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domingo, 3 de junho de 2012

Mercado interno para quem?


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"34% do incremento da demanda agregada no Brasil foi atendido por importações nos anos de 2010 e 2011", constataLuiz Carlos Bresser-Pereira, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, e Nelson Marconi, professor de Economia da EESP-FGV e bolsista do Ipea, em artigo publicado no jornal Valor, 29-05-2012.

Os economistas propõem "uma estratégia que garanta o crescimento do mercado interno e dos salários de 5% a 6% ao ano ao invés de a 3% como voltou a acontecer depois do boom das commodities. O limite desse crescimento é o do crescimento das exportações".
Segundo eles, "alcançar esse crescimento graças aos preços das commodities não é mais realista; tentar transformar o Brasil em uma grande fazenda é uma loucura. Felizmente, a presidente Dilma Rousseff parece ter entendido isto e está gradualmente tirando a economia brasileira da armadilha dos juros altos e do câmbio sobreapreciado".
Eis o artigo.
O mercado interno é o maior ativo que a economia de um país pode possuir; sua magnitude é definida por seu Produto Interno Bruto (PIB), pela soma dos salários, dos lucros e das rendas do capital. Foi buscando aproveitar esse mercado que os desenvolvimentistas brasileiros defenderam nos anos 1950 o modelo de industrialização por substituição de importações. Foi procurando ampliar esse mercado interno que, a partir do fim dos anos 1960, esses mesmos economistas, vendo que o processo de substituição de importações se esgotara, apoiaram o exitoso processo de ampliação das exportações de manufaturados que, concomitantemente, aumentou o mercado interno. Hoje, depois de muitos anos de baixas taxas de crescimento e de queda da participação dos manufaturados nas exportações totais, coloca-se novamente o problema do aproveitamento e da ampliação do mercado interno.

No mundo atual, as economias são muito mais abertas que no passado; competir em pé de igualdade pelos mercados de manufaturados (leia-se bens com maior valor adicionado e que incorporam e disseminam maior progresso técnico para o restante da economia) é necessário para o aumento da produtividade e o alcançamento de taxas mais elevadas de desenvolvimento econômico. Dado que não faz sentido voltar a reduzir o coeficiente de importações, o desenvolvimento econômico brasileiro será limitado pela taxa de crescimento das exportações.

Entretanto, uma parcela dos economistas brasileiros defende uma estratégia de crescimento wage-led, baseada no aumento dos salários. Preferem conviver com a sobreapreciação cambial existente, porque o custo de se colocar a taxa de câmbio no nível de equilíbrio (a do equilíbrio industrial, que torna competitivas as empresas industriais eficientes) implicará alguma redução dos salários reais e em aumento da inflação (ambos temporários). No fundo, querem voltar ao modelo de substituição de importações, mas não propõem as altas taxas aduaneiras que seriam necessárias para voltar a uma estratégia desse tipo, incompatível com o estágio de desenvolvimento do Brasil.

A estratégia de desenvolvimento não deve ser export-led ou wage-led, mas growth-led; deve propiciar oportunidades de investimento lucrativas para os empresários que garantam uma taxa de crescimento satisfatório. Se o patamar de crescimento é insatisfatória, como acontece agora, este fato é causado principalmente por uma taxa de câmbio apreciada e uma taxa de juros alta em termos reais, que resultam em baixas oportunidades de investimento lucrativos para as empresas industriais - justamente aquelas que proporcionam maior valor adicionado per capita.

Como, a partir de 2004, a economia brasileira pareceu haver retomado o crescimento baseado em uma estratégia do tipowage-led - baseada no aumento real do salário mínimo, na Bolsa Família e no crédito consignado, enquanto a taxa de câmbio se apreciava fortemente - surgiu a tese de que seria possível para a economia brasileira crescer a partir da expansão do consumo no mercado interno, não havendo necessidade de se depreciar a taxa de câmbio.

