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domingo, 6 de maio de 2012

La course aux terres ne profite pas aux pays du Sud



Published: 27 Apr 2012 >> http://farmlandgrab.org/post/view/20403
Posted in:  Cirad | ILC
   
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LE MONDE | 27.04.2012
La course aux terres ne profite pas aux pays du Sud
Le phénomène des achats et locations de terres agricoles à grande échelle est l'objet, depuis la fin des années 2000, de débats passionnés. Le projet Land Matrix, qui rassemble cinq partenaires dont, pour laFrance, le Centre de coopération internationale en recherche agronomique pour le développement (Cirad), s'est donné pour but d'y insuffler un peu de rationalité et d'approche scientifique. D'où l'ouverture, vendredi 27 avril, d'un nouveau site Internet sur lequel doit être accessible la masse de données rassemblées.
"La course à la terre est une réalité, même si elle s'est ralentie depuis son pic de 2009", constate le rapport publié à cette occasion. Les chercheurs se sont concentrés sur les transactions internationales à des fins agricoles : depuis 2000, ils en ont recensé 1 217 - en négociations ou finalisées - concernant 83,2 millions d'hectares, soit 1,7 % de la surface agricole mondiale.
Plus de la moitié de ces transactions ont pu être vérifiées auprès d'une "source fiable". Le nombre de contrats signés recensés s'élève à 403, pour une superficie totale de 26,2 millions d'hectares. En 2011, un rapport du Cirad et de l'International Land Coalition, autre partenaire du projet, avait évoqué un chiffre de 203 millions d'hectares, mais y étaient inclus les transactions impliquant des acteurs nationaux ainsi que les achats et locations de terres à des fins autres qu'agricoles (mines, tourisme, agroforesterie, etc.).
ACCAPAREMENT DES TERRES
Le projet Land Matrix se base sur toutes les mentions de transactions foncières, généralement relevées dans les médias ou sur Internet, et entreprend de les vérifier, notamment en faisant appel à des partenaires locaux. "Bien que basées sur une méthodologie solide, les données inclues dans le Land Matrix doivent être traitées avec précaution", préviennent les auteurs du rapport, qui estiment que"certains pays peuvent être concernés par un grand nombre de transactions simplement parce qu'ils font preuve d'une plus grande transparence" que d'autres.
Par ailleurs, certains contrats ne font l'objet d'aucune publicité, alors que d'autres sont annulés, comme celui qui aurait dûpermettre, en 2008, à la firme sud-coréenne Daewoo d'exploiter 1,3 million d'hectares de terres à Madagascar.
Le phénomène d'accaparement des terres, ainsi que le qualifient ses détracteurs, s'est accéléré à la fin des années 2000, avec la hausse des prix alimentaires. Il touche l'Afrique (62 % des transactions), l'Asie du Sud-Est (plus de cinq millions d'hectares ont fait l'objet de transactions vérifiées aux Philippines, ce qui en fait le pays du monde le plus concerné) et - à un degré moindre - l'Amérique latine.
Les principaux investisseurs sont les pays émergents, emmenés par la Chine, ceux du golfe Persique, qui cherchent àassurer leur sécurité alimentaire, ainsi que les pays anglo-saxons. Le rapport basé sur Land Matrix montre que l'exportation des cultures est l'objectif de la majorité des projets, et dans un peu moins de la moitié de ces cas, à destination du pays d'origine de l'investisseur.
CULTURES NON ALIMENTAIRES
Les auteurs relèvent également que les entreprises privées sont les principales bénéficiaires des transactions, et qu'environ un quart de celles-ci concernent des cultures non alimentaires, majoritairement destinées à produire des biocarburants. Ils notent que les investisseurs s'intéressent particulièrement à des pays pauvres où la propriété foncière est mal garantie.
"Très peu de projets semblent avoir engagé les consultations adéquates avec les communautés locales", estiment-ils, ajoutant que, bien souvent, les autorités locales se révèlent incapables de préserver les intérêts des habitants. Ils admettent cependant n'avoir eu connaissance que d'un nombre limité de projets ayant donné lieu à des "évictions substantielles" de populations.
Le rapport relève que "près de la moitié des transactions concernent des zones déjà cultivées" et s'inscrit en faux contre l'idée que ces investissements permettraient d'exploiter des terres en friche. Il note que ces projets sont particulièrement gourmands en eau et ponctionneront donc les ressources des pays-cibles. "On ne sait pas grand-chose des effets à court et à long terme de ces investissements", reconnaissent les auteurs du document.

