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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Seca nos EUA estimula aporte de fundos

Data: 27/08/2012
Veículo: VALOR ECONÔMICO -SP
Editoria: AGRONEGÓCIOS
Assunto principal: SAFRAS
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Formato A4: PDF WEB http://www.linearclipping.com.br/conab/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=26&codnot=3941280


O valor da carteira de commodities agrícolas dos fundos que investem nas principais bolsas americanas cresceu 9% entre junho e julho, de US$ 89 bilhões para US$ 97 bilhões - o maior patamar desde fevereiro - de acordo com o Barclays Capital. Somando as commodities metálicas e energéticas, esse montante sobe para US$ 406 bilhões, alta de 4,1% em relação aos US$ 390 bilhões apurados ao fim de junho.
O salto agrícola é basicamente um reflexo da seca que dizimou a produção americana de soja e milho e impulsionou os preços internacionais. Só a valorização dessas matérias-primas engordou a carteira dos fundos em US$ 7,6 bilhões no mês. O movimento atraiu os olhares de investidores, ávidos por ganhos em um momento de vacas magras no mercado financeiro. No período, eles aplicaram US$ 400 milhões líquidos em commodities agrícolas, o maior aporte desde janeiro.
O montante corresponde a mais de 85% do que os fundos aplicaram em todas as commodities em julho (cerca de US$ 470 milhões), embora a carteira agrícola seja apenas a terceira em tamanho - atrás de metais preciosos, com US$ 181 bilhões, e de energia, com US$ 110 bilhões.
Mesmo assim, o saldo no ano continua negativo e a sinalizar que os resultados de 2012 podem ser um dos mais fracos desde o início da década passada. No ano, o valor dos saques da carteira agrícola superou o das novas aplicações em US$ 1,9 bilhão. Esse saldo ficou positivo em US$ 800 milhões, em 2011, US$ 15,5 bilhões, em 2010, e US$ 16,4 bilhões, em 2009.
Conforme os analistas do Barclays, o cenário macroeconômico continua a limitar o apetite dos investidores pelas commodities como um todo, ainda que as perspectivas sejam favoráveis para alguns desses produtos - caso particular dos GRÃOS. "Os investidores continuam a tratar com cautela todos os ativos sensíveis ao crescimento [econômico]", afirmam, em relatório.
A deterioração das condições na Europa e o desempenho medíocre dos Estados Unidos compõem um quadro ainda nebuloso. A situação é agravada pela sensibilidade das commodities ao crescimento da China, "onde os receios de um pouso forçado e uma contração potencialmente forte nas importações de matérias-primas continuam no centro das atenções dos investidores".
Por essa razão, o fluxo para os fundos de commodities (energia, metais e produtos agrícolas) está negativo em US$ 6 bilhões no ano, ante um resultado positivo de US$ 7,8 bilhões no mesmo período do ano passado e de quase US$ 17 bilhões em igual comparação para 2010.
"Acreditamos que não haverá uma melhora significativa até que as preocupações com a dívida soberana [europeia], a China e a economia global comece a perder força de maneira mais abrangente", sustenta o Barclays. Em contrapartida, uma nova rodada de estímulos monetários nos Estados Unidos pode dar novo impulso às commodities, pondera.
O Barclays vê uma tendência de leve queda para os preços dos GRÃOS até o fim do ano. No quarto trimestre, prevê, os contratos de soja e milho negociados na Bolsa de Chicago devem valer, respectivamente, 4% e 9% menos do que a média apurada em agosto. O mesmo vale para o trigo, com expectativa de retração de 4%.
Os analistas do banco ressalvam, no entanto, que os riscos de alta ainda são maiores do que os de queda nesse mercado. Novos cortes de produtividade nos EUA, em função da estiagem, e a persistência de condições desfavoráveis para o desenvolvimento das lavouras na região do Mar Negro podem colocar mais pressão sob os preços de soja, milho e trigo. O Barclays Capital sustenta que outras commodities agrícolas devem se valorizar até o fim do ano. São os casos do café e do cacau, com tendência de alta de 2% e 3%, respectivamente, e do algodão, que pode ficar até 9% mais caro até o fim do ano.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Produtores podem abandonar produção de suínos por aumento no custo de alimentação


Veículo:
PORKWORLD 
Editoria:
 
Data:
23/04/2012 
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Altas nos preços da soja, bem como dos preços de milho no Brasil são bons para os produtores de GRÃOS, mas eles têm sido um desastre para os produtores de suínos no país. De acordo com a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), para um produtor de porco típico de MT, rações perfazem 70% do seu custo de produção, e 80% da alimentação é composta de milho e farelo de soja. A Acrismat estima que o custo total de produção de suínos em Mato Grosso é de aproximadamente R$ 2,20 a R$ 2,30 por quilo vivo. Infelizmente, os preços que agricultores estão recebendo para seus porcos vivos é na faixa de R$ 1,50 a R$ 1,65 por quilo. A esses preços, os produtores estão perdendo cerca de R$ 65 a R$ 71 por cabeça.

há poucos anos, os produtores de suínos no estado poderiam comprar um saco de milho por R$ 6 ou R$ 7, mas hoje o mesmo saco está sendo vendido por R$ 22 ou R$ 23. Uma tonelada de farelo de soja passou de R$ 300 a R$ 700 durante o mesmo tempo.

Com o embargo russo da carne suína brasileira em junho de 2011, a Acrismat solicitou ao estado e o governo federal para ajudar a indústria em dificuldade. A Rússia tinha sido o destino número um para o que era produzido em Mato Grosso, mas o mercado de repente não estava mais disponível, e os preços dos suínos cairam ao mesmo tempo que os preços de milho e soja subiram - uma combinação ruim para os produtores de porcos.

Ao mesmo tempo, os produtores perderam um desconto de 50% sobre o impostos sobre a electricidade e se depararam com um aumento de 17% sobre o valor adicionado fiscal do milho comprado da CONAB, durante uma de suas aspirações. Quando os produtores foram a CONAB eles pensavam que estavam indo para pagar R$ 18,44 por saca, mas com impostos e taxas, acabaram pagando R$ 23 por saca.

Produtores afirmam que se o governo não quer subsidiar o preço do milho, ou aumentar o preço mínimo para a carne de porco, muitos dos produtores de suínos no estado simplesmente podem sair do negócio.
Fonte: Cenário MT

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Com medo de quebra de safra, BC libera R$3 bilhões para crédito rural

Autor(es): agência o globo:Gabriela Valente
O Globo - 24/01/2012

BRASÍLIA. Com a estiagem no Sul do país e a possibilidade de quebra de safra de milho, soja e feijão, o Banco Central (BC) mudou as regras para os compulsórios sobre depósitos à vista para beneficiar os agricultores. A instituição liberou parte do dinheiro dos correntistas que os bancos são obrigados a deixar parados nos cofres da autoridade monetária para que as instituições pudessem financiar o setor. A medida pode aumentar em R$3 bilhões o crédito rural.
No Ministério da Agricultura, a previsão é que, mesmo com a produção menor, não haja desabastecimento no Brasil. A preocupação agora - que influencia diretamente o trabalho do BC - é o impacto que isso pode causar na inflação. O milho por exemplo, é usado como ração de boi, porco, frango e peixe. Se a alimentação do animal fica mais cara, o repasse para o preço da carne é imediato.
Nos cálculos do ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas, se a economia brasileira crescer 5%, essa quebra de safra pode significar um aumento de 0,5 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão do mercado é de uma inflação em 5,29% neste ano, acima da meta de 4,5%.
A decisão foi tomada em uma reunião extraordinária da diretoria do BC e já entrou em vigor ontem mesmo. E ainda permitirá que operações de financiamento agrícola feitas desde o início do ano - quando os efeitos climáticos foram mais fortes - sejam abatidas.
Nas contas das instituições, o BC permitiu excluir da base de cálculo o crédito rural de custeio da chamada "safrinha" - a plantação entressafras de uma cultura que geralmente é menor - da safra de inverno 2012 e da safra do Nordeste do país.
Os bancos poderão fazer esse abatimento em até 5% da exigibilidade estabelecida pelo BC. Apenas a Caixa Econômica Federal ficou fora da mudança por não ter financiamento rural.