Aquele crescimento, porém, só foi possível porque uma economia mundial aquecida antes da crise elevou os preços de nossos produtos exportados, principalmente das commodities (160% entre 2002 e 2008, enquanto os preços das exportações de manufaturados cresceram 53% no mesmo período), fato que possibilitou à economia brasileira financiar o aumento das importações decorrente desta estratégia sem gerar um desequilíbrio significativo no saldo em transações correntes.

Mas a continuidade desse modelo é inviável, primeiro, porque o cenário externo não permite continuar a contar com o aumento do preço das commodities, e, segundo, porque o câmbio sobreapreciado faz com que o mercado interno seja suprido por importações: com uma pequena defasagem esse mercado interno foi entregue de graça aos exportadores de outros países, principalmente aos chineses, e a indústria brasileira entrou em crise. As exportações de manufaturados, calculadas em quantum, estão em declínio desde 2007, sendo que em 2011 foram 15% inferiores às daquele ano, enquanto o quantum das importações de manufaturados aumentou 59% no mesmo período.

Os dados das Contas Trimestrais a preços constantes mostram que, em média, 34% do incremento da demanda agregada no país foi atendido por importações nos anos de 2010 e 2011, enquanto esse percentual foi de cerca 10% entre 2000 e 2005. Não é a magnitude deste percentual que impressiona, mas a velocidade da elevação das importações nos últimos anos. Enquanto a produção industrial encontra-se praticamente no mesmo patamar que vigorava antes dos reflexos mais significativos da crise no Brasil (a média de 2011 foi 2,7% superior à média de 2008), o volume de vendas do comércio varejista foi 25,3% superior na mesma base de comparação. Graças ao último aumento do salário mínimo, o mercado interno brasileiro continua grande, mas não está dando emprego para brasileiros, e sim aos exportadores de manufaturados para o Brasil.

Não se trata, portanto, de adotar uma estratégia "export-led" ao invés de "wage-led". Trata-se de defender uma estratégia "growth-led", uma estratégia que garanta o crescimento do mercado interno e dos salários de 5% a 6% ao ano ao invés de a 3% como voltou a acontecer depois do boom das commodities. O limite desse crescimento é o do crescimento das exportações. Alcançar esse crescimento graças aos preços das commodities não é mais realista; tentar transformar o Brasil em uma grande fazenda é uma loucura. Felizmente, a presidente Dilma Rousseff parece ter entendido isto e está gradualmente tirando a economia brasileira da armadilha dos juros altos e do câmbio sobreapreciado.

domingo, 13 de maio de 2012

Mineração em terra indígena avança na Câmara


As reservas indígenas do país poderão ter suas portas abertas para a exploração de recursos minerais, uma prática que hoje é proibida por lei. O tema polêmico ficou no limbo durante quase duas décadas, mas voltou à baila no início deste ano, com a retomada pelo Congresso do Projeto de Lei 1.610, que trata da mineração em terras indígenas. Uma Comissão Especial foi criada na Câmara para tratar exclusivamente do assunto, em discussão na Casa desde 1996. A previsão é que um substitutivo do texto original seja votado e encaminhado ao Senado na primeira quinzena de julho, para depois seguir à sansão presidencial. A proposta, se for adiante tal como está, tem tudo para alterar radicalmente a fotografia da exploração mineral no país.

A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 09-05-2012.

Pelas novas regras, a entrada de empresas nas terras indígenas ficaria condicionada ao pagamento de royalties aos índios que tiverem áreas afetadas pela lavra. A empresa que explora o minério teria de desembolsar aos índios algo entre 2% e 3% da receita bruta aferida no negócio durante todo o tempo de exploração. Para administrar esse dinheiro, será criado um fundo específico de captação. A gestão dos recursos e dos repasses que serão feitos aos índios ficaria nas mãos de um conselho administrativo formado por representantes do governo, da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ministério Público Federal e da população indígena afetada.