sábado, 31 de março de 2012

Mecanização da colheita atinge 65% dos canaviais paulistas


Benefício ambiental equivale a tirar 41 mil ônibus urbanos de circulação por ano
A mecanização da colheita da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo evitou a emissão de 19,4 milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa, segundo divulgou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
O balanço do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, um acordo entre governo e empresas, apontou que 65,2% da cana do Estado já é colhida mecanicamente, o que dispensa a necessidade de queima da palha.
Com isso, a mecanização reduz as emissões de gases e o incômodo para as cidades das regiões canavieiras, além de tornar o trabalho no campo mais seguro. Os dados do balanço da safra 2011/12 apontam um crescimento de 14% nos postos de trabalho na colheita da cana desde que o protocolo foi firmado, na safra 2006/07.
Nesse período, o número de trabalhadores capacitados deu um salto de quase quatro vezes. Em 2006/07, quando o Protocolo foi firmado, eram 15.060 trabalhadores qualificados. Hoje, são 56.829. Muitos dos cortadores foram aproveitados e hoje são operadores de colhedoras e de transbordo, tratoristas, mecânicos e motoristas.
O crescimento acompanha o aumento da colheita mecânica, que representava apenas 34,2% do total na primeira safra após o protocolo ser firmado. Hoje há 2.890 colhedoras de cana em operação no Estado.
A estimativa de mecanização é calculada com imagens de satélite, compiladas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Dos 4.796.140 hectares de cana colhidos na safra do ano passado, apenas 1.670.521 hectares, ou 34,8% do total, ainda utilizou a técnica com fogo.
Entre os compromissos assumidos pelas usinas com o Protocolo Agroambiental estão o fim da queima da palha até 2014 nas áreas mecanizáveis e até 2017 em áreas não mecanizáveis. Em terrenos íngremes ou acidentados, a operação das colhedoras não é possível, por isso essas áreas são chamadas de não mecanizáveis.
Com a mecanização, 4,5 milhões de hectares deixaram de ser queimados no Estado desde a safra 2006/07. Com isso, o setor deixou de emitir 16,7 milhões de toneladas de poluentes. Além disso, outros 2,7 milhões de toneladas de CO2 não foram emitidos. O resultado é o equivalente a retirada de circulação de 47.128 ônibus por ano em uma grande cidade.
Recomposição florestalMas não é só a mecanização da colheita que avançou com o Protocolo Agroambiental. O setor é responsável pela recomposição de 269.977 hectares de mata ciliar. O consumo de água nas agroindústrias também reduziu drasticamente. Nos anos 1990, cinco litros de água eram utilizados para cada m³/tonelada de cana processada. Em 2011, o consumo foi de 1,45 l.
Outro dado positivo da mecanização é a geração da biomassa. Ao todo, 39 milhões de palha da cana ficam nos canaviais com potencial para gerar 19,5 bilhões de KWh de eletricidade por ano. Maior produtor dessa cultura agrícola no Brasil, o Estado de São Paulo responde por 70% da cana no País e por 17% da produção de etanol do mundo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O TREMENDÃO DO BIODIESEL

1 BILHÃO EM 7 ANOS
Autor(es): Marcio ORSOLINI
Isto é Dinheiro - 23/01/2012
 
Como o empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella, que há sete anos era proprietário de dois postos de gasolina, se transformou em sócio da Petrobras e dono de uma das maiores empresas de biocombustível do País, com faturamento de R$ 1 bilhão.

Em meados de 2004, o empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella aguardava na fila do banco para pagar as contas do mês quando alguns agricultores perguntaram sua opinião sobre o biodiesel. Ele, que era dono de dois postos de combustíveis em Colorado, cidade a 300 quilômetros de Porto Alegre, conhecia muito pouco sobre o tema. Na época, o biodiesel começava a ganhar espaço no noticiário graças à preparação do Plano Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) pelo governo federal.

O interesse dos colegas despertou a atenção de Battistella, que começou a pesquisar sobre o assunto. Menos de um ano depois, ele resolveu investir na área. Hoje, aos 33 anos, o empresário tem certeza que sua intuição estava correta. A BSBIOS, fundada pelo empreendedor em 2005, faturou R$ 1 bilhão em 2011. Mais: Battistella se transformou, no ano passado, em sócio da Petrobras, ao vender 50% da companhia para a Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária da estatal brasileira de petróleo, por R$ 200 milhões. Com a associação, se transformou no maior produtor de biodiesel do Brasil, um setor que vai receber investimentos de R$ 28,1 bilhões até 2020, valor cinco vezes superior ao que foi gasto entre 2005 e 2010. "Ninguém acreditava em mim. Eu era motivo de risada", disse Battistella à DINHEIRO.

