| Autor(es): Vera Saavedra Durão e Francisco Góes | Do Rio |
| Valor Econômico - 18/07/2011 |
Investimento : Participação das grandes no quadrimestre encolheu Segundo ele, o BNDES tem melhorado processos, capacitado mais agentes financeiros e fortalecido linhas como o crédito rotativo pré-aprovado e o Cartão BNDES, que pela rapidez com que libera os recursos favorece as micros e pequenas empresas. Para Cláudio Fristach, da consultoria Inter.B, o crescimento da economia tem acionado dois fatores que estão puxando a busca das micros e pequenas por recursos do banco. Essas empresas operam em setores mais protegidos da concorrência das importações, como marcenaria, por exemplo, e também no setor de serviços, que está crescendo muito por causa da demanda forte da classe C. "Ônibus e caminhões são serviços em boa parte do Brasil", diz ele. Além disso, observa o consultor, essas atividades não são, em grande parte, afetadas pelo câmbio. Na opinião de Fristach, a inserção das pequenas e médias em nichos mais tradicionais, que incluem inclusive o comércio e se espalham pelo interior do país, estimula o investimento. Mesmo com a recente alta dos juros e a redução da participação do banco no volume de empréstimos do PSI 3, que passou a vigorar no segundo trimestre deste ano, as micros e pequenas continuam ampliando espaço nos desembolsos do BNDES, como revelam os dados de desempenho da Finame até maio, divulgados pelo superintendente de operações indiretas da instituição. Moraes projeta um crescimento na participação das micros e pequenas nas liberações do banco em 2011, ficando na faixa de 30%, mais do dobro de 2010, o que classificaria um recorde na história da instituição. Moraes teme, porém, que com a desaceleração da economia esse processo venha a ser estancado em 2012. Para Joaquim Elói Cirne de Toledo, ex-USP e consultor de empresas, o fato das micros e pequenas empresas estarem ampliando sua presença nos desembolsos do BNDES não significa que ele deixe de ser crítico à ação do banco de apoiar empresas gigantes. "Isso não devia acontecer. O Tesouro Nacional se endividando e o BNDES financiando grandes companhias a juros baixos mostra que estamos transferindo renda para quem já é rico. Grandes empresas, como o Pão de Açúcar, não precisam do BNDES. Têm que se financiar no mercado. O BNDES deve ter como política apoiar as micros e pequenas empresas e inovação". Para Toledo, o BNDES, como um banco de segunda linha, não deveria repassar recursos para bancos financiarem as micros e pequenas empresas. Devia fazê-lo diretamente. Nos primeiros cinco meses do ano, conforme dados da Finame, as microempresas aumentaram sua participação nos desembolsos da Finame para 23%, ante 18% no mesmo período de 2010, levando R$ 4,7 bilhões de uma liberação de R$ 21 bilhões dos recursos da financiadora. Moraes esclareceu que as grandes não alteraram sua participação nos desembolsos da Finame até maio e nas estimativas para o acumulado do primeiro semestre porque deixaram de tomar empréstimos para compra de ônibus e caminhões no PSI 3, quando o juro fixo para essas operações com empresas que faturam mais de R$ 90 milhões subiu para 8,7%. "Elas optaram por tomar recursos corrigidos pela TJLP." Também houve uma redução para 70% da participação do banco nesses empréstimos. Entretanto, as grandes continuam a demandar crédito do PSI 3 para compra de bens de capital. Moraes acredita que a demanda das micros e pequenas empresas por recursos do banco vai crescer mais no segundo semestre através do Cartão BNDES. De janeiro a maio as liberações do cartão somaram R$ 3 bilhoes ante R$ 1,7 bilhão no mesmo período de 2010, ou seja, mais de 75%. Em 2011, ele estima um desembolso de R$ 7,5 bilhões via cartão. |
Ônibus e caminhões lideram empréstimos da Finame
| Valor Econômico - 18/07/2011 http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/7/18/onibus-e-caminhoes-lideram-emprestimos-da-finame | ||||
Os empréstimos para compra de ônibus e caminhões sustentaram, até junho, os desembolsos da Finame, a linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para renovação de máquinas e equipamentos. A estimativa do banco é de que a Finame tenha fechado o primeiro semestre com desembolsos entre R$ 25,5 bilhões e R$ 26 bilhões. Quando se confirmar o número oficial, o crescimento deverá ficar entre 1,5% e 3,5% em relação aos R$ 25,1 bilhões desembolsados na Finame entre janeiro e junho do ano passado. Segundo estimativas, o segmento transporte da Finame, incluindo ônibus, caminhões, aviões e outros equipamentos como vagões rodoviários, ganhou espaço nos desembolsos. Eles somaram cerca de R$ 15,5 bilhões no primeiro semestre, uma alta de 9% em relação ao mesmo período de 2010, e com isso passaram de uma participação de 56% para 61% do total. Já os bens de capital para a indústria, excluindo o setor transportes, totalizaram desembolsos de R$ 7 bilhões, uma queda de cerca de 4% sobre 2010. A queda maior foi no segmento agrícola, cujos desembolsos para compra tratores e colheitadeiras caíram cerca de 10% no período, totalizando R$ 3,2 bilhões. No fechamento de 2011, a Finame terá desembolsado cerca de R$ 53 bilhões, número semelhante ao de 2010, desempenho que será garantindo em grande medida pelo setor de transportes. Os números oficiais, de janeiro a maio, indicam que os desembolsos da Finame somaram R$ 21 bilhões, com alta de 5% em relação a igual período de 2010. O segmento transporte respondeu por desembolsos de R$ 12,4 bilhões, alta de 11% sobre idêntico período do ano passado. Nos caminhões, os desembolsos totalizaram R$ 9,8 bilhões, com aumento de 7% sobre janeiro a maio de 2010. Nos ônibus, o crescimento foi de cerca de 20% e em aeronaves, de 33%. A categoria outros transportes, que inclui vagões ferroviários, registrou crescimento de 100% nos desembolsos de janeiro a maio de 2011, na comparação com os mesmos cinco meses de 2010. Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes, superintendente da área de operações indiretas do BNDES, disse que o crescimento na demanda por caminhões registrada no primeiro semestre pode se relacionar com a entrada em vigor, em 2012, da norma Euro 5 (sobre emissões de poluentes), que deve aumentar os preços dos caminhões entre 5% e 10%, estimou. Haveria, portanto, uma antecipação de investimentos nesse setor. Em cinco meses de 2011, só houve crescimento nos desembolsos para compra de caminhões entre as microempresas. De janeiro a maio, o desembolso para as micros comprarem caminhões somou R$ 3,64 bilhões, com alta de 24% sobre igual período do ano passado. Nos demais segmentos, houve queda no mesmo período para pessoa física (1%), média empresa (2%) e grandes empresas (1%), e estabilidade nos repasses para pequenas empresas. O desempenho no financiamento para caminhões foi diferenciado dentro da Finame. Enquanto na Finame tradicional, o desembolso para pessoas físicas e microempresas comprarem caminhões subiu 76% de janeiro a maio, as aprovações dentro do Pró-Caminhoneiro, programa com taxas de juros fixas para caminhoneiros autônomos, caiu 79%. O programa registrou forte desaceleração como resultado do aumento da taxa de juros, que subiu de 4,5% para 7%. Moraes disse que houve antecipação na compra de caminhões, antes do aumento da taxa de juros do programa, que passou também a exigir a contratação de um seguro via Fundo Garantidor do Investimento (FGI), o que aumentou os custos finais do empréstimo. Moraes acrescentou que também cresceram as operações na Finame, com juros de 10% ao ano, para compra de ônibus. O aumento se relaciona com a renovação das frotas de ônibus nas grandes cidades brasileiras. BNDES faz captação com menor custo
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Ponto para o BNDES
Publicado em 18-Jul-2011
Tem tudo para ser comemorado balanço feito junto ao BNDES sobre o acesso das pequenas e médias empresas (PMEs) às linhas de crédito a elas destinadas. Pelo levantamento, 25% - R$ 8,5 bi dos R$ 33,9 bi - dos recursos liberados pelo banco no 1º quadrimestre deste ano foram destinados às PMEs.
É uma elevação expressiva em relação aos 18% registrados de janeiro a abril de 2010 e aos 8% de igual período de 2008, por exemplo. Analistas do BNDES detectam que o crescimento ocorreu principalmente a partir da criação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) no âmbito da Finame - linha de crédito com juros fixos e mais baratos - e com a introdução do Cartão BNDES.
É uma elevação expressiva em relação aos 18% registrados de janeiro a abril de 2010 e aos 8% de igual período de 2008, por exemplo. Analistas do BNDES detectam que o crescimento ocorreu principalmente a partir da criação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) no âmbito da Finame - linha de crédito com juros fixos e mais baratos - e com a introdução do Cartão BNDES.
A elevação decorre, também, do crescimento contínuo da economia e do fato de as PMEs operarem nos setores mais protegidos da concorrência das importações, e nos de serviços, que têm sua expansão puxada pela forte demanda da classe C.
Recursos às PMEs desmentem criticas ao BNDES
Levantamento anterior do banco feito ao final de abril pp. também indicou que o volume de crédito destinado às PMEs mais que dobrou de 2009 para 2010: saltou de R$ 11,6 bi para R$ 23,7 bi.
Recursos às PMEs desmentem criticas ao BNDES
Levantamento anterior do banco feito ao final de abril pp. também indicou que o volume de crédito destinado às PMEs mais que dobrou de 2009 para 2010: saltou de R$ 11,6 bi para R$ 23,7 bi.
A sigla do banco – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – ganha ainda maior densidade quando a instituição fortalece as PMEs, base da maior geração de postos de trabalho, do crescimento do país e da distribuição de renda.
O apoio às PMEs e ao empreendedorismo é um ponto chave da política de desenvolvimento de qualquer país, o Brasil incluído. Este balanço de agora indica, ainda, que a participação das grandes empresas nos recursos liberados pelo BNDES encolheu para 55% do volume desembolsado, quando foi de 71% no mesmo período do ano passado.
Com esta elevação e volume de recursos destinado às PMEs, o BNDES dá uma bela resposta aos que o criticam afirmando que ele prioriza a concessão de financiamentos só a grandes conglomerados empresariais.
O apoio às PMEs e ao empreendedorismo é um ponto chave da política de desenvolvimento de qualquer país, o Brasil incluído. Este balanço de agora indica, ainda, que a participação das grandes empresas nos recursos liberados pelo BNDES encolheu para 55% do volume desembolsado, quando foi de 71% no mesmo período do ano passado.
Com esta elevação e volume de recursos destinado às PMEs, o BNDES dá uma bela resposta aos que o criticam afirmando que ele prioriza a concessão de financiamentos só a grandes conglomerados empresariais.
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