar resistência em compradores, do México ao Irã, passando pelo Brasil.
Vale observar, contudo, que a crise do biênio 2007-2008 foi provocada sobretudo por um choque de demanda. Agora, a crise é causada por um choque de oferta, que gera resistência em consumidores e tende a arrefecer no médio prazo, até porque as ofertas tendem a ser recompostas. Mas, para os próximos meses, a tendência é de preços em alta.

Lucro da BRF encolhe quase 100% no 2° trimestre


A empresa de alimentos registrou lucro líquido de R$ 6 milhões no segundo trimestre do ano, 99% menos do que os R$ 498 milhões do mesmo período do ano passado 

13 de agosto de 2012 | 21h 09
Suzana Inhesta - Agencia Estado
http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios%20geral,lucro-da-brf-encolhe-quase-100-no-2%C2%B0-trimestre,122983,0.htm

SÃO PAULO - A empresa de alimentos BRF Brasil Foods registrou lucro líquido de R$ 6 milhões no segundo trimestre do ano, 99% menos do que os R$ 498 milhões do mesmo período do ano passado, conforme comunicado divulgado na noite desta segunda-feira.


O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) diminuiu 28%, passando de R$ 786 milhões para R$ 565 milhões na mesma base de comparação. A margem Ebitda foi de 8,3%, 4,2 pontos porcentuais menor do que a de 12,5% no segundo trimestre do ano passado.
A receita líquida da companhia ficou em R$ 6,842 bilhões entre abril e junho, alta de 9% ante os R$ 6,294 bilhões do segundo trimestre do ano passado. A receita com vendas no mercado interno da BRF totalizou R$ 3,97 bilhões no segundo trimestre do ano. O resultado foi 7% maior do que a cifra de R$ 3,7 bilhões obtida nos meses de abril a junho de 2011. Já as exportações da companhia somaram R$ 2,872 bilhões, 11% acima dos R$ 2,594 bilhões contabilizados em remessas ao exterior no segundo trimestre do ano passado.

sábado, 11 de agosto de 2012

China compra mais da metade do algodão exportado no mundo


Segundo o Comitê Internacional Consultivo do Algodão (Icac), o país seria responsável pela importação de 55% do algodão mundial

Foto: Miro de Souza / Agencia RBS
Brasil participou com 6,6% do total importado pela China em 2011/2012
Segundo estimativas do Comitê Internacional Consultivo do Algodão (Icac), divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a China importou 55% doalgodão comercializado no mundo em 2011/2012, o que corresponde a 5,2 milhões de toneladas. Para o próximo ciclo as importações devem cair para 35,0%, alcançando 2,6 milhões de toneladas.
O Brasil participou com 6,6% do total importado pela China em 2011/2012. Um dos entraves para aumentar o volume exportado para este país é a qualidade do produto. O preço da pluma de algodão está em R$48,90 por arroba em Rondonópolis, 1,8% menor em relação há 30 dias.
Há um ano os preços estavam 23,9% maiores do que o verificado atualmente.

domingo, 3 de junho de 2012

Mercado interno para quem?


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"34% do incremento da demanda agregada no Brasil foi atendido por importações nos anos de 2010 e 2011", constataLuiz Carlos Bresser-Pereira, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, e Nelson Marconi, professor de Economia da EESP-FGV e bolsista do Ipea, em artigo publicado no jornal Valor, 29-05-2012.

Os economistas propõem "uma estratégia que garanta o crescimento do mercado interno e dos salários de 5% a 6% ao ano ao invés de a 3% como voltou a acontecer depois do boom das commodities. O limite desse crescimento é o do crescimento das exportações".
Segundo eles, "alcançar esse crescimento graças aos preços das commodities não é mais realista; tentar transformar o Brasil em uma grande fazenda é uma loucura. Felizmente, a presidente Dilma Rousseff parece ter entendido isto e está gradualmente tirando a economia brasileira da armadilha dos juros altos e do câmbio sobreapreciado".
Eis o artigo.
O mercado interno é o maior ativo que a economia de um país pode possuir; sua magnitude é definida por seu Produto Interno Bruto (PIB), pela soma dos salários, dos lucros e das rendas do capital. Foi buscando aproveitar esse mercado que os desenvolvimentistas brasileiros defenderam nos anos 1950 o modelo de industrialização por substituição de importações. Foi procurando ampliar esse mercado interno que, a partir do fim dos anos 1960, esses mesmos economistas, vendo que o processo de substituição de importações se esgotara, apoiaram o exitoso processo de ampliação das exportações de manufaturados que, concomitantemente, aumentou o mercado interno. Hoje, depois de muitos anos de baixas taxas de crescimento e de queda da participação dos manufaturados nas exportações totais, coloca-se novamente o problema do aproveitamento e da ampliação do mercado interno.

