| Autor(es): Glauber Gonçalves |
| O Estado de S. Paulo - 09/04/2011 |
Resultado teve ajuda do calendário, já que neste ano o carnaval caiu em março e com isso muitas empresas anteciparam a produção e precisaram contratar mais Depois de seis meses praticamente estável, o emprego na indústria teve alta de 0,5% entre janeiro e fevereiro, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Puxado pela recuperação da produção no primeiro bimestre, o crescimento da ocupação na indústria em fevereiro teve ajuda do calendário: este ano o carnaval caiu em março. Com isso, muitas empresas anteciparam a produção e precisaram de mais gente. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da ocupação na indústria atingiu 3,9%, resultado mais elevado da série histórica iniciada em 2000. "As variáveis ligadas ao mercado de trabalho foram influenciadas em fevereiro pelo aumento da produção, que está muito calcada no mercado interno, mas também é motivada pela recuperação de setores voltados às exportações", disse o gerente da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, André Macedo. Indicador ainda mais sensível às variações na produção, o número de horas pagas pela indústria - que inclui as horas extras - teve avanço de 1,1% no período. Na avaliação de economistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), além de ser expressivo, o crescimento indica que novas contratações poderão ocorrer nos próximos meses. Em março, no entanto, o mesmo efeito calendário que influenciou positivamente o resultado de fevereiro deve jogar contra os números da indústria, entre os quais o nível de ocupação. Apesar disso, a expectativa de economistas é de que a produção continue tendo altas - não muito intensas - nos próximos meses, dando alento aos indicadores relacionados ao emprego. "Esperamos que a produção industrial apresente variações ligeiramente positivas nos próximos meses, o que deverá impulsionar, mesmo que com alguma defasagem, o aumento das horas pagas e do emprego no setor", observa o analista Rafael Bacciotti, da consultoria Tendências. Um sinal de que a trajetória de crescimento deve continuar é que em fevereiro, ante igual mês de 2010, o avanço do emprego industrial ocorreu de forma disseminada: 13 dos 18 ramos pesquisados tiveram alta. O destaque foi o grupo transporte, que inclui a indústria automobilística, seguido por máquinas e equipamentos; produtos de metal; alimentos e bebidas; e máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicação. Para Macedo, os números, especialmente os da indústria automobilística, mostram que as medidas do governo para esfriar a economia, como as restrições ao crédito para consumo, ainda não estão afetando o emprego na indústria. "Ainda não estamos vendo um efeito sobre a produção." Dos 14 locais pesquisados, apenas o Ceará apresentou variação negativa em fevereiro deste ano ante fevereiro de 2010. As principais contribuições positivas vieram de São Paulo (2%), Minas Gerais (4,6%), Regiões Norte e Centro-Oeste (4,8%), Nordeste (3,1%), Rio Grande do Sul (3,6%) e Santa Catarina (3,1%). No País, o avanço foi de 2,9% na mesma base de comparação. Recorde 3,9% foi o crescimento do emprego industrial no acumulado de 12 meses, o resultado mais elevado da série histórica iniciada em 2000 |
Vagas nas indústrias
| Correio Braziliense - 09/04/2011 http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/9/vagas-nas-industrias |
Após seis meses de estagnação, a indústria brasileira voltou a abrir vagas de trabalho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o emprego industrial avançou 0,5% em fevereiro em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2010, a expansão foi de 2,9%, 13º resultado positivo seguido nessa análise. Para especialistas, embora o governo enfrente dificuldades para conter a valorização do real frente ao dólar, o que leva a uma invasão de artigos importados, o setor reagiu devido ao bom desempenho da economia e conseguiu acompanhar os outros segmentos. “A produção mostrou recuperação em janeiro e se consolidou em fevereiro. Além de o mercado interno permanecer com condições favoráveis, o carnaval não foi em fevereiro, o que pode ter antecipado o aquecimento nas fábricas”, avaliou o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo. Para o economista da Austin Rating Leonardo dos Santos, a taxa foi positiva por causa de fatores como o aumento da renda da população, mas os próximos meses preocupam. “O cenário deixa dúvidas. Muitos empresários questionam se, por conta do câmbio, as exportações vão cair. O governo ainda tem de tomar algumas medidas, como um efetivo corte nos gastos”, afirmou. Setores Na comparação com fevereiro do ano passado, cresceu a quantidade de empregados em 13 dos 18 setores analisados. As principais contribuições vieram das atividades de transporte (8,7%), máquinas e equipamentos (6,7%), produtos de metal (7,5%) e alimentos e bebidas (2,3%). Tanto o número de horas pagas aos trabalhadores quanto o salário real subiram 1,1% em fevereiro em relação a janeiro. (CB) |
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