O setor de biodiesel ainda dá os primeiros passos no Brasil. Mas já está criando os seus primeiros milionários. Battistella, por exemplo, pode ser considerado o primeiro empreendedor não ligado a grandes grupos empresariais nacionais ou internacionais a ganhar muito dinheiro com a exploração desse tipo de combustível renovável. Seu negócio surgiu na esteira de uma política governamental que privilegia os investimentos na área, depois que o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, em 2005, a lei que obriga a mistura atual de 5% do biodiesel ao diesel comum. Graças a ela, em sete anos, Battistella deixou de ser um pequeno empresário para criar uma empresa bilionária. A BSBIOS, cuja sede é em Passo Fundo (RS), já é uma das 100 maiores do Rio Grande do Sul, figura entre as 200 maiores companhias da região Sul e entrou para a lista das mil maiores do Brasil.

"O Erasmo tem uma enorme capacidade empreendedora e uma visão estratégica do setor", diz o ex-ministro Miguel Rossetto, atualmente presidente da PBio, que desde a associação entre as duas empresas também comanda o conselho de administração da BSBIOS. O desempenho empresarial de Battistella é ainda mais surpreendente quando se leva em conta sua trajetória. Nascido em uma família de pequenos agricultores de Itatiba do Sul (RS), o empreendedor foi batizado em homenagem ao cantor e compositor dos tempos da jovem guarda Erasmo Carlos, conhecido como Tremendão, do qual seus pais eram fãs.

Apesar do nome que remete ao universo musical, Battistella queria mesmo era ser jogador de futebol. Torcedor fanático do Grêmio, bem que ele tentou seguir a carreira, chegando a disputar campeonatos regionais pelo time da cidade. Largou tudo para se dedicar ao estudo de técnicas agrícolas em Erechim (RS). Trabalhou na cooperativa da cidade e, na sequência, foi recrutado para ajudar na loja de insumos agrícolas e fertilizantes de um tio, na vizinha Nicolau Vergueiro. Seu primeiro negócio próprio só surgiria em 1998, quando, aos 20 anos, pediu um empréstimo de R$ 20 mil para a avó de sua então namorada, Fabiana, hoje sua mulher. Os recursos foram usados para arrendar um posto de combustíveis na cidade. Multiplicou o capital, passou o ponto e construiu outro em Santa Cecília do Sul, onde não havia nenhum comércio do tipo. Cinco meses depois, vendeu a unidade por R$ 200 mil e seguiu para Colorado. Lá, passou a controlar dois postos de combustíveis, negócio que manteve até 2007. Como a cidade era maior, o volume de vendas compensava o resultado financeiro. "Sempre fui uma espécie de faz-tudo no negócio", afirma Battistella. "Atendia os clientes, transportava o combustível em meu próprio caminhão e até atuava como caixa." O conhecimento adquirido nesse período, somado ao espírito empreendedor, fez com que Battistella vislumbrasse uma chance de ganhar ainda mais dinheiro quando decidiu apostar na BSBIOS. "O sucesso do programa de incentivo ao etanol, o Pró-Álcool, me levou a acreditar que com o biodiesel aconteceria o mesmo", afirma. "Temos um pré-sal verde para ser explorado." A ascensão de sua empresa, uma sopa de letrinhas que tem o B para Brasil, o S como referência à região de origem e o BIOS para mostrar o que produz, acompanhou a expansão do setor.

Em 2005, não havia sequer uma usina de biodiesel no País. Hoje, são cerca de 70 companhias que começaram a investir mais fortemente na área. Mas, diferentemente do que ocorreu com o etanol, o País largou atrasado no caso do biodiesel. A Alemanha, pioneira do setor, lidera mundialmente, com a produção anual de 2,6 bilhões de litros. O Brasil vem a seguir, com 2,4 bilhões de litros por ano. Para efeito de comparação, o Brasil produziu 28,2 bilhões de litros de etanol em 2010. "Em biodiesel, vamos superar a Alemanha em 2012", afirma Rossetto. De olho nessas oportunidades, as empresas do agronegócio começam a direcionar seu foco para o biodiesel. Tome o exemplo da paulista Granol. Em 2011, o combustível renovável respondeu por 43% do faturamento de R$ 1,9 bilhão, resultado quatro vezes maior do que em 2006. "A tendência é que aumente ainda mais porque o setor vai crescer", diz Paula Regina Cadette, diretora financeira da Granol. A própria PBio também está investindo alto. Entre 2010 e 2014, serão destinados US$ 3,5 bilhões para os biocombustíveis. A subsidiária da estatal tem atualmente três usinas próprias de biodiesel no País: Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG). A americana ADM, uma das maiores do agronegócio no mundo, também reforçou seus investimentos em biodiesel no Brasil. A empresa, que já tem uma unidade em Rondonópolis (MT), terá mais duas: uma em Joaçaba (SC), prevista para este ano, e outra em São Domingos do Capim (PA), que deve ser inaugurada em 2016. A ideia é repetir a liderança em biodiesel que a empresa tem na Europa também no Brasil. A BSBIOS de Battistella também está investindo pesado. Em novembro do ano passado, a empresa inaugurou uma esmagadora de soja destinada a abastecer a usina de Passo Fundo. O empreendimento consumiu R$ 130 milhões. Atualmente, a companhia conta com duas fábricas. A maior fica na sede da empresa, com capacidade produtiva de 160 milhões de litros de biodiesel por ano. A outra está localizada em Marialva, no norte do Paraná, a 400 quilômetros de Curitiba. Essa unidade industrial pode produzir anualmente 126 milhões de litros de biodiesel. As três fábricas da PBio têm capacidade produtiva de 434 milhões de litros por ano. "Quero me tornar um dos consolidadores do setor no País", diz Battistella. Para isso, ele já desenha estratégias de aquisição de concorrentes na área de biodiesel, a entrada no mercado de biolubrificantes e também a expansão para o segmento de etanol.