BC flexibiliza regra de depósitos para beneficiar crédito rural

Autor(es): Mônica Izaguirre e Murilo Rodrigues Alves | De Brasília
Valor Econômico - 24/01/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/24/bc-flexibiliza-regra-de-depositos-para-beneficiar-credito-rural

O Banco Central (BC) fez mais uma liberação de depósitos compulsórios dos bancos, desta vez condicionada à ampliação das aplicações em crédito rural. Circular da instituição flexibiliza a forma de cumprir o recolhimento obrigatório sobre depósito à vista, cuja alíquota hoje é de 43%. A estimativa da autoridade monetária é que serão liberados R$ 3 bilhões para incremento dos financiamentos à safra atual.
A mudança não interfere na recomposição que já estava prevista na alíquota - que, por determinação de norma anterior, já subiria para 44% em julho deste ano e para 45% em julho de 2014. Mas foi permitido que, de hoje até junho de 2013, o valor aplicado em algumas modalidades de crédito rural seja deduzido desse recolhimento. Esses financiamentos já podiam e continuarão sendo considerados no direcionamento obrigatório de depósitos à vista para o crédito à agricultura, que é de 28%. O BC decidiu considerá-los também para efeitos de recolhimento compulsório porque, nas projeções do governo, serão necessários, este ano, recursos em quantia superior ao que os bancos já são obrigados a aplicar.
A circular permite que sejam abatidos do compulsório Depósitos Interfinanceiros Vinculados ao Crédito Rural (DIR). Também foi permitida a dedução do saldo médio diário dos financiamentos de custeio agrícola da safrinha e da safra do Nordeste, em todos os casos de 2012 contratado cujas operações tenham sido ou forem contratadas entre 1ª de janeiro e 30 de junho.
O abatimento está limitado a 5% do compulsório. Para efeitos do cumprimento do compulsório sobre o dinheiro depósito nas contas correntes, as instituições financeiras são divididas em dois grupos. O grupo A terá direito à dedução a partir do período de cálculo de 23 de janeiro a 3 de fevereiro de 2012. A regra valerá até o período de cálculo de 10 a 21 de junho de 2013. Para as instituições do grupo B, a circular valerá a partir do período de cálculo de 30 de janeiro a 10 de fevereiro e permitirá deduções até o período de cálculo que vai de 17 a 28 de junho de 2013.

Brasil ingressará no IGC, diz ministro

Autor(es): Tarso Veloso | De Brasília
Valor Econômico - 24/01/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/24/brasil-ingressara-no-igc-diz-ministro

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, garantiu ontem, em Londres, que o Brasil irá ingressar no Conselho Internacional de Grãos (IGC, em inglês) em breve. O ministro se reuniu com o diretor executivo do IGC, Etsuo Kitahara, e disse que vai apressar o processo para o acesso do Brasil ao conselho.
As discussões em torno do assunto estavam paradas e foram retomadas há dois meses pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, depois de pedido do ministro Mendes Ribeiro. Em entrevista ao Valor, por telefone, o ministro disse que a Pasta estuda há tempos a entrada do Brasil no conselho e que é necessário participar. "O Brasil sendo um dos maiores produtores do mundo não pode ficar de fora de um conselho que define os rumos do setor", disse Mendes.
O ministro da Agricultura prevê que a participação do Brasil possa ser confirmada muito em breve. "É uma coisa que precisamos fazer e eu vou fazer. Imagina só como deve ser bom para um torcedor fazer parte do conselho do clube que ele torce. Ele ajuda a tomar as decisões", afirmou Mendes. A língua portuguesa também foi sugerida para ser o idioma oficial do Conselho Internacional de Grãos. Essa mudança deve ser discutida em um próximo encontro da entidade.
Atualmente, o Brasil já faz parte do Conselho Internacional do Açúcar (IOS, em inglês) e também do Conselho Internacional do Café (OIC, em inglês), cujo diretor-executivo é o brasileiro Robério Silva.
O Brasil, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, é o segundo maior produtor e exportador mundial de soja. A produção foi de 75,3 milhões de toneladas na safra passada e a exportação foi de 33 milhões de toneladas no mesmo período.
Em produção de milho, o país é o quarto maior do mundo e terceiro maior exportador da commodity. Na safra passada, a produção foi de 57,5 milhões de toneladas e a exportação foi de 9,5 milhões de toneladas, conforme o Ministério da Agricultura.
O IGC surgiu em julho de 1995. Durante a Convenção sobre o Comércio de Cereais (GTC), o Conselho Internacional do Trigo (IWC) passou a se chamar IGC. Com a mudança, o novo conselho passou a monitorar todas as questões que afetam a economia mundial de grãos, analisar a oferta e demanda e políticas. Em 2004, as reuniões tornaram-se fóruns de diálogo, incluindo apresentações de especialistas sobre temas específicos.
Desde julho de 2009, o IGC passou a incluir em seus relatórios o arroz e as oleaginosas. Com isso, a definição de "grãos" foi formalmente expandida para incluir o arroz e seus produtos.

domingo, 22 de janeiro de 2012

VBP cresce 11,9% em 2011 ante o ano anterior

Veículo:
REVISTA FATOR BRASIL 
Editoria:
Data:
20/01/2012 
Assunto:
CONAB 
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Algodão, milho e soja foram as culturas que mais pressionaram o índice. Pesquisa analisa as 20 principais lavouras do país.
Brasília - O Valor Bruto da Produção (VBP) teve um incremento de 11,9% no ano passado sobre igual período de 2010, o melhor desempenho desde 1997, quando o VBP começou a ser acompanhado. Com o resultado, o valor da produção referente às principais lavouras totalizou R$ 205,9 bilhões. O Centro-Oeste liderou o crescimento do valor da produção, com aumento de 30,7 % no período, pressionado pelos resultados do Mato Grosso. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 19 de janeiro, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O coordenador geral de planejamento estratégico do Mapa, José Garcia Gasques, atribui os dados aos preços favoráveis e à boa produção no ano. Os produtos que mais contribuíram para esse resultado foram o algodão, café, laranja, cana-de-açúcar, milho, soja e uva. Abaixo do desempenho do Centro-Oeste, está a região Nordeste, com 17,3%; o Sul, 8,3%; e o Sudeste, com 7,6%, A região Norte encerrou 2011 com crescimento negativo do valor da produção (8,9%).
As projeções para este ano são de uma safra de 160,0 milhões de toneladas, embora não estejam incluídos os efeitos das secas no Sul do país, decorrentes do fenômeno La Niña. O valor da produção das principais lavouras previsto para 2012 é de R$ 216,2 bilhões, 5 % superior ao de 2011. Os dois valores são dos mais elevados historicamente. Como esse resultado refere-se a um acompanhamento mensal dos preços e quantidades, seus valores vão sendo revisados mensalmente a partir de informações mais atualizadas.
Entenda melhor-Elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica desde 1997, o Valor Bruto da Produção é calculado com base na produção e nos preços praticados no mercado das 20 maiores lavouras do Brasil. Para realizar o estudo, são utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).
O VBP é correspondente à renda dentro da propriedade e considera as plantações de soja, cana-de-açúcar, uva, amendoim, milho, café, arroz, algodão, banana, batata-inglesa, cebola, feijão, fumo, mandioca, pimenta-do-reino, trigo, tomate, cacau, laranja e mamona.
Mensalmente, o Ministério da Agricultura divulga a estimativa do valor da produção agrícola para o ano corrente. Esse valor pode ser corrigido, conforme as alterações de preço e a previsão de safra anunciados ao longo do ano. | Mônica Bidese/MA


Veículo:
ISTO É DINHEIRO 
Editoria:
Data:
19/01/2012 
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19/01/2012 - CNA aponta alta de 15% na produção agrícola e pecuária
Equipe AE
O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola e pecuária cresceu 15% em 2011, para R$ 306,56 bilhões, de acordo com cálculo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O desempenho reflete a elevação dos preços das commodities agrícolas, que subiram a partir no segundo semestre do ano passado e se mantiveram em patamares elevados para a maioria dos produtos. A colheita recorde de GRÃOS e fibras também influenciou o resultado, segundo a entidade.
Em 2011, o faturamento da pecuária cresceu 20,8%, na comparação com o ano anterior, para R$ 118,3 bilhões. O aumento da produção e a elevação dos preços, especialmente na cadeia da bovinocultura, determinaram o crescimento do VBP da pecuária no ano passado. A escassez de bovinos para abate e a demanda aquecida por carne em função das festas de final contribuíram para o aumento do faturamento final.
O ano de 2011 também foi positivo para a exportação de carnes. Os embarques renderam US$ 15,6 bilhões, resultado 14,7% superior ao registrado no ano passado. Na avaliação da CNA, a abertura do mercado da China para a carne brasileira reverteu a tendência de queda nas exportações, movimento que seria provocado pelo embargo imposto pela Rússia ao produto nacional. Com a abertura do mercado chinês, o país asiático se consolida como o principal parceiro comercial do Brasil.
Já o VBP agrícola alcançou a marca de R$ 188,25 bilhões, crescimento de 11,6% em relação aos R$ 168,6 bilhões recebidos no ano anterior. A safra brasileira de GRÃOS chegou a 162,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,2% em relação à safra anterior. Para 2012, estima-se que a produção de GRÃOSirá reduzir 2,8% em relação a 2011, em razão das condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras.
A cultura do algodão se destacou no ano de 2011 com o maior crescimento do VBP, o que se deve, principalmente, à elevação das cotações da fibra e ao aumento da demanda, em especial da China. O faturamento bruto chegou a R$ 5 bilhões, aumento de 55,9% em relação aos R$ 3,2 bilhões recebidos no ano anterior. Para 2012, estima-se que a produção irá diminuir 1,7%, devido à queda da demanda e das cotações da fibra.
O faturamento da soja, em virtude do aumento dos preços e da produção, chegou a R$ 51,3 bilhões, contabilizando um crescimento de 13,3% em comparação com os R$ 45,3 bilhões recebidos em 2010. Na safra 2011/12, em virtude da estiagem nos principais polos produtores da região Sul, acredita-se que a produção da oleaginosa irá cair 4,7% em relação à safra passada, de acordo com dados da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).
A produção de milho alcançou a receita de R$ 24 bilhões que, aumento de 38,9% sobre os R$ 17,3 bilhões de 2010. O crescimento registrado se deve à elevação de 35,3% nos preços médios do milho. Em 2012, estima-se que a produção irá aumentar 2,9% quando comparada com a do ano anterior.
Na cafeicultura, o faturamento bruto esperado é de R$ 20,5 bilhões para 2011, o que representa aumento de 34,2% quando comparado com 2010. A expansão da receita do setor se deve à elevação de 48,4% dos preços internos, que ocorreu em função da bianualidade da cultura, que alterna safras grandes e pequenas. Para 2012, estima-se que a produção possa chegar a 52,3 milhões de sacas de 60 quilos, aumento 20,2% em relação à safra anterior.
O valor bruto da cana-de-açúcar esperado para 2011 é de R$ 32,5 bilhões, incremento de 1,93% em relação a 2010, quando o setor teve um faturamento de R$ 31,9 bilhões. A queda de 11,7% da produção em virtude de problemas climáticos ocorridos durante o período de desenvolvimento da cultura e a renovação do canavial em algumas regiões produtoras favoreceu o aumento dos preços e, consequentemente, a expansão da receita.