A proposta em andamento também altera o modelo de autorização para exploração mineral. Hoje, a permissão de lavra é dada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ao primeiro empreendedor que apresentar o estudo técnico e o pedido de exploração da área, isto é, o critério é a ordem de chegada. No caso das reservas indígenas, essa exploração ficaria condicionada à realização de leilões. A empresa interessada teria de ganhar uma concessão para explorar a região, a qual teria a sua viabilidade exploratória atestada por levantamentos preliminares feitos pelo governo. A licitação das áreas só ocorreria após a realização de audiências com as comunidades indígenas e a emissão de laudos antropológico, ambiental e mineral, além da emissão da Licença Ambiental Prévia concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Outro ponto polêmico trata dos critérios de decisão sobre as áreas que poderiam ser ou não exploradas. Ficou estabelecido que terras indígenas ocupadas por aldeias que nunca foram contatadas devem ser mantidas como estão, sem nenhum tipo de ação exploratória. Em todas as demais, porém, a palavra final sobre a possibilidade de execução de lavra seria dada pelo Palácio do Planalto. Na prática, significa que os índios sempre seriam ouvidos e teriam espaço para apresentar seus pedidos de compensação para liberar a terra, mas não teriam poder de veto sobre a execução de um projeto.

Funai apoia a proposta
. "Acompanhamos o assunto de perto e esperamos que essa solução saia neste ano", diz Aloysio Guapindaia, diretor do Departamento de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai.

Mesmo com as resistências que o assunto enfrenta (ver texto abaixo), o relator do projeto original, senador Romero Jucá (PMDB), afirma que a proposta tem tudo para ser aprovada já no próximo semestre. "O projeto está maduro, o governo acompanha esse assunto de perto e o Ministério de Minas e Energia defende a regulamentação", diz.

Para o relator do projeto atual na Câmara, deputado federal Édio Lopes (PMDB-RR), a proposta conseguiu alcançar um "ponto de equilíbrio" entre o interesse nacional e as demandas indígenas. "Pela primeira vez, temos uma grande possibilidade de aprovarmos essa matéria. Está na hora de regularizar a mineração em terras indígenas. O país não pode mais prescindir desse potencial, sobretudo no arco Norte do país", comenta.

Nesta semana, a Comissão Especial de Mineração da Câmara foi até São Gabriel da Cachoeira (AM), para realizar um seminário sobre o assunto com a comunidade indígena. No dia 11, os parlamentares estarão no município de Presidente Figueiredo, também no Amazonas. No fim de semana, seguirão em viagem até o Canadá, país onde o modelo de exploração de terras indígenas mediante o pagamento de royalty já é aplicado há muito tempo. A ideia, segundo o deputado Padre Tom (PT-RO), é colher detalhes do modelo canadense para aprimorar a proposta do país.

O Brasil tem hoje 608 terras indígenas demarcadas, áreas que somam 109 milhões de hectares, o equivalente a 13% do território nacional. Desse total, 98% estão concentrados na chamada Amazônia Legal, área que envolve os Estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e parte do Maranhão.

O Estado de Roraima, por exemplo, tem quase metade de seu território dentro de reserva indígena. No Amazonas, essa fatia é de 20%. O censo demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 817 mil pessoas se declararam indígenas, o que equivale a 0,42% da população do país. O número superou em 11% o volume registrado no censo de 2000.
Tema pode esbarrar no Judiciário

A liberação das reservas indígenas para a mineração ainda não é um consenso no governo e tudo indica que haverá dificuldades para levar a proposta adiante. O próprio presidente da Comissão Especial de Mineração na Câmara, deputado Padre Tom (PT-RO), admite que o governo ainda não assumiu claramente o ônus político que o projeto pode gerar, principalmente em um momento em que se aguarda uma definição sobre os rumos do Código Florestal e do próprio Código da Mineração, que promete alterar substancialmente as regras e os encargos pagos pelas empresas na extração de minérios.