O crescente interesse pelo biodiesel resulta de uma combinação de fatores. O primeiro deles é ambiental. Estima-se que a mistura de biodiesel ao diesel permita a redução de poluentes em até 57%. O que facilita também a disseminação do biodiesel é a variedade de matérias-primas como soja – que corresponde a 80% do total do que é produzido –, canola, girassol, pinhão-manso, mamona, dendê e gordura animal. No Brasil, o objetivo do governo ao apoiar esse setor é também incentivar a agricultura familiar e gerar renda no campo. Atualmente, há mais de 100 mil pequenos agricultores fornecendo matéria-prima para a produção do biodiesel. Toda a cadeia deve gerar 4,7 milhões de empregos até 2020. Apesar do otimismo que reina entre as empresas do setor, o mercado de biodiesel depende de questões estruturais e regulatórias para crescer de forma acelerada. Um exemplo dos entraves que ainda marcam a área é o fato de que o setor atua com 53% de ociosidade. Outro problema é que a distribuição do biodiesel ainda é ineficiente. "As usinas produtoras estão situadas longe dos mercados consumidores, o que eleva os custos logísticos", diz Ricardo Hashimoto, diretor da Fecombustíveis, entidade que representa as empresas de distribuição de combustíveis. Para dar um novo impulso ao setor, a Aprobio, entidade que une os produtores de biocombustível e é comandada por Battistella, luta para a criação de um marco regulador. Uma das propostas é o aumento do percentual de adição de biodiesel ao diesel. Hoje, está na casa dos 5%. A proposta é que suba para 10% até 2014 e 20% no fim desta década. Com isso, o Brasil ficaria alinhado aos parceiros do Mercosul, como Argentina e Colômbia, e à Europa. No que depender da obstinação de Battistella, essa batalha tem muitas chances de ser vencida (leia a entrevista abaixo). Ele já está se articulando para defender esse plano. Em dezembro do ano passado, por exemplo, reuniu-se com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir uma proposta de marco regulatório a ser encaminhada ao Congresso Nacional, que deve ser apresentado em fevereiro.

"O biodiesel é um caminho sem volta", diz Guilherme Nastari, diretor da consultoria paulista Datagro. "Mas, se o governo não conceder incentivos e criar, de fato, um marco regulatório claro, o potencial do setor pode ser jogado fora." Esse é apenas mais um obstáculo na trajetória de Battistella. Para chegar a esse ponto, ele teve de superar várias adversidades. A primeira delas foi a de conseguir financiamento para erguer a BSBIOS. Battistella guardou todas as economias ganhas com os postos de combustíveis para pagar R$ 100 mil ao Banco do Brasil, que fez o projeto financeiro da empresa. "A ideia tinha viabilidade, mas a maioria da cidade achava que era um delírio", diz Ividio Schweizer, gerente do BB, que ajudou o empresário a escrever o plano de negócios. Depois disso, Battistella teve de ir até Brasília, em sua primeira viagem de avião, para uma reunião no Ministério do Desenvolvimento Agrário, cujo titular era exatamente Rossetto. O objetivo era conseguir o Selo Combustível Social, que prevê uma série de regras, como a compra mínima de 30% de matéria-prima de agricultores familiares, em troca da redução de impostos para as empresas produtoras. Sem esse selo, ele não conseguiria que fosse liberado o empréstimo de R$ 28 milhões que pleiteava no BNDES. Ele também conseguiu o apoio de quatro empresários locais que, junto com ele, investiram mais R$ 5 milhões para criar a BSBIOS. São eles: Mário Wagner e Paulo Montagner, do grupo de máquinas agrícolas Kuhn do Brasil, Antonio Roso, da empresa de engenharia Metasa, e Arlindo Paludo, do grupo Vipal, que atua em diversos setores, desde pneus até o financeiro.