No mundo atual, as economias são muito mais abertas que no passado; competir em pé de igualdade pelos mercados de manufaturados (leia-se bens com maior valor adicionado e que incorporam e disseminam maior progresso técnico para o restante da economia) é necessário para o aumento da produtividade e o alcançamento de taxas mais elevadas de desenvolvimento econômico. Dado que não faz sentido voltar a reduzir o coeficiente de importações, o desenvolvimento econômico brasileiro será limitado pela taxa de crescimento das exportações.

Entretanto, uma parcela dos economistas brasileiros defende uma estratégia de crescimento wage-led, baseada no aumento dos salários. Preferem conviver com a sobreapreciação cambial existente, porque o custo de se colocar a taxa de câmbio no nível de equilíbrio (a do equilíbrio industrial, que torna competitivas as empresas industriais eficientes) implicará alguma redução dos salários reais e em aumento da inflação (ambos temporários). No fundo, querem voltar ao modelo de substituição de importações, mas não propõem as altas taxas aduaneiras que seriam necessárias para voltar a uma estratégia desse tipo, incompatível com o estágio de desenvolvimento do Brasil.

A estratégia de desenvolvimento não deve ser export-led ou wage-led, mas growth-led; deve propiciar oportunidades de investimento lucrativas para os empresários que garantam uma taxa de crescimento satisfatório. Se o patamar de crescimento é insatisfatória, como acontece agora, este fato é causado principalmente por uma taxa de câmbio apreciada e uma taxa de juros alta em termos reais, que resultam em baixas oportunidades de investimento lucrativos para as empresas industriais - justamente aquelas que proporcionam maior valor adicionado per capita.

Como, a partir de 2004, a economia brasileira pareceu haver retomado o crescimento baseado em uma estratégia do tipowage-led - baseada no aumento real do salário mínimo, na Bolsa Família e no crédito consignado, enquanto a taxa de câmbio se apreciava fortemente - surgiu a tese de que seria possível para a economia brasileira crescer a partir da expansão do consumo no mercado interno, não havendo necessidade de se depreciar a taxa de câmbio.

Aquele crescimento, porém, só foi possível porque uma economia mundial aquecida antes da crise elevou os preços de nossos produtos exportados, principalmente das commodities (160% entre 2002 e 2008, enquanto os preços das exportações de manufaturados cresceram 53% no mesmo período), fato que possibilitou à economia brasileira financiar o aumento das importações decorrente desta estratégia sem gerar um desequilíbrio significativo no saldo em transações correntes.

Mas a continuidade desse modelo é inviável, primeiro, porque o cenário externo não permite continuar a contar com o aumento do preço das commodities, e, segundo, porque o câmbio sobreapreciado faz com que o mercado interno seja suprido por importações: com uma pequena defasagem esse mercado interno foi entregue de graça aos exportadores de outros países, principalmente aos chineses, e a indústria brasileira entrou em crise. As exportações de manufaturados, calculadas em quantum, estão em declínio desde 2007, sendo que em 2011 foram 15% inferiores às daquele ano, enquanto o quantum das importações de manufaturados aumentou 59% no mesmo período.

Os dados das Contas Trimestrais a preços constantes mostram que, em média, 34% do incremento da demanda agregada no país foi atendido por importações nos anos de 2010 e 2011, enquanto esse percentual foi de cerca 10% entre 2000 e 2005. Não é a magnitude deste percentual que impressiona, mas a velocidade da elevação das importações nos últimos anos. Enquanto a produção industrial encontra-se praticamente no mesmo patamar que vigorava antes dos reflexos mais significativos da crise no Brasil (a média de 2011 foi 2,7% superior à média de 2008), o volume de vendas do comércio varejista foi 25,3% superior na mesma base de comparação. Graças ao último aumento do salário mínimo, o mercado interno brasileiro continua grande, mas não está dando emprego para brasileiros, e sim aos exportadores de manufaturados para o Brasil.

