| Autor(es): Josette Goulart | De São Paulo |
| Valor Econômico - 13/06/2011 |
A Alstom assinou na semana passada um contrato de € 200 milhões com a Brasventos para fornecer aerogeradores a três parques eólicos da companhia, que pertence à J. Malucelli Energia, Eletronorte e Furnas. Com esse negócio, a carteira de contratos em eólicas da empresa francesa no Brasil chega a um volume de turbinas capazes de gerar 250 megawatts (MW).Em outubro deste ano, a Alstom deve inaugurar sua fábrica na Bahia que será usada só para esse tipo de produção. Mundialmente, a companhia ocupa uma distante 11ª posição no ranking de fornecimento de turbinas eólicas e o Brasil será uma das apostas de crescimento dos franceses neste segmento. Essa aposta está embasada no próprio apoio do governo federal ao negócio de eólicas que vem promovendo leilões desde 2009 e reduziu os impostos para compra de equipamentos. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão governamental que planeja o setor, já prevê um crescimento anual do parque instalado de parques eólicos em cerca de 1.000 MW. O vice-presidente de energia da Alstom, Marcos Costa, diz que a concorrência no mercado brasileiro está bastante acirrada não só pelos leilões realizados mas também pelo fato de que alguns mercados no mundo tiveram demanda inferior nos últimos anos, em função da crise econômica mundial. "Fechamos agora o contrato com a Brasventos que era crucial para termos nossa fábrica no Brasil", diz Costa. A planta já está 60% erguida na Bahia e a meta é de que por ano a Alstom tenha contratos de € 300 milhões para ocupar toda a capacidade da fábrica. Além da Brasventos, a Desenvix também é cliente da Alstom no Brasil. As turbinas do projeto da Desenvix já entram em operação em julho deste ano. Já o contrato fechado com a Brasventos pela Alstom prevê a entrega e montagem das turbinas até junho de 2012 e parte delas será produzida na fábrica baiana. Os empreendimentos da empresa tiveram a energia vendida em leilão realizado há dois anos e o mês de junho de 2012 é o prazo limite do contrato de concessão para a entrada em operação dos parques. Juntos eles têm capacidade instalada de cerca de 150 MW. O índice de nacionalização deve chegar a 60%, como o exigido pelo BNDES, e torres e pás serão adquiridas em subcontratos a serem feitos pela Alstom no Brasil. No ano fiscal que terminou em março de 2011, a Alstom registrou um crescimento de 30% com o fornecimento de turbinas de geração de energia no mercado brasileiro. Em quatro anos, a empresa dobrou seu faturamento no país em função dos contratos fechados com megausinas como as do Madeira e mais recentemente com as de Belo Monte. |
terça-feira, 14 de junho de 2011
Alstom ganha contrato de € 200 mi para eólica
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