Hoje, ele mantém ainda uma dura rotina de trabalho, que inclui jornadas diárias de 14 horas, além de viagens semanais pelos mais diversos pontos do País. Battistella se mantém fiel às origens e tenta não descuidar da família. "Faço questão de levar minhas duas filhas ao colégio quando estou em Passo Fundo." O velho hábito de jogar futebol também foi mantido, mas as partidas são cada vez menos frequentes e o empresário também inclui o tênis em seu cardápio desportivo.

Os amigos, que em 2004 lhe despertaram o interesse pelo setor de biodiesel, ainda se mantêm como interlocutores regulares. Até porque, boa parte deles integra a carteira de fornecedores da BSBIOS. "Aumentamos a oferta de alimentos com o Biodiesel"

O presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella, concedeu a seguinte entrevista para a DINHEIRO: O sr. é favorável à liberação do diesel, que já possui 5% de biodiesel em sua composição, para abastecer a frota de veículos de passeio no Brasil? Essa é uma das bandeiras da Aprobio. Acredito que esse processo poderia ser iniciado com a liberação dos táxis que rodam nas grandes cidades. O diesel já é utilizado como combustível para veículos de passeio na Argentina e no Paraguai, além da Alemanha, país que lidera o mercado de biocombustíveis no mundo. O programa de biodiesel foi criado para unir sustentabilidade e desenvolvimento no campo. O sr. diria que, na prática, isso vem acontecendo? Creio que sim. Os benefícios desse programa são claros porque integram duas vertentes. Uma delas é a redução da emissão de gases do efeito estufa, por meio do menor uso de combustíveis minerais, o que melhora a qualidade de vida. A segunda é o incentivo à agricultura familiar. Apesar da diversidade de fontes no Brasil, 80% do biodiesel é produzido a partir da soja. Por que as demais oleaginosas, como a mamona e a semente de girassol, não emplacaram? A agricultura brasileira sempre foi baseada em culturas tradicionais como a soja e o milho. Hoje, vivemos um processo de diversificação e isso vem se refletindo também no campo dos biocombustíveis. A oferta de oleaginosas está crescendo e já contamos com opções como a palma e a canola. Além das empresas, o governo, por meio da Embrapa, está investindo em pesquisas para a diversificação dessas fontes. Uma grande polêmica envolvendo os biocombustíveis é a possibilidade de eles concorrerem com a produção de alimentos. Isso realmente acontece? Claro que não. Quando produzimos biodiesel, na verdade, aumentamos a oferta de alimentos, pois o resíduo da produção se transforma em insumo para alimentar criações de gado e aves. A FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, defendeu, em 2011, os investimentos em biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. Segundo a entidade, os combustíveis verdes representam uma forma de aumentar a segurança alimentar nos países de economia agrícola ao estimular a criação de empregos e elevar a renda.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Desembolso do banco para o setor cai 22%

Valor Econômico - 20/01/2012
 

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor sucroalcooleiro tiveram forte queda no ano que passou. As liberações atingiram R$ 5,92 bilhões, 22% menos que os R$ 7,58 bilhões de 2010. O valor é o menor desde 2007, antes do "boom" do etanol, quando o banco liberou R$ 3,6 bilhões. A inércia do setor em voltar a investir e as condições menos vantajosas do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) explicam a queda.
Mesmo com a retração, o chefe do Departamento de Biocombustíveis do banco de fomento, Carlos Eduardo Cavalcanti, é otimista e acredita que em 2012 as liberações podem ficar em R$ 6 bilhões ou até acima disso. O banco aposta na elevada adesão ao ProRenova, linha de R$ 4 bilhões lançada este mês para financiar renovação e ampliação de canaviais. "As usinas têm ociosidade para processamento do equivalente a 150 milhões de toneladas de cana. O investimento agrícola continuará sendo a prioridade", diz.
Ele reconhece que há um processo muito tímido de retomada de investimento por parte do setor sucroalcooleiro. Soma-se a isso, o fato de as condições de financiamento do PSI, que alavancaram os investimentos em 2010, estavam menos favoráveis em 2011.
Do total de R$ 5,92 bilhões liberados, R$ 4,14 bilhões foram para investimentos industriais, R$ 1 bilhão a menos do desembolsado em 2010 para esse segmento. Outros R$ 920 milhões foram de aportes agrícolas, praticamente o mesmo volume de 2010. Para projetos de cogeração de energia, o montante foi de R$ 860 milhões. O montante é 42% menor que o de 2010.
"Sentimos que houve uma retração na demanda por novos projetos de cogeração. Mas com a retomada dos greenfields (usinas novas), o interesse voltará, uma vez que a relação de receita e gasto de uma usina nova com cogeração é melhor do que com uma usina mais antiga", explica o executivo do banco.
Para 2012, o BNDES tem hoje em carteira em torno de R$ 2,5 bilhões em projetos, um dos valores mais baixos para esse segmento desde 2008. "Nos últimos anos, viemos iniciando o primeiro trimestre do ano com mais de R$ 4 bilhões em carteira", compara. Os projetos já em carteira, segundo ele, são para financiamento de algumas usinas novas e ampliação de unidades já existentes.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Aumenta a produção de açúcar na União Europeia