Veículo:
ESTADO DE MINAS - MG 
Editoria:
ECONOMIA  
Data:
20/01/2012 
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Mais dinheiro no campo
Valor que mede a renda bruta das maiores safras do Brasil tem alta de mais de 11% em 2011. Em Minas Gerais, percentual superou a média nacional, com crescimento de 18,5%
Paulo Henrique Lobato
Publicação: 20/01/2012 04:00

O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola nacional, que mede o preço das 20 maiores safras do país, fechou o acumulado de 2011 em R$ 205,9 bilhões - alta de 11,9% no confronto com o período anterior. É o melhor percentual desde 1997. O resultado em Minas também não decepcionou (R$ 21,8 bilhões), com o percentual de crescimento em relação a 2010 (18,5%) superando, inclusive, o índice nacional. Os dados foram divulgado ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No mesmo dia, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) também divulgou o VBP brasileiro calculado pela entidade: R$ 306,56 bilhões no acumulado de 2011 - 15% maior do que o resultado de 2010.

É bom frisar que o VBP da CNA, que não divulgou dados estaduais, calcula tanto a cifra da agricultura quanto o da pecuária. Já o do Mapa leva em conta apenas o da agricultura. O bom desempenho no estado no estudo do Ministério da Agricultura se deve às safras de café, responsável por 51,3% (R$ 11,2 bilhões) do VBP de Minas Gerais, milho (R$ 2,7 bilhões) e cana de açúcar (R$ 3,5 bilhões).

"Houve valorização desses produtos, resultando na melhoria do indicador. Aumentamos a produção e o preço do milho e da cana. O preço do café, embora seja uma cultura bienal (com pico a cada dois anos, sendo 2011 com produção menor), também subiu", disse João Ricardo Albanez, superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado da Agricultura, acrescentando que, para 2012, a previsão é a de que cana e café continuem com bons preços. Apesar de as chuvas das últimas semanas terem prejudicado parte da colheita do café no Sul de Minas, o estado deve manter a liderança do ranking nacional da produção do grão. Ainda é cedo, segundo Albanez, para medir algum impacto das águas nas plantações de lá.

Atualmente, a produção do café no estado representa 52% da safra brasileira. E o produto anda em alta tanto no mercado interno quanto no externo. Para ter ideia, os agricultores do estado venderam, em 2011, US$ 5,8 bilhões - aumento de 41,6% na comparação com 2010. E a expectativa para 2012 é que o grão continue rendendo bons lucros aos produtores. Na terça-feira estudo da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), estimou que Minas deve ter safra recorde este ano. A previsão é de que o estado produza de 25,5 milhões a 27,1 milhões de sacas (60 quilos) em 2012. No confronto com 2011, a colheita do grão deve ser de 15,2% a 22,3% maior.

PODER DO GRÃO O café mineiro ajudou no crescimento do indicador da CNA, formado pela cifra apurada pela pecuária (R$ 118,3 bilhões) e pelo montante da agricultura (R$ 188,5 bilhões). Segundo relatório da entidade, "o faturamento bruto esperado na cafeicultura é de R$ 20,5 bilhões para 2011, o que representa aumento de 34,2% quando comparado com 2010. A expansão da receita do setor se deve à elevação de 48,4% dos preços internos, que ocorreu em função da bianualidade negativa". O resultado das safras em todo o país também é fruto "da expansão da produção dos principais produtos do agronegócio brasileiro, em especial, GRÃOS e fibras, que atingiram safra recorde".

O VBP da safra brasileira de GRÃOS somou 162,9 milhões de toneladas em 2011. O resultado mostra um crescimento de 9,2% no confronto com o ano anterior. Na pecuária, o aumento na comparação entre 2010 e 2011, segundo a CNA, foi 21%. "O aumento da produção e dos preços, principalmente na cadeia de bovinocultura, são os principais fatores que proporcionaram o avanço do valor bruto da produção deste setor. A produção de carne bovina alcançou um valor bruto de R$ 52,6 bilhões em 2011, o que representou aumento de 21,86% em relação ao ano passado. Em 2011, a expansão da produção e dos preços foi de 3,1% e 18,2%, respectivamente, quando comparados com o ano anterior", informou o relatório da entidade.


Veículo:
ANBA 
Editoria:
Data:
19/01/2012 
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19/01/2012 - Produção agrícola brasileira vale R$ 206 bilhões
Agência Brasil
Cifra de 2011 é a mais alta desde 1997, quando o dado começou a ser apurado. Houve crescimento de 12% em relação a 2010.
Brasília - O valor bruto da produção (VBP), que leva em conta os preços de mercado das 20 maiores lavouras do País, fechou 2011 em R$ 205,9 bilhões. O resultado foi 11,9% superior ao de 2010 e o melhor já registrado desde 1997, quando começou a ser acompanhado.

De acordo com o Ministério da Agricultura, que divulgou os dados nesta quinta-feira (19), o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento, 30,7%, com destaque para o estado de Mato Grosso.

O coordenador do estudo, José Garcia Gasques, da Assessoria de Gestão Estratégica do ministério, disse que o resultado positivo deve-se aos preços favoráveis aos agricultores e à boa safra colhida no período. As lavouras que mais contribuíram para o recorde foram as de algodão, café, laranja, cana-de-açúcar, milho, soja e uva.

Além do Centro-Oeste, as outras regiões que aumentaram seu VBP foram o Nordeste (17,3%), Sul (8,3%) e Sudeste (7,6%). A Região Norte foi a única que apresentou queda no valor bruto da produção, de 8,9%.

Apesar da previsão de uma safra menor para este ano, de 160 milhões de toneladas, sendo que ainda não foram computadas as perdas com a seca no Sul, a projeção feita pela Assessoria de Gestão Estratégica indica um VBP de R$ 216,2 bilhões, com crescimento de 5% em relação a 2011.

O estudo, que é revisado mensalmente, leva em conta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).


Veículo:
FOLHA DE S. PAULO - SP 
Editoria:
MERCADO  
Data:
20/01/2012 
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Elite das commodities tem 52% da balança comercial
Maiores vendedoras de matéria-prima exportaram US$ 132 bilhões em 2011
Preço alto eleva fatia do setor no total; volume menor faz tradicionais exportadoras perderem participação na receita
TATIANA FREITAS
DE SÃO PAULO
MAURO ZAFALON
COLUNISTA DA FOLHA

As principais exportadoras de matérias-primas do Brasil foram responsáveis por 52% das vendas externas em 2011 e aumentaram a sua participação na balança comercial em relação a 2010, quando essa fatia ficou em 48%.

O cálculo considera a relação das cem maiores exportadoras brasileiras no ano passado. Dessas, mais da metade vendeu commodities para o exterior, o equivalente a US$ 132 bilhões. O Brasil exportou US$ 256 bilhões.

A Vale, mais uma vez, encabeçou a lista. Com a receita estimulada pelo alto preço do minério de ferro, ela respondeu por 13% de tudo o que o Brasil exportou.

O aumento de preço, aliás, foi o maior responsável pelo avanço das commodities na balança comercial, pois boa parte do setor exportou volume menor do que em 2010.

As exportações de petróleo em bruto, por exemplo, caíram 2,5%, em toneladas, em 2011. A receita da Petrobras no mercado externo, no entanto, aumentou 26%.

Em outros segmentos, a queda de volume fez com que algumas empresas diminuíssem a relevância. É o caso do setor de carnes, onde só a JBS elevou a sua fatia, e do de celulose, com a perda de participação de Fibria e Suzano.

Já o aumento de preço e, como consequência, o de faturamento fez com que novas empresas se firmassem no grupo de elite das cem maiores exportadoras.

No setor de GRÃOS, a líder Bunge atingiu US$ 6,5 bilhões, com aumento de 52% nas receitas. Já a asiática Noble ficou no 30º posto, com faturamento de US$ 1,4 bilhão e crescimento de 61%.

O café, com crescimento exponencial, colocou em destaque empresas do ramo. A Cooxupé, que em 2010 era a 84ª colocada, assumiu a 52ª posição neste ano. As exportações da cooperativa somaram US$ 736 milhões, 111% mais do que em 2010.