"É preciso que o governo tome uma postura decisiva. O Ministério de Minas e Energia já informou que é absolutamente favorável, mas falta uma definição mais clara do Ministério da Justiça [que controla a Funai] e também da Casa Civil", comenta o deputado Padre Tom. A Funai é favorável à regulamentação, segundo Aloysio Guapindaia, diretor do departamento de promoção ao desenvolvimento sustentável da fundação. A Casa Civil foi procurada pelo Valor, mas não enviou um posicionamento sobre o assunto até o fechamento desta edição.

O receio dos parlamentares, principalmente aqueles da
bancada ruralista, é de que a proposta tenha o mesmo desfecho de outras disputas polêmicas que já envolveram terras indígenas, como a demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. O deputado Édio Lopes, que agora relata o novo texto PL 1.610, foi um dos opositores da demarcação contínua da Raposa Serra do Sol. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que arrozeiros e fazendeiros que viviam na terra indígena deixassem a área de 1,7 milhão de hectares, o equivalente a 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Na semana passada, o STF chegou a mais uma conclusão em favor dos índios, derrubando títulos de propriedades que foram dados a fazendeiros e agricultores no Sul da Bahia. Em sua decisão, o STF reconheceu o direito dos índios de ocuparem os 54 mil hectares de uma região que, segundo a Funai, faz parte de uma reserva indígena, embora não estivesse homologada.

Seja qual for a decisão final sobre a exploração mineral nas reservas, é certo que o caminho deverá estar repleto de brechas para disputas judiciais. Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a abertura das reservas à mineração irá potencializar os conflitos com as aldeias. "Somos contrários a essa proposta. Na prática, o que vemos é que essa condição de pagamento de royalty ao índio é tão ou mais danosa que a própria extração do minério", diz Cleber Buzatto, secretário-executivo do Cimi. "Essa condição mexe profundamente com a cultura do povo indígena e cria uma série de dependências. Nós não temos sequer noção das consequências que isso pode gerar no futuro."

Na realidade, a aprovação do PL 1.610, segundo Buzatto, seria uma tentativa de driblar o que estava previsto numa regulamentação anterior, que altera o estatuto do índio. O Projeto de Lei 2.057, em tramitação há 21 anos, trata da questão da mineração em um de seus capítulos e garante ao índio a decisão final sobre a autorização da lavra
. No texto atual do PL 1.610, esse poder de veto indígena foi retirado, uma imposição que os índios não estão dispostos a acatar.

"Não somos contra a discussão da mineração e estamos abertos ao debate até que essa consulta ampla chegue a toda comunidade, mas precisamos ter assegurada a garantia de nossos direitos", diz Kleber Luiz Santos Karipuna, liderança indígena no Amapá. "Quem quiser dizer sim à mineração, que diga com tranquilidade. Quem quiser dizer não, que tenha respeitada essa posição."

A falta de entendimento sobre o assunto e a dificuldade de debatê-lo com as comunidades também incomoda Francisca Novantina Ângelo, lider indígena no Mato Grosso. "Queremos participar efetivamente para ter clareza sobre o que será feito. É um tema de difícil compreensão para o movimento indígena, que não tem o domínio técnico e político da discussão e, por isso, pode ser prejudicado", diz.

Mais contundente ainda é a posição da Articulação dos Povos Indígenas Brasil (Apib). "Estamos sendo pressionados para dizer sim a esse projeto, e não para participar de um debate. E se dissermos não? Nós seremos respeitados?", questiona Rosane Kaingang, representante da Apib.