São Paulo, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012Mercado
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ANÁLISE AGRONEGÓCIO

PLINIO NASTARI
ESPECIAL PARA A FOLHA
A produção de açúcar na União Europeia na safra 2011/12, cuja entressafra se encerra em setembro próximo, deve ser maior que o esperado inicialmente.
A nova previsão aponta que 19,16 milhões de toneladas de açúcar sejam produzidos, ante 16,61 milhões de toneladas na safra anterior e 18,92 milhões de toneladas em 2009/10.
Caso essa previsão se materialize, esse será o maior volume produzido dentro do bloco econômico europeu desde a reforma do regime açucareiro, iniciada em 2006.
O aumento na previsão é atribuído à boa reação das lavouras de beterraba a condições climáticas favoráveis na França e na Alemanha.
Os franceses esperam terminar a atual temporada com 4,96 milhões de toneladas de açúcar, ante 4,23 milhões na temporada passada.
Na Alemanha, a recuperação será mais forte na atual safra, após registrar perdas com a estiagem de 2010/11. Serão produzidos 4,47 milhões de toneladas de açúcar, com crescimento de 28,9% sobre o ciclo anterior.
De modo a escoar o excedente e aproveitar a recuperação de competitividade, a Comissão Europeia decidiu autorizar novas cotas de exportação, a exemplo do que fez em 2009/10.
Além da cota máxima de 1,35 milhão de toneladas, acordada após o contencioso do açúcar na Organização Mundial de Comércio, o bloco europeu decidiu liberar mais 650 mil toneladas para exportação, totalizando 2 milhões de toneladas a serem exportadas até 30 de setembro.
No sentido inverso, as exportações brasileiras de açúcar tiveram forte queda em dezembro, comparadas ao mês anterior. Foi exportado 1,833 milhão de toneladas, queda de 26,2% sobre novembro e de 6,7% em relação a dezembro de 2010.
Em todo o ano de 2011, o Brasil exportou 25,36 milhões de toneladas de açúcar, ante 28 milhões em 2010, uma queda de 9,4%.
Os principais destinos do açúcar brasileiro foram, em milhões de toneladas, Rússia (3,27), China (2,14), Egito (1,53), Emirados Árabes Unidos (1,45), Argélia (1,35) e Arábia Saudita (1,16).
O preço médio mais elevado em 2011, de US$ 589,19 por tonelada, 29,3% superior ao de 2010, permitiu que, embora o volume exportado tenha sido menor devido à quebra de safra, o valor total das exportações tenha alcançado US$ 14,94 bilhões, ante US$ 12,76 bilhões em igual período do ano passado.
Ainda há incertezas sobre o tamanho da safra brasileira de cana a ser colhida em 2012, em fase de recuperação. Mas já se antevê que a atual entressafra será mais longa que o habitual, para que os canaviais tenham tempo para se desenvolver.
PLINIO NASTARI é mestre e doutor em economia agrícola e presidente da Datagro Consultoria.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