O mercado de açúcar continuou favorável às exportações, melhorando a posição das usinas no ranking. A líder Coopersucar obteve US$ 2,2 bilhões, aumento de 34%. O percentual, porém, é bem inferior ao da São Martinho, que exportou 384% mais e atingiu US$ 507 milhões.



Veículo:
ÉPOCA NEGÓCIOS 
Editoria:
Data:
19/01/2012 
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19/01/2012 - CNA aponta alta de 15% na produção agrícola e pecuária
Agência EstadoO desempenho reflete a elevação dos preços das commodities agrícolas, que subiram a partir no segundo semestre do ano passado e se mantiveram em patamares elevados


Colheita recorde de GRÃOS e fibras também influenciou o resultado
O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola e pecuária cresceu 15% em 2011, para R$ 306,56 bilhões, de acordo com cálculo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O desempenho reflete a elevação dos preços das commodities agrícolas, que subiram a partir no segundo semestre do ano passado e se mantiveram em patamares elevados para a maioria dos produtos. A colheita recorde de GRÃOS e fibras também influenciou o resultado, segundo a entidade.

Em 2011, o faturamento da pecuária cresceu 20,8%, na comparação com o ano anterior, para R$ 118,3 bilhões. O aumento da produção e a elevação dos preços, especialmente na cadeia da bovinocultura, determinaram o crescimento do VBP da pecuária no ano passado. A escassez de bovinos para abate e a demanda aquecida por carne em função das festas de final contribuíram para o aumento do faturamento final.

O ano de 2011 também foi positivo para a exportação de carnes. Os embarques renderam US$ 15,6 bilhões, resultado 14,7% superior ao registrado no ano passado. Na avaliação da CNA, a abertura do mercado da China para a carne brasileira reverteu a tendência de queda nas exportações, movimento que seria provocado pelo embargo imposto pela Rússia ao produto nacional. Com a abertura do mercado chinês, o país asiático se consolida como o principal parceiro comercial do Brasil.

Já o VBP agrícola alcançou a marca de R$ 188,25 bilhões, crescimento de 11,6% em relação aos R$ 168,6 bilhões recebidos no ano anterior. A safra brasileira de GRÃOS chegou a 162,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,2% em relação à safra anterior. Para 2012, estima-se que a produção de GRÃOSirá reduzir 2,8% em relação a 2011, em razão das condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras.

A cultura do algodão se destacou no ano de 2011 com o maior crescimento do VBP, o que se deve, principalmente, à elevação das cotações da fibra e ao aumento da demanda, em especial da China. O faturamento bruto chegou a R$ 5 bilhões, aumento de 55,9% em relação aos R$ 3,2 bilhões recebidos no ano anterior. Para 2012, estima-se que a produção irá diminuir 1,7%, devido à queda da demanda e das cotações da fibra.

O faturamento da soja, em virtude do aumento dos preços e da produção, chegou a R$ 51,3 bilhões, contabilizando um crescimento de 13,3% em comparação com os R$ 45,3 bilhões recebidos em 2010. Na safra 2011/12, em virtude da estiagem nos principais polos produtores da região Sul, acredita-se que a produção da oleaginosa irá cair 4,7% em relação à safra passada, de acordo com dados da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).

A produção de milho alcançou a receita de R$ 24 bilhões que, aumento de 38,9% sobre os R$ 17,3 bilhões de 2010. O crescimento registrado se deve à elevação de 35,3% nos preços médios do milho. Em 2012, estima-se que a produção irá aumentar 2,9% quando comparada com a do ano anterior.

Na cafeicultura, o faturamento bruto esperado é de R$ 20,5 bilhões para 2011, o que representa aumento de 34,2% quando comparado com 2010. A expansão da receita do setor se deve à elevação de 48,4% dos preços internos, que ocorreu em função da bianualidade da cultura, que alterna safras grandes e pequenas. Para 2012, estima-se que a produção possa chegar a 52,3 milhões de sacas de 60 quilos, aumento 20,2% em relação à safra anterior.

O valor bruto da cana-de-açúcar esperado para 2011 é de R$ 32,5 bilhões, incremento de 1,93% em relação a 2010, quando o setor teve um faturamento de R$ 31,9 bilhões. A queda de 11,7% da produção em virtude de problemas climáticos ocorridos durante o período de desenvolvimento da cultura e a renovação do canavial em algumas regiões produtoras favoreceu o aumento dos preços e, consequentemente, a expansão da receita.



Veículo:
G1 
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Data:
21/01/2012 
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21/01/2012 - Faturamento bruto agrícola cresce 39,2% em Mato Grosso
Valor Bruto da Produção é calculado pelo Ministério da Agricultura.Soja, minho e cana contribuíram pelo desempenho positivo em MT.
Leandro J. Nascimento
Do G1 MT

O valor bruto da produção mato-grossense atingiu no ano passado R$ 30,4 bilhões, resultado 39,2% superior a 2010, quando a renda obtida dentro das propriedades rurais do estado totalizou R$ 21,8 bilhões.Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Quatro produtos ajudaram a puxar o desempenho positivo: algodão em caroço, cana-de-açúcar, milho e a soja. Sobre estas culturas também incidiram ganhos, de acordo com o Mapa. Somente para a soja, principal cultura agrícola produzida em Mato Grosso, o valor da produção avançou de R$ 11,9 bilhões para R$ 14,6 bilhões, um acréscimo de 22,6% entre um ano e outro.
Para o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, o crescimento de 39,2% indica uma tendência positiva para o setor agrícola estadual, mas ao mesmo tempo não reflete em ganhos reais para a classe produtiva.

"A receita bruta é um grande indicador porque mostra a maior circulação de dinheiro dentro da economia. Mas não significa que o dinheiro ficou na mão do produtor. O cálculo do valor bruto envolve o total de produção vezes o preço", declarou Seneri, ao G1.

Em 2012, Mato Grosso deve consolidar-se como maior produtor brasileiro de grãos. A estimativa da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO(CONAB) é que o estado alcance até 31,5 milhões de toneladas de grãos. O resultado é 1,9% superior ao cilco 2010/11, quando na unidade federada produziram-se 30,9 milhões de toneladas.

Centro-Oeste
O faturamento da produção de Mato Grosso consolidou-se como o melhor dentre os demais estados membros da região Centro-Oeste. Todos registraram alta em seu Valor Bruto da Produção (VBP). Em Goiás, a soma das riquezas alcançou em 2011mais de R$ 14,4 bilhões. Um ano antes, R$ 11,9 bilhões. A variação entre uma época e outra foi de 21,1%.

Em Mato Grosso do Sul o valor da produção somou R$ 5,5 bilhões em 2011, desempenho 16,1% frente aos R$ 4,7 bilhões de 2010.
Brasil
No Brasil, o Valor Bruto da Produção fechou 2011 em R$ 205,9 bilhões, crescimento de 11,9% sobre o ano anterior. De acordo com o Mapa, o Centro-Oeste liderou o crescimento da produção, com seus 30,7% de aumento no período, impulsionado pelo desempenho de Mato Grosso.

Na lista dos produtos ajudaram o país a configurar alta no faturamento estão o algodão, café,laranja, cana-de-açúcar, milho, soja e uva.


Veículo:
PORTAL AMAZÔNIA - AM 
Editoria:
ECONOMIA  
Data:
21/01/2012 
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21/01/2012 - Preço de mercado das lavouras do Norte fecha 2011 em queda
O desempenho das lavouras nortistas foi o único negativo registrado entre as cinco
MANAUS - Caiu em 8,9% o valor bruto da produção das lavouras localizadas na Região Norte do País. A informação é de levantamento do Ministério da Agricultura, divulgado nesta semana. Os dados apontam que o Brasil encerrou o ano de 2011 com preço de mercado total de R$ 205,9 bilhões - o melhor já registrado desde o início do acompanhamento.

O desempenho das lavouras nortistas foi o único negativo registrado entre as cinco macrorregiões brasileiras. Na média nacional, as estatísticas obtiveram expansão de 11,9%. O maior responsável pelo crescimento foi o Centro-Oeste, com 30,7% de evolução. Em seguida aparecem Nordeste (17,3%), Sul (8,3%) e Sudeste (7,6%).

As projeções para este ano são de uma safra nacional de 160,0 milhões de toneladas. O valor da produção das principais lavouras previsto para 2012 é de R$ 216,2 bilhões, 5 % superior ao de 2011. Os dois valores são dos mais elevados historicamente.

Elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica desde 1997, o Valor Bruto da Produção é calculado com base na produção e nos preços praticados no mercado das 20 maiores lavouras do Brasil. Para realizar o estudo, são utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).

O VBP é correspondente à renda dentro da propriedade e considera as plantações de soja, cana-de-açúcar, uva, amendoim, milho, café, arroz, algodão, banana, batata-inglesa, cebola, feijão, fumo, mandioca, pimenta-do-reino, trigo, tomate, cacau, laranja e mamona.