Banco da Inglaterra interrompe programa de compra de ativos


Banco central inglês votou por não dar à economia da Grã-Bretanha outra injeção de dinheiro

REUTERS
LONDRES - O Banco da Inglaterra (banco central) votou por não dar à economia da Grã-Bretanha outra injeção de dinheiro nesta quinta-feira, 10, com os temores sobre a alta inflação pesando mais que o risco de uma recessão prolongada e os novos riscos da crise da zona do euro.
Finalizar o programa de "quantitative easing" (compra de ativos pelo BC inglês), conhecido com QE, pode dificultar a vida para o governo de coalizão liderado pelos Conservadores, que foram derrotados nas eleições locais na semana passada e dependem do afrouxamento de políticas monetárias para aliviar o sofrimento causado pelas medidas de austeridade que visam cortar o enorme custo da dívida pública do país.
O banco central também manteve a principal taxa de juros do país na mínima recorde de 0,5 por cento.
(Sven Egenter)

Lucro líquido do HSBC cai no 1º trimestre

Custos do banco permaneçam teimosamente altos, já que os salários continuam subindo

Danielle Chaves, da Agência Estado
LONDRES - O lucro líquido do banco HSBC Holdings caiu para US$ 2,58 bilhões no primeiro trimestre deste ano, de US$ 4,15 bilhões em igual período do ano passado, enquanto a receita operacional total foi de US$ 20,44 bilhões, estável na mesma comparação. Excluindo uma despesa contábil sobre o valor da dívida do banco, o lucro subiu para US$ 6,78 bilhões, de US$ 5,41 bilhões.
O lucro ajustado antes de impostos ficou em US$ 6,8 bilhões, acima da previsão de até US$ 6,0 bilhões feita por alguns analistas.
O HSBC afirmou que os resultados foram impulsionados pela divisão de banco de investimento e por suas operações em mercados emergentes, embora os custos do banco permaneçam teimosamente altos, já que os salários continuam subindo.
O banco teve retorno sobre patrimônio de 6,4% no primeiro trimestre, enquanto a proporção entre custo e renda foi de 63,9%. O HSBC afirmou que o desempenho do grupo desde o fim de março tem sido satisfatório. As informações são da Dow Jones.

Lucro do HSBC cresce por banco de investimento e corte de custos

REUTERS
LONDRES, 8 MAI - O HSBC, maior banco da Europa, superou expectativas com um lucro de quase 7 bilhões de dólares no primeiro trimestre graças à forte retomada no segmento de banco de investimento e à queda de empréstimos duvidosos nos Estados Unidos.
O banco disse nesta terça-feira ter feito progresso em todas as áreas de estratégia, incluindo economia de custos, e que cortou 14 mil empregos desde o ano passado como parte do plano do presidente-executivo Stuart Gulliver de aumentar a rentabilidade. Isso também incluiu sair de áreas em que o banco não tem escala e aumentar o foco na Ásia.
O HSBC teve lucro subjacente no primeiro trimestre de 6,8 bilhões de dólares, alta de 25 por cento no ano e acima dos 5,8 bilhões de dólares esperados por analistas.
O lucro estatutário foi 4,3 bilhões de dólares, prejudicado por um impacto negativo de 2,6 bilhões da movimentação no valor de sua própria dívida.
(Por Steve Slater e Sarah White) 


Lucro do BCP cai 54% no primeiro trimestre

RICARDO GOZZI - Agencia Estado
SÃO PAULO - O lucro do Banco Comercial Português (BCP) caiu 54% no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado, afetado pelas margens mais baixas de empréstimos e pela carga elevada de dívida ruim, mas bateu as projeções dos analistas consultados pela Dow Jones.
Segundo maior banco de Portugal em termos de capitalização de mercado, o BCP registrou lucro líquido de ? 40,8 milhões, consideravelmente abaixo do lucro de ? 90,1 bilhões registrado um ano atrás. No entanto, o dado veio acima da mediana das expectativas dos analistas, que projetavam lucro de ? 29,3 milhões. As informações são da Dow Jones.