China rumo ao topo na importação de açúcar

Autor(es): Por Fabiana Batista | De São Paulo
Valor Econômico - 17/01/2012
 

Maior importador do agronegócio brasileiro, sobretudo pela hegemonia na compra de soja, a China amplia agora a sua participação na importação de açúcar nacional. Em 2011, os embarques da commodity a partir do Brasil ao país asiático cresceram 70% em volume, para 2,1 milhões de toneladas, rendendo mais de US$ 1,2 bilhão. Com isso, a China passou de sexto maior importador de açúcar brasileiro em 2010 para a segunda posição em 2011, atrás somente da Rússia, tradicional líder nesse ranking.
As altas taxas de crescimento e o avanço da urbanização do país asiático justificam o movimento que tende a ser ampliado ano a ano, diz o CEO da maior exportadora brasileira da commodity, a Copersucar, Paulo Roberto de Souza. Ele aposta que a China deve se tornar "a nova Rússia" para o açúcar brasileiro, ou seja, assumir a liderança entre os maiores importadores. "Os russos que buscam autossuficiência em açúcar, devem continuar reduzindo suas compras, enquanto as dos chineses vão aumentar, com o consumo crescente de industrializados", avalia.
Para marcar posição nesse mercado - fortemente disputado por países asiáticos produtores de açúcar, como Tailândia e Índia -, a Copersucar planeja abrir neste ano um escritório comercial ou estabelecer uma joint venture na Ásia para atender mais de perto China, Malásia, Indonésia e adjacências.
Sem mencionar volumes, Souza afirma que a China ganha importância nos negócios da Copersucar. Há dois anos, diz ele, a comercializadora não embarcava volume algum para os chineses. "Em 2011, enviamos vários navios. Para 2012, prevemos crescer sobre o volume de 2011", diz o executivo. Atualmente, o principal cliente da Copersucar na China é a estatal chinesa Cofco.
O país asiático produz açúcar, principalmente de cana-de-açúcar, mas sua oferta interna tem dificuldades de crescer diante da disputa por terra agricultável com outras culturas.
Segundo o último relatório da Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês), publicado em novembro, no ciclo 2011/12, que vai até setembro, os chineses vão produzir 12 milhões de toneladas de açúcar, 1,1 milhão a mais do que na temporada anterior, mas 3,3 milhões abaixo do recorde de 2007/08 (16,1 milhões de toneladas).
Em 2011, segundo a ISO, os preços domésticos do produto na China chegaram a bater recordes, diante da necessidade do governo de usar estoques públicos para atender à demanda interna.
O CEO da Coperuscar acredita que neste ano a China deve importar 2 milhões de toneladas de açúcar a mais do Brasil do que comprou na temporada passada.
Ele acredita que se não fosse pela concorrência da Tailândia - que será pelo segundo ano consecutivo um grande exportador - as vendas do Brasil para a China seriam ainda mais robustas neste ano. A ISO prevê que no ciclo mundial 2011/12 o excedente exportável da Tailândia vai facilmente atingir o recorde de 7,3 milhões de toneladas, 15% mais do que o do ciclo anterior.
A Índia, que na previsão da Copersucar deve exportar de 2 milhões a 4 milhões de toneladas nessa safra, também é um forte concorrente do Brasil na Ásia.
Com a recuperação da produção de açúcar no Brasil - a Copersucar acredita que voltará para 34 milhões de toneladas -, o país deve também se recuperar nas exportações, segundo o executivo. Em 2011, o Brasil embarcou 25 milhões de toneladas, 9,5% menos do que em 2010, segundo a Secex.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

This is Noble

Veículo:
VALOR ECONÔMICO -SP 
Editoria:
AGRONEGÓCIOS  
Data:
17/01/2012 
Assunto:
OUTROS 
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Vida leve
O bilionário Richard Elman, chairman e CEO do Noble Group, anunciou ontem que escolherá em breve um novo CEO para a empresa. Aos 71 anos, o fundador da maior trading de commodities agrícolas da Ásia diz querer afrouxar seu controle sobre o grupo. "Espero algumas mudanças administrativas que me permitirão, em um curto período de tempo, começar a levar a vida de forma mais leve", disse ele à TV Bloomberg.

Noble’s Elman Bloomberg Interview


Bloomberg
16 January 2012
Billionaire Richard Elman said he will soon install a new chief executive office at Noble Group Ltd. as the 71-year-old founder and chairman of Asia's biggest commodity supplier prepares to ease his managerial control.
"I expect some other management changes that will allow me over the shortest period of time to take life a little bit easy," Elman told Susan Li and Rishaad Salamat in an interview on Bloomberg's TV's "Asia Edge." "It's necessary for me to do it and I’d like to do it, but we will get a proper succession management in place before that. I promise that to myself and all the shareholders."
Elman's successor will inherit a company that has grown into Asia's biggest listed commodity trader by sales in 25 years, overtaking century-old rivals in Japan including Marubeni Corp. Noble's rapid growth over the last decade had also made it "a little bit lazy" as the company posted its first quarterly loss in 14 years in November, Elman said.
"We just have to shape up and deal with the situation," said Elman, a former scrap yard worker who set up Noble with $100,000 in savings in a small Hong Kong office. "Everybody just has to be a little more cautious, a little more alert."
Management changes at Noble follow a turbulent succession planning period since 2010.
Elman became acting CEO in addition to his chairman's role after CEO Ricardo Leiman quit on Nov.9, the day Noble announced a $17.5 million quarterly loss. Leiman’s departure followed those of Executive Chairman Tobias Brown, Senior Executive Vice President Peter James O'Donnell and Chief Financial Officer Stephen Jeffrey Marzo, all in the space of 12 months.
The loss, due to underperformance in the cotton and carbon credit markets, threw Noble into a "major review" of its businesses to improve profitability, the company said Nov.9 in a statement. Standard & Poor's placed the company on credit watch with negative implications, saying Noble's financial strength has "weakened" and diminishing cash flows leave it with a higher leverage than appropriate to the current BBB- rating. BBB- is the lowest investment grade.
"I believe this is an issue of the past," Elman said in a separate interview today to Bloomberg News. "We continue on a daily basis to strengthen the balance sheet, to improve the cash flow, to improve all the various ratios."
Noble had close to $1.8 billion in cash and in excess of $5.5 billion in committed credit lines and cash at the end of September and that amount has subsequently increased, Elman said today. The Company, part-owned by China's sovereign wealth fund, is not in danger of violating any borrowing covenants, he said.
Noble's business is in a "good shape" and it is expected to grow this year amid tough market conditions, he said.