Veículo:
A TARDE - BA 
Editoria:
ECONOMIA  
Data:
20/01/2012 
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Setor agropecuário do País faturou R$ 306,56 bilhões no ano passado
O valor bruto da produção (VBP) agrícola e pecuária cresceu 15% em 2011, para R$ 306,56 bilhões, de acordo com cálculo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O desempenho reflete a elevação dos preços das commodities agrícolas, que subiram a partir no segundo semestre do ano passado e se mantiveram em patamares elevados para a maioria dos produtos.A colheita recorde de GRÃOS e fibras também influenciou o resultado, segundo a entidade. Em 2011, o faturamento da pecuária cresceu 20,8%, na comparação com o ano anterior, para R$ 118,3 bilhões. O aumento da produção e a elevação dos preços, especial-mente na cadeia da bovino-cultura,determinaram o crescimento do VBP da pecuária em 2011. A escassez de bovinos para abate e a demanda aquecida por carne em função das festas de final de ano contribuíram para o aumento do faturamento final.
O ano de 2011 também foi positivo para a exportação de carnes. Os embarques renderam US$ 15,6 bilhões, resultado 14,7% superior ao registrado no ano passado. Na avaliação da CNA, a abertura do mercado chinês para a carne brasileira reverteu a tendência de queda nas exportações, movimento que seria provocado pelo embargo imposto pela Rússia ao produto nacional. Com a abertura do mercado chinês, o país asiático se consolida como o principal
US$ 15,6
bilhões foi quanto o Brasil faturou, em 2011, com as exportações de carne. A China foi o principal mercado
A colheita recorde de GRÃOS e fibras também influenciou o resultado do setor parceiro do Brasil.

Agricultura
Já o VBP agrícola alcançou a marca de R$ 188,25 bilhões, crescimento de 11,6% em relação aos R$ 168,6 bilhões recebidos no ano anterior. A safra brasileira de GRÃOS chegou a 162,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,2% em relação à safra anterior. Para 2012, estima-se que a produção de GRÃOS irá reduzir 2,8% em relação a 2011, em razão das condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras.
A cultura do algodão se destacou no ano de 2011 com o maior crescimento do VBP, o que se deve, principalmente, à elevação das cotações da fibra e ao aumento da demanda, em especial da China. O faturamento bruto chegou a R$ 5 bilhões, aumento de 55,9% em relação aos R$ 3,2 bilhões recebidos no ano anterior. Para 2012, estima-se que a produção irá diminuir 1,7%, devido à queda da demanda e das cotações da fibra.
O faturamento da soja, em virtude do aumento dos preços e da produção, chegou a R$ 51,3 bilhões, contabilizando um crescimento de 13,3% em comparação com os R$ 45,3 bilhões recebidos em 2010. Na safra 2011/12, em virtude da estiagem nos principais polos produtores da região Sul, acredita-se que a produção da oleaginosa irá cair 4,7% em relação à safra passada,de acordo com dados da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).
A produção de milho alcançou a receita de R$ 24 bilhões que, aumento de 38,9% sobre os R$ 17,3 bilhões de 2010.O crescimento registrado se deve à elevação de 35,3% nos preços médios do milho. Em 2012, estima-se que a produção irá aumentar 2,9% quando comparada com a do ano anterior .Na cafeicultura, o faturamento bruto esperado é de R$ 20,5 bilhões para 2011, o que representa aumento de 34,2% quando comparado com 2010. A expansão da receita do setor se deve à elevação de 48,4% dos preços internos.
Multinacionais vão investir US$ 15 bilhões no Brasil multinacionais planejam investir cerca de US$ 15 bilhões no Brasil apenas nos três primeiros meses de 2012. A previsão é da Apex, com base nas informações de projetos que entrarão em vigor até março. Grande parte dos investimentos está sendo direcionada para permitir que empresas possam aproveitar a expansão do consumo brasileiro, além de garantir melhor acesso a matérias-primas.
Os números, segundo o governo, revelariam que o País continua sendo atrativo,mesmo com a perspectiva de uma revisão da taxa de crescimento da economia mundial. Até novembro de 2011, o governo já divulgou que o volume de investimentos chegou a US$ 60 bilhões e, mesmo a volta de uma recessão na Europa, não deve mudar de forma radical o cenário para 2012 no caso do Brasil.
Na ONU, dados que serão apresentados na semana que vem mostrarão também que a elevação de investimentos em países emergentes deve, em média, compensar a queda que voltará a ser vista nos países ricos.
No ano passado, a entidade havia previsto que os investimentos diretos variariam entre US$ 1,4 trilhão e US$ 1,6 trilhão em 2011 em todo o mundo, uma leve alta em relação a 2010.
Mesmo com a retração em várias economias no fim do ano,a ONU ainda prevê que os valores serão próximos à estimativa inicial.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Produção de grãos cai 2,8% em relação à safra passada, mostra Conab

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2012/01/producao-de-graos-cai-2-8-em-relacao-a-safra-passada-mostra-conab-3626356.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+RuralBR+%28Not%C3%ADcias+-+RuralBR%29

Milho e soja são as produções mais representativas, somando 130,962 milhões de toneladas ou 83% de toda a safra


Foto: Divulgação / Agência Brasil
Produção nacional de grãos da safra 2011/2012 deve chegar a 158,433 milhões de toneladas
A produção nacional de grãos da safra 2011/2012 deve chegar a 158,433 milhões de toneladas, uma redução de 2,8% se comparada à safra anterior, que foi de 162,96 milhões de toneladas. A projeção é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foi divulgada nesta terça, dia 10, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).  Em relação ao último levantamento, realizado em dezembro de 2011, houve uma redução de 0,4% ou 646 mil toneladas. A diminuição é atribuída a fatores climáticos adversos, ocorridos principalmente na região Sul.
O resultado da safra consta no quarto levantamento feito pela Conab e a confirmação da estimativa depende de fatores de produção que interferem na produtividade durante todo o ciclo. Os dados serão consolidados à medida em que estes fatores perderem a interferência.
Milho 
As culturas mais representativas, o milho e a soja somam 83% de toda a safra, com uma produção de 130,962 milhões de toneladas. 
O milho pode crescer 2,9%, considerando apenas a participação do de Primeira Safra. O de Segunda Safra, no entanto, só terá definida a situação a partir deste mês. A área plantada deve ficar em torno de 50,447 milhões de hectares, com um crescimento de 1,1%, o que representa 528,2 mil hectares a mais do que a safra anterior, que alcançou 49,919 milhões de hectares. O milho Primeira Safra e a soja são as culturas que devem contribuir para esse resultado, com um aumento de 9,1% e 1,9%, respectivamente.
Arroz
O grão deve perder 267,3 mil hectares em relação ao cultivo anterior, quando chegou a 2,820 milhões de hectares. A queda mais acentuada ocorre no Rio Grande do Sul, que deixa de cultivar 118,6 mil hectares. 
Feijão
O feijão Primeira Safra também apresentou redução. Em relação ao cultivo anterior de 1,420 milhão de hectares, houve uma queda de 147,9 mil hectares. O Paraná, maior produtor nacional, deixou de cultivar 93,5 mil hectares. Na safra anterior, semeou 344,1 mil hectares.
Trigo
A produção nacional de trigo 2011, atingiu 5,788 milhões de toneladas, 1,6% menor que a da safra anterior, quando alcançou 5,881 milhões de toneladas. A produtividade das lavouras do cereal caiu 2,3%, de 2,736 mil quilos por hectare na safra anterior para 2,672 mil quilos por hectare nesta safra. A colheita já foi encerrada no país.
Na região Nordeste, o quarto levantamento considerou apenas o oeste da Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí. E, para a região Norte, foram considerados somente os Estados do Tocantins e de Rondônia. Para as demais regiões, foram mantidas as áreas da safra anterior, uma vez que o plantio só começa este mês.
Café em 2012
A produção nacional de café da safra 2012 está estimada entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas beneficiadas. O resultado representa crescimento entre 12,6 e 20,2%, quando comparado com a safra anterior, que foi de 43,48 milhões de sacas de 60 quilos.
A pesquisa foi realizada por 60 técnicos, entre os dias 15 e 19 de dezembro, após ouvirem representantes de órgãos públicos e privados ligados à produção agrícola em todos os Estados produtores. Conforme o gerente de Levantamento de Safras da Conab, Carlos Bestetti, a quebra pode ser ainda mais acentuada, em função da estiagem no Sul do país.
– Nós estamos encaminhando técnicos para essa região, selecionando agrônomos, para que a gente possa investigar o que está acontecendo e trazer um dado representativo. Hoje, se falar em números, é estimativa, porque os efeitos ainda não pararam – explica.
Além das medidas emergenciais de auxílio ao produtor, o governo promete lançar no meio do ano um programa nacional de agricultura irrigada. A ideia é capacitar produtores rurais e disponibilizar crédito para investimentos em maquinário e tecnologia, de acordo com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha.
– Que esses investimentos de crédito também valorizem a assistência técnica, fortalecimento da tecnologia e um programa de capacitação do produtor para investir na agricultura irrigada – diz.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, COM INFORMAÇÕES DA CONAB


10/01/2012 | 10h31

Conab prevê produção de soja 4,7% menor na safra 2011/2012

Safra está estimada em 71,75 milhões de toneladas, 3,57 milhões de toneladas a menos que a safra anterior

