| Valor Econômico - 13/05/2011 |
As vendas do comércio varejista aumentaram 1,2% entre fevereiro e março, feito o ajuste sazonal, registrando forte aceleração frente o avanço de 0,3% verificado entre janeiro e fevereiro. Quando considerado o varejo ampliado, que leva em conta os setores de veículos e materiais de construção, a velocidade foi ainda maior - avanço de 1,7% entre fevereiro e março, muito superior à queda de 0,6% entre janeiro e fevereiro, também com ajuste sazonal. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com março de 2010, quando o varejo vivia seu "auge", uma vez que os incentivos fiscais de combate à crise venciam naquele mês, o volume de vendas foi 4,1% maior em março deste ano. No ano, o varejo acumula alta de 6,9% no volume de vendas e, nos últimos 12 meses, de 9,5%. Na PMC ampliada, por incluir o setor automobilístico (que contava com incentivos em 2010), o quadro é um pouco diferente - queda de 2,5% em março, na comparação com igual período do ano passado. De fevereiro para março, na série com ajuste sazonal, oito das dez atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram expansão. Os setores com as elevações mais fortes foram de equipamento de material para escritório, informática e comunicação (3,5%) e material de construção (2,7%). Apenas artigos farmacêuticos e combustíveis tiveram queda - de 0,1% cada. |
Vendas no varejo avançam 1,2% em março
| Autor(es): Daniela Amorim |
| O Estado de S. Paulo - 13/05/2011 http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/5/13/vendas-no-varejo-avancam-1-2-em-marco |
Segundo pesquisa do IBGE, oito entre dez atividades pesquisadas tiveram alta; na comparação trimestral houve desaceleração Após um início de ano fraco, as vendas no comércio varejista voltaram a tomar fôlego em março. Houve expansão de 1,2% na comparação com fevereiro. Oito entre dez atividades apuradas na Pesquisa Mensal de Comércio registraram avanço, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, na comparação trimestral, o varejo mostra desaceleração, o que pode enfraquecer o faturamento do setor em 2011, em relação ao ano passado. No primeiro trimestre de 2011, as vendas do varejo cresceram 6,9%, contra uma expansão de 9,6% no quarto trimestre de 2010. A desaceleração também foi observada no comércio varejista ampliado, que inclui ainda as atividades de material de construção e de veículos e motos, que passou de uma alta de 14,3% do quarto trimestre de 2010 para 7,1% no primeiro trimestre deste ano. Segundo Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, ainda é cedo para prever o comportamento do comércio em 2011, mas o varejo não deve repetir o bom desempenho do ano passado. "Quando olho no curto prazo, vejo crescimento no comércio varejista. Mas no longo prazo vejo desaceleração", afirmou Pereira. O analista Rafael Cintra, da Link Investimentos, enxerga um freio no ritmo de crescimento do varejo apenas por uma base de comparação forte. Como o comércio varejista cresceu muito em 2010, a base de comparação ficou maior e o crescimento registrado este ano parecerá cada vez menor. Mas, de acordo com Cintra, as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para conter o crédito só começariam a ser sentidas no segundo semestre de 2011. "Eu acho que o ano de 2011 ainda será bom para o varejo sim. Talvez a inflação maior possa corroer a renda do trabalhador, mas isso seria só em 2012", avaliou Cintra, que espera um abril ainda bom para o varejo, graças às vendas da Páscoa. O economista Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria Integrada, prevê uma continuidade da trajetória de expansão das vendas no varejo para os próximos meses. A projeção para 2011 é de uma alta de 6,8%. O crescimento da massa salarial contribuiria para impulsionar o consumo, embora um freio nos financiamentos possa afetar o comércio de bens duráveis. "Para os próximos meses, apesar da evolução favorável esperada para a massa salarial real, as vendas de material de construção e de veículos deverão desacelerar por conta da continuidade da piora já observada nas condições de crédito", avaliou Andrade. Expectativa. O resultado positivo do varejo em março veio em linha com as expectativas do mercado. Entre os setores que contribuíram para a alta está o de veículos e motos, partes e peças. As vendas tiveram expansão de 3,8% em março frente a fevereiro, mostrando uma recuperação após queda nos dois meses anteriores. Em relação a março do ano passado, no entanto, houve recuo de 12,8%, o primeiro resultado negativo dos últimos seis meses para o setor nesse tipo de comparação. A queda é explicada pela comparação com março, quando o governo colocou fim ao programa de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos. "Isso provocou uma antecipação das compras de automóveis e aconteceu em outros setores também, mas numa escala menor", contou Pereira. No primeiro trimestre de 2011, as vendas do setor de veículos registram alta de 6,4%. No acumulado de 12 meses, o volume subiu 10,7%. |
Vendas desaceleram
| Autor(es): Victor Martins |
| Correio Braziliense - 13/05/2011 http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/5/13/vendas-desaceleram |
Apesar das medidas adotadas pelo governo para conter o crédito e o consumo, o brasileiro foi às compras. Entre março e fevereiro, as vendas cresceram 1,2%. No trimestre, entretanto, houve uma desaceleração. De 9,6% no fim de 2010, a expansão passou a 6,9%. Para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ritmo menor é um reflexo da estratégia monetária em ação, formada pelas ações prudenciais e pela alta da taxa básica de juros (Selic). Especialistas apontam os preços mais altos como limitadores para o consumo. Além disso, sempre há uma moderação natural no primeiro trimestre. Tombini discordou de parte dos analistas. “É um resultado de políticas que foram adotadas desde a virada do ano e estão começando a ter seu impacto no arrefecimento da demanda. Isso vai ajudar a trazer a inflação de volta ao centro da meta (4,5%) em 2012”, disse. Para o Itaú Unibanco, a diminuição no ritmo do comércio foi moderada. A expectativa da instituição é que o ritmo se mantenha. “Esperamos uma desaceleração gradual da atividade ao longo deste ano, levando a um crescimento em 3,6% em 2011 e 3,8% em 2012”, calculou Ilan Goldfajn, economista-chefe do banco. Entre os segmentos que desaceleraram por causa da inflação está o vestuário, que encareceu 1,42% só em abril. Em função da alta de preço das roupas, as vendas esfriaram no fim do primeiro trimestre. Enquanto em fevereiro o setor registrou alta de 2%, o avanço foi menor em março, de 1,1%. |
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