About Noble Group http://www.thisisnoble.com/
Noble Group (SGX: N21) manages the global supply chain of agricultural and energy products, metals and minerals. Noble operates from over 120 offices in 40 countries, employing approximately 80 nationalities. Noble manages a diversified portfolio of essential raw materials, integrating the sourcing, marketing, processing, financing and transportation. Noble owns and manages an array of strategic assets, sourcing from low cost producers such as Brazil, Argentina, Australia and Indonesia and supplying to high growth demand markets including China, India and the Middle East. Today, Noble has interests in grain crushing facilities, coal and iron ore mines, fuel terminals and storage facilities, sugar and ethanol plants, ports, vessels and other key infrastructure.

Noble aposta em MT com unidades de soja e mais silos

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SEXTA, 24 JUNHO 2011 . REUTERS
http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/noble-mt-unidades-soja-silos-240611.htm

A Noble, trading global de commodities e mais recentemente também produtora de açúcar e etanol no Brasil, mais que dobrará a sua capacidade de armazenagem de soja no país diante da construção da sua primeira unidade brasileira de esmagamento da oleaginosa.

Ao mesmo tempo, a companhia prevê que a produção de soja em Mato Grosso, onde instalará também uma fábrica de biodiesel e os novos silos, crescerá mais de 20 por cento no prazo de quatro anos, disse o gerente regional da Noble no Estado.

"Hoje a capacidade de armazenagem da Noble é de 200 mil toneladas, vai passar para 600 mil... Isso para dar suporte ao abastecimento da nova fábrica", declarou Luiz Sposito à Reuters.

Os investimentos no Estado atingirão 192 milhões de dólares em um prazo de um ano e meio, disse Sposito, que também coordena as obras da esmagadora e da fábrica de biodiesel que começarão a operar no complexo industrial e logístico da ALL, em Rondonópolis (MT), a partir de janeiro de 2013, quando o terminal entrará em operação.

Para ele, a Noble aposta em uma grande melhora na capacidade logística do Estado, o maior produtor de soja do Brasil, o que segundo Sposito também elevará a produção dos atuais 20,4 milhões de toneladas para até 25 milhões de toneladas, em quatro anos
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"O Estado tem possibilidade natural de crescimento na produção de soja, com o terminal vai facilitar", disse, acrescentando que a safra deve aumentar especialmente no leste de Mato Grosso, uma fronteira agrícola menos desenvolvida no Estado.

De acordo com o gerente, além do complexo da ALL, o Estado ganhará outras rotas de escoamento da produção de grãos nos próximos anos. Entre elas, o asfaltamento da rodovia Cuiabá-Santarém (PA), que reduzirá os custos de transporte interno e também o frete marítimo para exportação à Europa e à China, pelo Canal do Panamá.

"O Mato Grosso, de duas vias de escoamento (pelos portos de Paranaguá e Santos), vai passar a ter seis vias (Itacoatiara, Santarém, Itaqui e Vitória", disse ele, referindo-se a obras ferroviárias e rodoviárias para melhorar os acessos aos portos.

A Noble, que conta com silos hoje em três municípios de Mato Grosso e um no Paraná, operando basicamente com a negociação de grãos, já definiu a localização de duas das quatro unidades de armazenagem: Diamantino e Nova Ubiratã. Nos novos silos, o investimento será de 40 milhões de dólares, segundo o gerente.

TERMINAL E COMERCIALIZAÇÃO
A empresa também pretende avançar na comercialização de soja em Mato Grosso para garantir matéria-prima para as seis esmagadoras da companhia na China, disse Sposito.

Já a unidade de esmagamento de soja no Brasil terá capacidade para processar 1,3 milhão de toneladas ao ano, e a fábrica de biodiesel poderá produzir 300 milhões de litros.

No final do ano passado, a empresa, maior comercializadora de commodities da Ásia, comprou duas usinas de cana no Brasil, ingressando nesse mercado.

Segundo Sposito e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis, Valdemir Castilho, a Noble é a primeira empresa a confirmar a instalação no terminal da ALL
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Há expectativa de que outras esmagadoras, como Bunge e ADM, que já operam em Rondonópolis, também passem a atuar dentro do terminal da ALL, segundo Castilho.

Quando divulgou o projeto, a companhia de logística anunciou que o projeto teria espaço para três esmagadoras no complexo, que conectará por ferrovia uma importante região produtora de soja até o porto de Santos (SP).

A assessoria de imprensa da ALL não tinha imediatamente a confirmação da informação sobre a participação da Noble.

Por Roberto Samora