  • Tomas Okuda
Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS
Produção de soja na safra 2011/2012 deve atingir 71,75 milhões de toneladas
A produção de soja na safra 2011/2012 está estimada em 71,75 milhões de toneladas, resultado 4,7% (3,57 milhões de toneladas) inferior à produção da safra anterior, quando foram colhidas 75,32 milhões de toneladas. De acordo com o quarto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça, dia 10, a área de plantio está definida em praticamente todos os Estados, faltando apenas Roraima, localizado no Hemisfério Norte, com o plantio realizado nos meses de abril e maio. A área com soja está projetada em 24,63 milhões de toneladas, 1,9% (453,7 mil hectares) superior à cultivada na safra anterior.
Segundo a estatal, o desenvolvimento das lavouras na região Centro-Sul passa por situações distintas. Na região Sul, especificamente no Estado do Rio Grande do Sul, a partir de meados de novembro passado, as condições climáticas desfavoráveis, como chuvas escassas e temperaturas elevadas, prejudicam o desenvolvimento da cultura, diminuindo o porte das plantas, justificando "a redução de 15,6% prevista na produtividade em relação à safra passada". Para o Estado do Paraná, estima-se uma quebra de 10,7% e de 7,7% em Santa Catarina.
Na região Centro-Oeste, nos Estados de Mato Grosso e Goiás, as condições climáticas, de modo geral, estão favorecendo as lavouras.
– Houve estiagens, porém, em pontos isolados, causando perdas e replantios – comentam os técnicos.
No sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul, as poucas chuvas causam apreensão aos produtores. As plantas estão com porte abaixo do normal indicando indícios de uma produtividade menor.
Na região Norte-Nordeste, a região de maior produção denominada de Matopiba (sul do Maranhão, sul do Piauí, Tocantins e oeste da Bahia), predomina a fase de desenvolvimento vegetativo e as condições climáticas, até o momento, estão beneficiando as lavouras, informa a Conab.
Clima
As condições climáticas foram desfavoráveis às lavouras em dezembro, principalmente para as culturas de milho e de soja, "sobretudo nos Estados da região Sul, parte da Sudeste e no sudoeste de Mato Grosso do Sul", informam os técnicos da Conab. De acordo com a estatal, a gravidade climática de falta de chuvas prejudica em especial as lavouras de milho no Rio Grande do Sul, "uma vez que se encontram predominantemente nas fases críticas de floração e frutificação", explicam os técnicos.
A soja, que em sua maioria se encontra na fase final de desenvolvimento vegetativo, também é motivo de preocupação.
– A normalidade climática é fundamental para as fases seguintes, de floração e de frutificação – comentam.
Segundo a Conab, os reflexos decorrentes desta situação climática adversa serão apuradas no próximo levantamento de campo, programado para a segunda quinzena deste mês.

IBGE aponta aumento de 4,7% na área colhida em 2011

Resultado é 0,2% maior do que a estimativa feita em novembro, de 39,3 hectares

  • Daniela Amorim

A área da safra colhida em 2011 foi de 48,7 milhões de hectares, uma expansão de 4,7% frente à área colhida em 2010, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é 0,2% maior do que a estimativa feita em novembro, de 39,3 hectares.
As três principais culturas, que somadas representaram 90,3% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas - arroz, milho e soja - responderam por 82,4% da área colhida, registrando, em relação ao ano anterior, variações positivas de 1,7%, 3,5% e 3,3%, respectivamente. No que se refere à produção, o arroz, o milho e a soja mostram expansão de 19%, 0,1% e 9,2%.
Produção
O levantamento de dezembro também registrou expansão na produção em 16 dos 25 produtos selecionados em 2011, ante 2010, segundo o IBGE. Houve aumento de produção no algodão herbáceo em caroço (72,6%); amendoim em casca 1ª safra (27,3%); arroz em casca (19,0%); batata-inglesa 1ª safra (13,3%); batata-inglesa 2ª safra (7,6%); batata-inglesa 3ª safra (6,1%); cacau em amêndoa (6,3%); cevada em grão (9,3%); feijão em grão 1ª safra (31,2%); laranja (2,8%); mamona em baga (24,7%); mandioca (7,3%); milho em grão 1ª safra (3,3%); soja em grão (9,2%); sorgo em grão (29,5%); e triticale em grão (25,2%).
Os produtos que tiveram recuo na produção em relação a 2010 foram amendoim em casca 2ª safra (39,8%); aveia em grão (7,4%); café em grão (7,1%); cana-de-açúcar (11,7%); cebola (9,8;feijão em grão 2ª safra (7,4%); feijão em grão 3ª safra (8,2%); milho em grão 2ª safra (4,6%); e trigo em grão (6,5%).



Exportações do agronegócio somam US$ 94,59 bilhões e registram novo recorde

Desempenho é o melhor para a balança comercial do agronegócio desde 1997

Foto: Nauro Júnior / Agencia RBS
Os principais destinos das exportações brasileiras do agronegócio em 2011 foram os mercados da Ásia e União Europeia
As exportações brasileiras do agronegócio registraram um novo recorde histórico em 2011, somando US$ 94,59 bilhões, valor 24% superior ao alcançado em 2010 (US$ 76,4 bilhões). O bom desempenho fez de 2011 o melhor ano para a balança comercial do agronegócio desde 1997. Segundo o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho, as exportações brasileiras deverão continuar a crescer neste ano. 

– Temos como meta para 2012 ultrapassar a barreira dos US$ 100 bilhões. Isso significa um crescimento de 5,7% apenas. Francamente, temos condições de alcançar – disse o ministro.
Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) foram os que mais contribuíram para o crescimento nas vendas externas e os que registraram o maior valor de exportação. Complexo sucroenergético e carnes também se destacaram nas exportações. Os principais destinos dos embarques de produtos nacionais foram os mercados da União Europeia, China, Estados Unidos, Rússia e Japão.
As importações brasileiras de produtos agropecuários atingiram US$ 17,08 bilhões (valor 28% superior ao registrado em 2010), resultando em um superávit de US$ 77,51 bilhões na balança comercial do agronegócio de 2011. O saldo do setor agropecuário é quase três vezes superior ao acumulado no resultado global da balança comercial brasileira, que fechou o ano de 2011 com superávit de US$ 29,8 bilhões.
Destaque
Os produtos do complexo soja foram os que mais contribuíram para a expansão das vendas externas no último ano, sendo responsáveis por 38,7% do crescimento total de US$ 18,15 bilhões no agronegócio. Em seguida encontram-se o café (16,4%), os produtos do complexo sucroenergético (13,2%), as carnes (11,1%) e os cereais, farinhas e preparações (8%).
Na comparação com 2010, as exportações de soja em grãos cresceram 47,8% em valor (US$ 11,03 bilhões para US$ 16,31 bilhões), devido ao crescimento de 30,3% no preço médio de venda. Em volume, o aumento foi de 13,5%. As exportações de farelo e óleo de soja somaram, respectivamente, US$ 5,69 bilhões e US$ 2,13 bilhões em 2011.
O complexo sucroenergético teve receita de US$ 16,18 bilhões com vendas externas em 2011 (17,45% superior em relação ao ano anterior). O crescimento se deu em função do aumento de 29,9% no preço de venda, apesar da queda de 9,6% na quantidade exportada no período (29,52 milhões para 26,70 milhões de toneladas).
As carnes foram o terceiro setor de maior exportação, com vendas de US$ 15,64 bilhões, o que representa 14,8% de expansão em relação a 2010. Esse crescimento ocorreu em função da elevação de 16,6% no preço médio do produto, o que compensou uma queda de 1,6% na quantidade exportada em relação a 2010. O setor foi responsável por 16,5% do montante total das vendas externas do agronegócio em 2011, com destaque para a carne de frango, cujas vendas somaram US$ 7,49 bilhões, 19,9% a mais do que o ano anterior.
Os produtos florestais ficaram em quarto lugar no ranking de exportações do agronegócio, com US$ 9,64 bilhões e 3,8% de crescimento em relação ao ano anterior. Destaca-se ainda o café, que atingiu a cifra de US$ 8,73 bilhões (51,5% superior ao ano anterior).
 