Lucro líquido da ING cai 51% no 1º trimestre

CLARISSA MANGUEIRA) - Agencia Estado
AMSTERDAM - A empresa de serviços financeiros holandesa ING Groep NV informou nesta quarta-feira que seu lucro líquido caiu 51% no primeiro trimestre, para 680 milhões de euros, de 1,38 bilhão de euros em igual período do ano passado. A queda foi resultado do aumento das provisões para empréstimos inadimplentes e perdas com derivativos que são usados para proteger sua posição de capital em seus negócios de seguros.
Segundo a ING, os resultados também foram pressionados por um encargo legal de 370 milhões de euros relacionados a uma transação realizada pelo braço bancário da companhia nos Estados Unidos, mais 304 milhões de euros em ajustes de valor em algumas dívidas em circulação como resultado de um aperto dos spreads de crédito. A companhia também ressaltou que o enfraquecimento da economia europeia continuará a pesar sobre o seu desempenho.
A empresa ofereceu algum alívio aos investidores, no entanto, ao dizer que sua grande exposição à Espanha não é motivo para preocupação apesar dos problemas econômicos do país e está bem protegida. A exposições da ING à Espanha é de cerca de 40 bilhões de euros.
O grupo é umas das poucas instituições de crédito da zona do euro que não pegou empréstimo nas operações de refinanciamento de longo prazo do Banco Central Europeu (BCE).
O nível de capital core Tier 1 da ING ficou em 10,9% em no primeiro trimestre, mais alta que a média europeia de 10,1% no fim de 2011, de acordo com uma pesquisa da empresa de pesquisa CreditSights. As informações são da Dow Jones.

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ArcelorMittal vê Estados Unidos puxando recuperação por aço

REUTERS
BRUXELAS, 10 MAI - A ArcelorMittal, maior fabricante mundial de aço, estima lucro maior para o segundo trimestre com as fortes vendas nos Estados Unidos compensando a fraca demanda na Europa.
A companhia baseada em Luxemburgo disse que a demanda por aço por fabricantes norte-americanos de veículos, eletrodomésticos e de equipamentos pesados de construção -como tratores e escavadeiras- aumentaram nos primeiros três meses do ano. A Europa, ao contrário, continuou a ser uma preocupação.
A ArcelorMittal vê o consumo de aço na América do Norte crescendo entre 6,5 e 7 por cento neste ano, contra um declínio de 1 a 2 por cento na Europa -onde sete de seus 25 alto-fornos estão inativos- onde alguns países voltaram à recessão.
"Mas neste momento não estamos vendo um ambiente geral de crise ocorrendo. Os riscos estão reduzidos em comparação com novembro", disse o vice-presidente financeiro da siderúrgica, Aditya Mittal, ema teleconferência nesta quinta-feira.
A companhia estima que o consumo global de aço cresça entre 4 e 4,5 por cento neste ano, depois do aumento de 6,3 por cento em 2011.
As estimativas da ArcelorMittal espelham as projeções dos principais fabricantes de aço.
A Posco e a Nippon Steel ambas estimaram melhores mercados globais e asiáticos, embora a última tenha alertado para um recorde de produção na China, responsável por metade da produção mundial, e um possível aperto na oferta de carvão.
No primeiro trimestre, a ArcelorMittal teve lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação de 1,97 bilhão de dólares, contra estimativa média de analistas de 1,71 bilhão de dólares, segundo pesquisa Reuters. O resultado foi impulsionado por um ganho extraordinário de 241 milhões de dólares por mudanças nos benefícios de trabalhadores na unidade canadense Dofasco.
O Ebitda foi 15 por cento acima do registrado no trimestre anterior, mas 24 por cento menor que o de um ano antes.
A ArcelorMittal está expandindo sua presença na mineração, notadamente em minério de ferro. Sua expectativa é elevar a produção de minério e carvão em 10 por cento neste ano.
(Por Philip Blenkinsop) 

