| Valor Econômico - 05/05/2011 |
A Liberty International Underwriters (LIU), divisão de grandes riscos da Liberty, será a principal seguradora das obras civis de um novo terminal privado no porto de Santos, em construção pela brasileira Odebrecht e pela DP World, operadora de portos controlada pelo governo de Dubai. O valor da obra, que começou em dezembro numa primeira fase, é de cerca de R$ 1 bilhão. A Liberty terá 55% do seguro de riscos de engenharia civil. A apólice será dividida com a Zurich, com 40%, e a Fator, com 5%. Os prêmios pagos às seguradoras estão estimados em R$ 5 milhões. Segundo André Guidetti, gerente da área de grandes riscos da LIU, este é o maior contrato de obras civis da Liberty no Brasil desde 2008, quando as operações tiveram início no país. "As novas instalações vão ficar na área continental de Santos, na margem esquerda do porto", afirma. É uma localização favorável às seguradoras, conforme Guidetti, porque envolve um risco menor de influência das marés. A obra tem uma previsão de duração total de 34 meses - a primeira fase levará cerca de 22 meses. Na primeira fase, será implantado um cais de 700 metros, para a operação de 400 mil contêineres de 20 pés. A segunda etapa estenderá a capacidade para 2 milhões de contêineres. O terminal terá um custo total de R$ 2,3 bilhões e elevará a atual capacidade de escoamento do Porto de Santos para 4 milhões de contêineres. |
Liberty vai patrocinar a Copa do Mundo de 2014
| Autor(es): Mauro Arbex | De São Paulo |
| Valor Econômico - 05/05/2011 http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/5/5/liberty-vai-patrocinar-a-copa-do-mundo-de-2014 |
A Liberty Seguros, a unidade brasileira do grupo americano Liberty Mutual, é a nova patrocinadora da Copa do Mundo de Futebol de 2014, que será realizada no Brasil. O acordo, assinado ontem com a Fédéracion Internacionale de Football Association (Fifa), prevê a exposição da marca Liberty durante os jogos da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, em 2013, também no Brasil. O valor do patrocínio não foi divulgado. A Liberty é a quinta maior seguradora de automóveis do Brasil. No ano passado, faturou em prêmios cerca R$ 1,9 bilhão, dos quais cerca de 80% na carteira de automóveis. Com o acordo, a Fifa fechou o terceiro patrocínio no mercado local para a Copa do Mundo. Além da Liberty, o banco Itaú e a Nescau - achocolatado do grupo Nestlé - também firmaram acordos. A Oi e grupo Marfrig, outras patrocinadoras brasileiras, terão direito de divulgação da marca também fora do país. Segundo o presidente da Liberty no Brasil, Luis Maurette, a intenção da empresa é tornar a marca mais conhecida no mercado brasileiro. "Estamos no Brasil desde 1996. Temos crescido, incorporado novos negócios, mas a marca ainda é pouco conhecida da população em geral. Nada melhor que mostrarmos a empresa com algo que tem tudo a ver com os brasileiros, o futebol", afirma. Para a Liberty, o evento também será importante como forma de diversificação de seus negócios no país. Hoje, a seguradora está muito focada em automóveis. A intenção é crescer em outras áreas, como em seguros empresariais, responsabilidade civil e engenharia, onde ainda tem presença modesta. "Queremos que automóveis sejam na máximo 60% de nossa carteira", diz Maurette. No final de 2009, a companhia trouxe para o mercado brasileiro sua divisão de resseguros, a Liberty Syndicates, e iniciou também a operação da Liberty International Underwriters (LIU), braço de riscos especiais do grupo. No início de 2011, a matriz injetou US$ 100 milhões na operação brasileira, elevando a capacidade de crescimento da subsidiária brasileira. Um dos segmentos empresariais onde a unidade brasileira já tem boa presença é em transporte de carga, com cerca de 4% do mercado. Conforme Luciano Calheiros, diretor comercial da Liberty, no ano passado, os seguros de transporte de carga foram destaque na carteira de linhas comerciais, que atingiu US$ 200 milhões em prêmios, expansão de 30% em relação a 2009. Os prêmios totais da seguradora, que chegaram a R$ 1,9 bilhão (pouco mais de US$ 1 bilhão), tiveram um incremento de 26%, de acordo com Maurette. Para ele, 2011 será um ano mais difícil e o crescimento estimado é de 13% a 14%. "A concorrência cresceu e as margens estão menores." O presidente da Liberty lembra que 2010 foi "um ano muito bom para a indústria de seguros e todos estão tentando crescer, com preços agressivos". Na assinatura do contrato de patrocínio com a Liberty, ontem, também estavam presentes Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do comitê da Copa do Mundo, e o Thierry Weil, diretor de Marketing da Fifa. |
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