Em conjunto, os cinco principais setores (complexo soja, complexo sucroenergético, carnes, produtos florestais e café) somaram US$ 74,33 bilhões em exportações, sendo responsáveis por 78,6% do total das vendas externas de produtos brasileiros agropecuários em 2011. Essa participação representa um aumento na concentração da pauta exportadora. Em 2010, os mesmos setores foram responsáveis por 77,9% dos embarques
.
Principais destinos
Em 2011, as vendas externas concentraram-se, principalmente, em mercados como Ásia e União Europeia, responsáveis, em conjunto, por 57,4% do total exportado pelo agronegócio brasileiro (US$ 54,34 bilhões) – fatia maior que os 56,8% registrados em 2010 (US$ 43,38 bilhões). Em seguida, destaca-se a participação do Oriente Médio (10,1%), dos países do Nafta - Estados Unidos, México e Canadá - (8,5%) e da África, excluindo Oriente Médio (8%).
A maior expansão, em relação ao ano anterior, ocorreu na Oceania (55,8% superior), seguida da África excluindo Oriente Médio (43,4% superior) e da Ásia (33,3% superior). Houve redução da participação apenas nos demais países das Américas (com redução de 6,6%). A União Europeia foi responsável por 18,3% do incremento de US$ 18,15 bilhões ocorrido nas vendas externas em 2011 na comparação com o ano anterior.
Na análise por país, destacam-se as exportações para a China, com US$ 16,51 bilhões em 2011, seguida de Estados Unidos (US$ 6,70 bilhões), Países Baixos (US$ 6,36 bilhões), Rússia (US$ 4,05 bilhões), Japão (US$ 3,52 bilhões) e Alemanha (US$ 3,50 bilhões). O bom desempenho nas exportações para a China se deve, em grande parte, às vendas de soja em grãos (US$ 10,96 bilhões), celulose (US$ 1,3 bilhão) e açúcar (US$ 1,22 bilhão). Esses produtos representaram, em conjunto, 81,6% do total das exportações do agronegócio para o país no período.
Dezembro
No último mês de 2011, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o valor de US$ 7,01 bilhões, o que significou um crescimento de 15,7% em relação aos US$ 6,06 bilhões exportados no mesmo mês do ano anterior.
Os principais setores responsáveis pelos US$ 949,5 milhões de incremento verificados nas exportações agrícolas brasileiras em dezembro foram: complexo soja (US$ 599 milhões ou 63,1%); carnes (US$ 155,8 milhões ou 16,4%); e fibras e produtos têxteis (US$ 149,9 milhões ou 15,8%).
O setor de carnes foi o principal exportador do agronegócio no mês de dezembro de 2011, com um patamar de US$ 1,28 bilhão em vendas ao Exterior, ou 18,3% do total exportado pelo agronegócio brasileiro no período. Esse valor representou um crescimento de 13,8% em relação aos US$ 1,12 bilhão exportados pelo setor em dezembro de 2010.
Os principais responsáveis pelos valores comercializados foram a carne de frango, com US$ 650,1 milhões em vendas, e a carne bovina, com US$ 413,7 milhões exportados. Em dezembro de 2011, o setor de carnes registrou crescimento tanto das quantidades embarcadas (6,1%) quanto do preço médio comercializado (7,3%).

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA




Exportações do agro registram recorde de US$ 94 bilhões
Resultado foi 24% superior ao de 2010 e garantiu superávit comercial para o País
As exportações brasileiras do agronegócio registraram um novo recorde histórico em 2011, somando US$ 94,59 bilhões, valor 24% superior ao alcançado em 2010 (US$ 76,4 bilhões). O bom desempenho fez de 2011 o melhor ano para a balança comercial do agronegócio, e o Ministério da Agricultura espera que 2012 seja ainda melhor. A meta é ultrapassar US$ 100 bilhões, com estimativa de 5,7% de crescimento.
O aumento nas cotações internacionais dos produtos agropecuários foi o principal responsável pelo crescimento das exportações, mas os volumes embarcados para o exterior também cresceram. União Europeia, China, Estados Unidos, Rússia e Japão, nessa ordem, foram os principais destinos dos produtos nacionais.
Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) foram os que mais contribuíram para o crescimento nas vendas externas e os que registraram o maior valor de exportação. Café, açúcar e carnes também se destacaram.
De outro lado, as importações brasileiras de produtos agropecuários cresceram 28%, atingindo US$ 17,08 bilhões. Subtraindo esse valor do total exportado, o agronegócio gerou um saldo comercial positivo de US$ 77,51 bilhões para o País em 2011. Esse saldo é quase três vezes superior ao acumulado no resultado global da balança comercial brasileira, que fechou o ano de 2011 com superávit de US$ 29,8 bilhões.
Destaques
Os produtos do complexo soja responderam por 38,7% do crescimento total das exportações do agronegócio. Em seguida vieram o café (16,4%), os produtos do complexo sucroalcooleiro (13,2%), as carnes (11,1%) e os cereais, farinhas e preparações (8%).
Na comparação com 2010, as exportações de soja em grãos cresceram 47,8% em valor (de US$ 11,03 bilhões para US$ 16,31 bilhões), devido ao crescimento de 30,3% no preço médio de venda. Em volume, o aumento foi de 13,5%. As exportações de farelo e óleo de soja somaram, respectivamente, US$ 5,69 bilhões e US$ 2,13 bilhões em 2011.
O complexo sucroalcooleiro teve receita de US$ 16,18 bilhões com vendas externas em 2011 (17,45% superior em relação ao ano anterior). O crescimento se deu em função do aumento de 29,9% no preço de venda, apesar da queda de 9,6% na quantidade exportada no período (de 29,52 milhões para 26,70 milhões de toneladas).
As carnes foram o terceiro setor de maior exportação, com vendas de US$ 15,64 bilhões, o que representa 14,8% de expansão em relação a 2010. Esse crescimento ocorreu em função da elevação de 16,6% no preço médio do produto, o que compensou uma queda de 1,6% na quantidade exportada em relação a 2010.
O setor foi responsável por 16,5% do montante total das vendas externas do agronegócio em 2011, com destaque para a carne de frango, cujas vendas somaram US$ 7,49 bilhões, 19,9% a mais do que o ano anterior.

Os produtos florestais ficaram em quarto lugar no ranking de exportações do agronegócio, com US$ 9,64 bilhões e 3,8% de crescimento em relação ao ano anterior. Destaca-se ainda o café, cujas exportações subiram 51,5% sobre 2010.

Em conjunto,
os cinco principais setores (complexo soja, complexo sucroalcooleiro, carnes, produtos florestais e café) somaram US$ 74,33 bilhões em exportações, sendo responsáveis por 78,6% do total das vendas externas de produtos brasileiros agropecuários em 2011.
Essa participação representa um aumento na concentração da pauta exportadora. Em 2010, os mesmos setores foram responsáveis por 77,9% dos embarques.

Principais destinos
Em 2011, as vendas externas concentraram-se, principalmente, em mercados da Ásia e da União Europeia, responsáveis, em conjunto, por 57,4% do total exportado pelo agronegócio brasileiro (US$ 54,34 bilhões) – fatia maior que os 56,8% registrados em 2010 (US$ 43,38 bilhões).
Em seguida, destaca-se a participação do Oriente Médio (10,1%), dos países do Nafta – Estados Unidos, México e Canadá – (8,5%) e da África, excluindo Oriente Médio (8%).

A maior expansão, em relação ao ano anterior, ocorreu na Oceania (55,8% superior), seguida da África excluindo Oriente Médio (43,4% superior) e da Ásia (33,3% superior). Houve redução da participação apenas nos demais países das Américas (com redução de 6,6%). A União Europeia foi responsável por 18,3% do incremento de US$ 18,15 bilhões ocorrido nas vendas externas em 2011 na comparação com o ano anterior.

Na análise por país, destacam-se as exportações para a China, com US$ 16,51 bilhões em 2011, seguida de Estados Unidos (US$ 6,70 bilhões), Países Baixos (US$ 6,36 bilhões), Rússia (US$ 4,05 bilhões), Japão (US$ 3,52 bilhões) e Alemanha (US$ 3,50 bilhões).
O bom desempenho nas exportações para a China se deve, em grande parte, às vendas de soja em grãos (US$ 10,96 bilhões), celulose (US$ 1,3 bilhão) e açúcar (US$ 1,22 bilhão). Esses produtos representaram, em conjunto, 81,6% do total das exportações do agronegócio para o país no período.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Veículo:
JORNAL DO COMÉRCIO - RS 
Editoria:
ECONOMIA  
Data:
10/01/2012 
Assunto:
CONAB 
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Produção de trigo cai 1,6% em 2011, informa Conab
A produção nacional do trigo 2011, safra 2011/12, atingiu 5,788 milhões de toneladas, 1,6% menor que a da safra anterior, quando alcançou 5,881 milhões de toneladas, de acordo com dados da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). A produtividade das lavouras do cereal caiu 2,3% para 2.672 quilos por hectare, de 2.736 kg/ha na safra anterior. A colheita já foi encerrada no País.
Na safra 2011, a área cultivada ficou em 2.166,2 mil hectares, 0,8% maior que a área cultivada na safra 2010/11, que foi de 2.149,8 mil hectares. Os Estados que apresentaram crescimento foram apenas Minas Gerais (2,2%), Distrito Federal (11,6%), São Paulo (6,1%) e Rio Grande do Sul (17,6%).

No Paraná, a área recuou 9,1%, para 1,042 milhão de hectares, e a produção cedeu 24,6%, para 2,501 milhões de toneladas. No Rio Grande do Sul, a área cresceu 17,6%, para 932,4 mil ha, e a produção avançou 38,9%, para 2,742 milhões de toneladas.