Não se trata, portanto, de adotar uma estratégia "export-led" ao invés de "wage-led". Trata-se de defender uma estratégia "growth-led", uma estratégia que garanta o crescimento do mercado interno e dos salários de 5% a 6% ao ano ao invés de a 3% como voltou a acontecer depois do boom das commodities. O limite desse crescimento é o do crescimento das exportações. Alcançar esse crescimento graças aos preços das commodities não é mais realista; tentar transformar o Brasil em uma grande fazenda é uma loucura. Felizmente, a presidente Dilma Rousseff parece ter entendido isto e está gradualmente tirando a economia brasileira da armadilha dos juros altos e do câmbio sobreapreciado.

domingo, 13 de maio de 2012

Banco da Inglaterra interrompe programa de compra de ativos


Banco central inglês votou por não dar à economia da Grã-Bretanha outra injeção de dinheiro

REUTERS
LONDRES - O Banco da Inglaterra (banco central) votou por não dar à economia da Grã-Bretanha outra injeção de dinheiro nesta quinta-feira, 10, com os temores sobre a alta inflação pesando mais que o risco de uma recessão prolongada e os novos riscos da crise da zona do euro.
Finalizar o programa de "quantitative easing" (compra de ativos pelo BC inglês), conhecido com QE, pode dificultar a vida para o governo de coalizão liderado pelos Conservadores, que foram derrotados nas eleições locais na semana passada e dependem do afrouxamento de políticas monetárias para aliviar o sofrimento causado pelas medidas de austeridade que visam cortar o enorme custo da dívida pública do país.
O banco central também manteve a principal taxa de juros do país na mínima recorde de 0,5 por cento.
(Sven Egenter)

Lucro líquido do HSBC cai no 1º trimestre

Custos do banco permaneçam teimosamente altos, já que os salários continuam subindo

Danielle Chaves, da Agência Estado
LONDRES - O lucro líquido do banco HSBC Holdings caiu para US$ 2,58 bilhões no primeiro trimestre deste ano, de US$ 4,15 bilhões em igual período do ano passado, enquanto a receita operacional total foi de US$ 20,44 bilhões, estável na mesma comparação. Excluindo uma despesa contábil sobre o valor da dívida do banco, o lucro subiu para US$ 6,78 bilhões, de US$ 5,41 bilhões.
O lucro ajustado antes de impostos ficou em US$ 6,8 bilhões, acima da previsão de até US$ 6,0 bilhões feita por alguns analistas.
O HSBC afirmou que os resultados foram impulsionados pela divisão de banco de investimento e por suas operações em mercados emergentes, embora os custos do banco permaneçam teimosamente altos, já que os salários continuam subindo.
O banco teve retorno sobre patrimônio de 6,4% no primeiro trimestre, enquanto a proporção entre custo e renda foi de 63,9%. O HSBC afirmou que o desempenho do grupo desde o fim de março tem sido satisfatório. As informações são da Dow Jones.

Lucro do HSBC cresce por banco de investimento e corte de custos

REUTERS
LONDRES, 8 MAI - O HSBC, maior banco da Europa, superou expectativas com um lucro de quase 7 bilhões de dólares no primeiro trimestre graças à forte retomada no segmento de banco de investimento e à queda de empréstimos duvidosos nos Estados Unidos.
O banco disse nesta terça-feira ter feito progresso em todas as áreas de estratégia, incluindo economia de custos, e que cortou 14 mil empregos desde o ano passado como parte do plano do presidente-executivo Stuart Gulliver de aumentar a rentabilidade. Isso também incluiu sair de áreas em que o banco não tem escala e aumentar o foco na Ásia.
O HSBC teve lucro subjacente no primeiro trimestre de 6,8 bilhões de dólares, alta de 25 por cento no ano e acima dos 5,8 bilhões de dólares esperados por analistas.
O lucro estatutário foi 4,3 bilhões de dólares, prejudicado por um impacto negativo de 2,6 bilhões da movimentação no valor de sua própria dívida.
(Por Steve Slater e Sarah White) 


Lucro do BCP cai 54% no primeiro trimestre

RICARDO GOZZI - Agencia Estado
SÃO PAULO - O lucro do Banco Comercial Português (BCP) caiu 54% no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado, afetado pelas margens mais baixas de empréstimos e pela carga elevada de dívida ruim, mas bateu as projeções dos analistas consultados pela Dow Jones.
Segundo maior banco de Portugal em termos de capitalização de mercado, o BCP registrou lucro líquido de ? 40,8 milhões, consideravelmente abaixo do lucro de ? 90,1 bilhões registrado um ano atrás. No entanto, o dado veio acima da mediana das expectativas dos analistas, que projetavam lucro de ? 29,3 milhões. As informações são da Dow Jones.