Lucro líquido da ArcelorMittal cai 90%

CLARISSA MANGUEIRA - Agencia Estado
LONDRES - A siderúrgica ArcelorMittal informou que seu lucro líquido atribuível aos acionistas recuou 90% no primeiro trimestre, para US$ 11 milhões, de US$ 1,07 bilhão no mesmo período do ano passado, afetado por uma queda de impostos diferidos do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). As vendas aumentaram 2,3%, com os embarques de aço mais que compensando a redução do preços médio das vendas de aço.
O Ebitda caiu 24% no primeiro trimestre, em bases anuais, mais subiu 15% em relação ao trimestre anterior, para US$ 1,97 bilhão, superando a previsão dos analistas de um lucro de US$ 1,70 bilhão. A companhia reafirmou que prevê que o Ebitda para o primeiro semestre deste ano será maior que o do segundo semestre, implicando em um lucro de US$ 2,15 bilhões no segundo trimestre, de acordo com cálculos da Dow Jones.
A empresa afirmou também que os embarques de aço deverão ficar amplamente estáveis em relação ao volume registrado no primeiro trimestre de 22,2 milhões de toneladas. As informações são da Dow Jones.



Lucro da Repsol sobe 3,5% no 1º trimestre

CLARISSA MANGUEIRA - Agencia Estado
MADRI - A companhia de petróleo espanhola Repsol YPF disse que seu lucro líquido de 3,5% no primeiro trimestre, em bases anuais, para 792 milhões de euros, de 765 milhões de euros no mesmo período do ano passado. Alta do lucro foi resultado da alta dos preços do petróleo e o retorno da produção da Líbia para níveis relativamente normais. Os resultados incluíram a unidade argentina YPF da empresa que foi expropriada pelo governo da Argentina. Às 7h25 (de Brasília), as ações da companhia subiam 5,03% na Bolsa de Madri.

O lucro líquido ajustado ao custo de substituição recorrente, um número bastante observado pelos analistas porque exclui as mudanças do valor dos estoques, incluindo a unidade argentina recuaram 3% no primeiro trimestre, para 635 milhões de euros, para 654 milhões de euros no mesmo período do ano passado.
Ajustado à exclusão da divisão YPF, o lucro líquido subiu 12,4% no primeiro trimestre, para 643 milhões de euros, de 572 milhões de euros no mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustados aos custos de substituição recorrente avançou 4%, para 474 milhões de euros, de 456 milhões de euros. As informações são da Dow Jones.

Exportações da Alemanha atingem nível recorde em março

REUTERS
BERLIM, 9 MAI - As exportações e importações da Alemanha subiram para níveis mensais recordes em março, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, em outro sinal de que a maior economia da Europa está faturando em cima, digo, de combinação com os fundos de rapina, resistindo melhor à crise da dívida da zona do euro que seus parceiros do bloco, com muitos direitos do antivalor pra queimar no caixa das empresas privadas as mais produtivas.
As exportações subiram 0,9 por cento e as importações cresceram 1,2 por cento, de acordo com dados ajustados sazonalmente divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas.
O superávit comercial, também sazonalmente ajustado, ficou estável em 13,7 bilhões de euros, ante número revisado de 13,7 bilhões de euros em fevereiro, superando o consenso das previsões de 13,5 bilhões de euros.
(Reportagem da redação de Berlim) 

Turquia: produção industrial sobe 2,4% em março

ROBERTO CARLOS DOS SANTOS - Agencia Estado
ISTAMBUL - A produção industrial da Turquia subiu 2,4% em março na comparação com o mesmo mês de 2011, informou, nesta terça-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas turco. O índice ficou acima do avanço de 2,1% previsto por economistas consultados pela Dow Jones. O dado de crescimento anual, porém, recuou a partir da expansão de 4,4% registrada em fevereiro. O aumento de 7,9% na produção e distribuição de eletricidade foi o maior contribuinte para o crescimento da produção industrial em março. Destacaram-se, também, o aumento de 4,3% na produção das mineradoras e o avanço de 1,6% na produção industrial. As informações são da Dow Jones.