Agro bate recorde e exporta US$ 94,6 bi

Autor(es): Rosana Hessel
Correio Braziliense - 11/01/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/11/agro-bate-recorde-e-exporta-us-94-6-bi

As exportações do agronegócio brasileiro em 2011 somaram US$ 94,6 bilhões, o melhor desempenho já registrado desde o início da contabilização dos dados, em 1997, pelo Ministério da Agricultura. As vendas externas do setor foram 24% superiores ao desempenho de 2010, que registrou um resultado de US$ 76,4 bilhões. Para este ano, a expectativa da pasta é de que os embarques de produtos agrícolas avancem pelo menos 5,7% e ultrapassem a casa dos US$ 100 bilhões.
"A média de crescimento no valor acumulado com vendas externas nos últimos 10 anos ficou em torno de 10%, então, é bastante aceitável alcançarmos a meta prevista", afirmou, ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. A União Europeia continuou como o maior comprador da agroindústria nacional, superando até a China, principal destino das exportações brasileiras — no ano passado, o gigante asiático recebeu 16,5% de todos os embarques que tiveram o Brasil como origem.
Em 2011, a UE importou US$ 16,5 bilhões de produtos agrícolas brasileiros, registrando aumento de 50% sobre os US$ 11 bilhões computados um ano antes. Os principais itens importados pelos europeus foram café (US$ 4,29 bilhões), farelo de soja (US$ 4,01 bilhões) e carnes (US$ 2,48 bilhões). Depois da Europa, a China, os Estados Unidos, a Rússia e o Japão também se destacaram como destino das exportações brasileiras.
Encarecimento
Os produtos que mais contribuíram para o crescimento nas vendas externas do setor agrícola foram os do complexo da soja (grão, farelo e óleo), seguidos pelos do setor sucroalcooleiro, as carnes, os produtos florestais e o café. Juntos, eles somaram US$ 74,3 bilhões e foram responsáveis por 78,6% dos embarques para o exterior. Devido ao encarecimento de 30,3% no preço médio da soja, as exportações do produto avançaram 47,8% na comparação com o ano passado, de
US$ 11 bilhões para US$ 16,3 bilhões.
As vendas do setor de carnes no exterior também avançaram 14,7%, passando de US$ 13,6 bilhões para US$ 15,6 bilhões, mesmo com a queda de 0,4% nos embarques para a Rússia por conta do embargo a vários frigoríficos brasileiros desde junho de 2011. O ministro da Agricultura aguarda, para os próximos dias, um relatório detalhado sobre a missão de técnicos russos realizada no Brasil em novembro. Na próxima semana, Ribeiro deverá se reunir, em Berlim, com autoridades russas para tentar suspender as barreiras ao produto brasileiro.
Já as importações de produtos agropecuários avançaram 28% no ano passado e somaram US$ 17,1 bilhões. Com isso, o superavit na balança comercial do agronegócio de 2011 ficou em US$ 77,5 bilhões, um saldo quase três vezes superior ao acumulado pelo total da balança comercial, de US$ 29,8 bilhões.
Carne suína brasileira nos EUA
O Ministério da Agricultura informou ontem que poderá, pela primeira vez na história, exportar carne suína in natura para os Estados Unidos, a maior economia do planeta. Os frigoríficos e matadouros de Santa Catarina tiveram o reconhecimento do Departamento de Agricultura dos EUA para a exportação do produto refrigerado. Os embarques terão início assim que o órgão brasileiro habilitar os estabelecimentos, o que deverá ocorrer ainda nesta semana. Inicialmente, seis empresas receberão autorização para exportar, informou o ministério. Os norte-americanos também ampliaram a autorização para a exportação de carne suína cozida e processada de outros estados brasileiros livres de aftosa e com vacinação, desde que a industrialização ocorra em locais com habilitação do governo.

Alimentos derrubam inflação das famílias de baixa renda em 2011

O Estado de S. Paulo - 11/01/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/11/alimentos-derrubam-inflacao-das-familias-de-baixa-renda-em-2011

Índice que calcula preços para famílias com renda até 2,5 salários mínimos recuou de 11,33% em 2010 para 5,98% em 2011

Alimentos mais baratos em 2011 derrubaram a inflação percebida pelas famílias de baixa renda no ano. A variação de preços neste setor acumulou alta de 5,45%, enquanto em 2010 o aumento havia sido de 11,03%.
Porém, foi justamente o item alimentação o que mais contribuiu para o avanço de preços entre os mais pobres entre novembro e dezembro.
A variação do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que abrange famílias com renda de até 2,5 salários mínimos mensais, desacelerou de 11,33% para 5,98% de 2010 para 2011. Mas, de novembro para dezembro, o indicador dobrou, de 0,5% para 1%, com grande contribuição do grupo alimentação, que passou de 0,63% para 1,74% entre um mês e outro.
No ano passado, a perda de dinamismo da economia global e a piora da crise europeia levaram ao arrefecimento dos preços das commodities, em particular as agropecuárias. Os alimentos ficaram mais baratos no mercado doméstico. Ao mesmo tempo, não houve quebras de safras expressivas no País, que poderiam causar redução na oferta.
Mas, de novembro para dezembro, aspectos sazonais como maior consumo de carnes e períodos de entressafra de alguns produtos levaram a uma redução de oferta em itens mais consumidos na cesta básica dos mais pobres.
Perspectiva. Para 2012, a perspectiva é de inflação mais baixa, já que os alimentos devem continuar mais em conta para o consumidor. Entre as famílias mais pobres, as compras com alimentos respondem por 40% do orçamento mensal. Ou seja: a trajetória da inflação dos alimentos determina o IPC-C1.
"Os preços dos alimentos in natura podem subir mais no começo do ano, como sempre sobem, devido a problemas climáticos. Mas isso não vai impedir que, em um horizonte mais longo, os preços dos alimentos como um todo sigam trajetória mais bem comportada", acrescentou. / A.S.

Veículo:
O ESTADO DE S. PAULO - SP 
Editoria:
NOTAS E INFORMAÇÕES  
Data:
11/01/2012 
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As safras de dólares (Editorial)
O agronegócio exportou US$ 94,6 bilhões no ano passado, 23,7% mais que em 2010, e poderá ultrapassar US$ 100 bilhões neste ano, segundo o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, numa previsão pouco otimista para o comércio exterior brasileiro.
Se ficar em US$ 100 bilhões, o aumento será de apenas 5,7%. Em 2011 o Brasil faturou US$ 256 bilhões com as vendas externas e acumulou um superávit de US$ 29,8 bilhões na conta de mercadorias.Osaldo comercial do agronegócio, de US$ 77,5 bilhões, cobriu com grande folga o déficit da indústria manufatureira. A receita do setor agropecuário dependeu principalmente dos preços internacionais, garantidos pela fome de matérias-primas de algumas economias - com destaque para a chinesa - e pelas condições um tanto apertadas da oferta global. Se a crise externa esfriar os mercados neste ano, as vendas de produtos agropecuários serão afetadas, o comércio de mercadorias terá um saldo bem mais modesto que o dos últimos anos e o déficit em conta corrente poderá aproximar-se de US$ 70 bilhões.
Se a receita de 2011 dependesse principalmente do volume embarcado, teria sido muito menor. Entre 2010 e o ano passado a venda de soja e derivados aumentou 10,8%, enquanto o preço médio subiu 27,4%. No caso das carnes, a tonelagem diminuiu 1,6%, mas o valor médio elevou-se 16,6%. O complexo sucroalcooleiro embarcou 9,5% menos que em 2010, mas faturou 17,5% mais, graças a preços 29,9% maiores. As vendas de café ficaram praticamente estáveis em volume, com acréscimo de apenas 0,1%, mas a cotação média foi 51,3% superior à do ano anterior.
Já houve uma acomodação de preços em dezembro. Muitos analistas continuam projetando cotações estáveis ou menores que as de 2011 nos próximos meses. O otimismo do governo brasileiro quanto à inflação neste ano é baseado, em boa parte, nessa perspectiva. A expectativa de um mercado internacional muito menos dinâmico tem moldado também as projeções da balança comercial divulgadas nos últimos dois ou três meses.
O Banco Central (BC) estimou um aumento de apenas 4,3% para a receita comercial de 2012, em contraste com uma elevação de 7% para o gasto com importações. Essa projeção inclui uma redução do saldo comercial para US$ 23 bilhões.
Há cerca de um mês, economistas de consultorias e do mercado financeiro previam um saldo comercial de US$ 17,4 bilhões (mediana das projeções coletadas na pesquisa Focus do BC). Essa previsão foi elevada para US$ 19,4 bilhões na pesquisa do dia 6 de janeiro.
Os números calculados pelas várias fontes podem ser diferentes, mas a tendência geral é a mesma: uma diminuição significativa do saldo comercial em 2012, resultante de um estreitamento maior dos mercados e, de modo especial, de uma evolução bem menos favorável das cotações dos produtos básicos.
Tanto especialistas do mercado quanto economistas do governo têm cometido grandes erros em suas projeções do comércio exterior brasileiro. Isso pode estar ocorrendo mais uma vez, mas, de toda forma, ninguém dispõe de recursos técnicos melhores para esse tipo de estimativa.
Mas é possível apontar, neste momento, pelo menos um fator contrário às projeções dos especialistas. A seca no Sul do Brasil e em boa parte da Argentina poderá afetar a oferta de GRÃOS e oleaginosas e, portanto, afetar os preços de uma forma até há pouco tempo imprevista.
A COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) acaba de divulgar uma previsão de safra de 158,4 milhões de toneladas de algodão, soja, milho, arroz, feijão, trigo e GRÃOS menos importantes, mas esse cálculo foi baseado num levantamento concluído em 19 de dezembro. As chuvas no Sul poderão continuar abaixo da média ainda por uns três meses, segundo observou o gerente de levantamento de safras da CONAB, Carlos Roberto Bestetti. É muito cedo, portanto, para uma avaliação dos danos e de seus efeitos nos preços.
Se os estragos forem consideráveis no Brasil e na Argentina, será preciso refazer os cálculos dos preços e da receita de exportações. Mas o governo e o BC precisarão, também, rever a política anti-inflacionária.