Lucro líquido da ING cai 51% no 1º trimestre

CLARISSA MANGUEIRA) - Agencia Estado
AMSTERDAM - A empresa de serviços financeiros holandesa ING Groep NV informou nesta quarta-feira que seu lucro líquido caiu 51% no primeiro trimestre, para 680 milhões de euros, de 1,38 bilhão de euros em igual período do ano passado. A queda foi resultado do aumento das provisões para empréstimos inadimplentes e perdas com derivativos que são usados para proteger sua posição de capital em seus negócios de seguros.
Segundo a ING, os resultados também foram pressionados por um encargo legal de 370 milhões de euros relacionados a uma transação realizada pelo braço bancário da companhia nos Estados Unidos, mais 304 milhões de euros em ajustes de valor em algumas dívidas em circulação como resultado de um aperto dos spreads de crédito. A companhia também ressaltou que o enfraquecimento da economia europeia continuará a pesar sobre o seu desempenho.
A empresa ofereceu algum alívio aos investidores, no entanto, ao dizer que sua grande exposição à Espanha não é motivo para preocupação apesar dos problemas econômicos do país e está bem protegida. A exposições da ING à Espanha é de cerca de 40 bilhões de euros.
O grupo é umas das poucas instituições de crédito da zona do euro que não pegou empréstimo nas operações de refinanciamento de longo prazo do Banco Central Europeu (BCE).
O nível de capital core Tier 1 da ING ficou em 10,9% em no primeiro trimestre, mais alta que a média europeia de 10,1% no fim de 2011, de acordo com uma pesquisa da empresa de pesquisa CreditSights. As informações são da Dow Jones.

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ArcelorMittal vê Estados Unidos puxando recuperação por aço

REUTERS
BRUXELAS, 10 MAI - A ArcelorMittal, maior fabricante mundial de aço, estima lucro maior para o segundo trimestre com as fortes vendas nos Estados Unidos compensando a fraca demanda na Europa.
A companhia baseada em Luxemburgo disse que a demanda por aço por fabricantes norte-americanos de veículos, eletrodomésticos e de equipamentos pesados de construção -como tratores e escavadeiras- aumentaram nos primeiros três meses do ano. A Europa, ao contrário, continuou a ser uma preocupação.
A ArcelorMittal vê o consumo de aço na América do Norte crescendo entre 6,5 e 7 por cento neste ano, contra um declínio de 1 a 2 por cento na Europa -onde sete de seus 25 alto-fornos estão inativos- onde alguns países voltaram à recessão.
"Mas neste momento não estamos vendo um ambiente geral de crise ocorrendo. Os riscos estão reduzidos em comparação com novembro", disse o vice-presidente financeiro da siderúrgica, Aditya Mittal, ema teleconferência nesta quinta-feira.
A companhia estima que o consumo global de aço cresça entre 4 e 4,5 por cento neste ano, depois do aumento de 6,3 por cento em 2011.
As estimativas da ArcelorMittal espelham as projeções dos principais fabricantes de aço.
A Posco e a Nippon Steel ambas estimaram melhores mercados globais e asiáticos, embora a última tenha alertado para um recorde de produção na China, responsável por metade da produção mundial, e um possível aperto na oferta de carvão.
No primeiro trimestre, a ArcelorMittal teve lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação de 1,97 bilhão de dólares, contra estimativa média de analistas de 1,71 bilhão de dólares, segundo pesquisa Reuters. O resultado foi impulsionado por um ganho extraordinário de 241 milhões de dólares por mudanças nos benefícios de trabalhadores na unidade canadense Dofasco.
O Ebitda foi 15 por cento acima do registrado no trimestre anterior, mas 24 por cento menor que o de um ano antes.
A ArcelorMittal está expandindo sua presença na mineração, notadamente em minério de ferro. Sua expectativa é elevar a produção de minério e carvão em 10 por cento neste ano.
(Por Philip Blenkinsop) 

Lucro líquido da ArcelorMittal cai 90%

CLARISSA MANGUEIRA - Agencia Estado
LONDRES - A siderúrgica ArcelorMittal informou que seu lucro líquido atribuível aos acionistas recuou 90% no primeiro trimestre, para US$ 11 milhões, de US$ 1,07 bilhão no mesmo período do ano passado, afetado por uma queda de impostos diferidos do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). As vendas aumentaram 2,3%, com os embarques de aço mais que compensando a redução do preços médio das vendas de aço.
O Ebitda caiu 24% no primeiro trimestre, em bases anuais, mais subiu 15% em relação ao trimestre anterior, para US$ 1,97 bilhão, superando a previsão dos analistas de um lucro de US$ 1,70 bilhão. A companhia reafirmou que prevê que o Ebitda para o primeiro semestre deste ano será maior que o do segundo semestre, implicando em um lucro de US$ 2,15 bilhões no segundo trimestre, de acordo com cálculos da Dow Jones.
A empresa afirmou também que os embarques de aço deverão ficar amplamente estáveis em relação ao volume registrado no primeiro trimestre de 22,2 milhões de toneladas. As informações são da Dow Jones.



Lucro da Repsol sobe 3,5% no 1º trimestre

CLARISSA MANGUEIRA - Agencia Estado
MADRI - A companhia de petróleo espanhola Repsol YPF disse que seu lucro líquido de 3,5% no primeiro trimestre, em bases anuais, para 792 milhões de euros, de 765 milhões de euros no mesmo período do ano passado. Alta do lucro foi resultado da alta dos preços do petróleo e o retorno da produção da Líbia para níveis relativamente normais. Os resultados incluíram a unidade argentina YPF da empresa que foi expropriada pelo governo da Argentina. Às 7h25 (de Brasília), as ações da companhia subiam 5,03% na Bolsa de Madri.

O lucro líquido ajustado ao custo de substituição recorrente, um número bastante observado pelos analistas porque exclui as mudanças do valor dos estoques, incluindo a unidade argentina recuaram 3% no primeiro trimestre, para 635 milhões de euros, para 654 milhões de euros no mesmo período do ano passado.
Ajustado à exclusão da divisão YPF, o lucro líquido subiu 12,4% no primeiro trimestre, para 643 milhões de euros, de 572 milhões de euros no mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustados aos custos de substituição recorrente avançou 4%, para 474 milhões de euros, de 456 milhões de euros. As informações são da Dow Jones.

Exportações da Alemanha atingem nível recorde em março

REUTERS
BERLIM, 9 MAI - As exportações e importações da Alemanha subiram para níveis mensais recordes em março, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, em outro sinal de que a maior economia da Europa está faturando em cima, digo, de combinação com os fundos de rapina, resistindo melhor à crise da dívida da zona do euro que seus parceiros do bloco, com muitos direitos do antivalor pra queimar no caixa das empresas privadas as mais produtivas.
As exportações subiram 0,9 por cento e as importações cresceram 1,2 por cento, de acordo com dados ajustados sazonalmente divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas.
O superávit comercial, também sazonalmente ajustado, ficou estável em 13,7 bilhões de euros, ante número revisado de 13,7 bilhões de euros em fevereiro, superando o consenso das previsões de 13,5 bilhões de euros.
(Reportagem da redação de Berlim) 

Turquia: produção industrial sobe 2,4% em março

ROBERTO CARLOS DOS SANTOS - Agencia Estado
ISTAMBUL - A produção industrial da Turquia subiu 2,4% em março na comparação com o mesmo mês de 2011, informou, nesta terça-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas turco. O índice ficou acima do avanço de 2,1% previsto por economistas consultados pela Dow Jones. O dado de crescimento anual, porém, recuou a partir da expansão de 4,4% registrada em fevereiro. O aumento de 7,9% na produção e distribuição de eletricidade foi o maior contribuinte para o crescimento da produção industrial em março. Destacaram-se, também, o aumento de 4,3% na produção das mineradoras e o avanço de 1,6% na produção industrial. As informações são da Dow Jones.