| Autor(es): Karen Camacho e Francine de Lorenzo | De São Paulo |
| Valor Econômico - 13/05/2011 |
O emprego industrial registrou estabilidade em março deste ano, na comparação com fevereiro. Em relação a março de 2010, no entanto, houve expansão de 2,2%, 14ª alta consecutiva nesta comparação. segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre, o índice avançou 2,6% em relação ao mesmo intervalo de 2010. A taxa dos últimos doze meses permaneceu apontando crescimento (3,9%), mas repetiu o resultado de fevereiro. Ainda na série com ajuste sazonal, no índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o pessoal ocupado na indústria cresceu 0,3% nos três primeiros meses de 2011, sétimo trimestre consecutivo de expansão, acumulando nesse período ganho de 5,7%. Segundo o IBGE, a expansão de março sobre igual período de 2010 mostrou perfil generalizado de crescimento, com 12 dos 14 locais e 13 dos 18 setores investigados ampliando as contratações. Por localidade, as principais contribuições positivas vieram da região Nordeste (3,8%), região Norte e Centro-Oeste (4,1%), Rio Grande do Sul (3,7%), Paraná (4,2%) e Minas Gerais (2,7%). Por setor, os destaques ficaram com os ramos de meios de transporte (8,2%), produtos de metal (7,6%), alimentos e bebidas (2,4%), máquinas e equipamentos (5,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,6%), metalurgia básica (7,7%) e outros produtos da indústria de transformação (5,3%). A pesquisa do IBGE também revela que a folha de pagamento real da indústria ficou 0,5% mais cara na passagem de fevereiro para março. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a expansão foi de 5,9%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 7,6%. Pelos dados de outra pesquisa, o emprego industrial apresentou alta em abril. Em São Paulo, o nível de emprego na indústria de transformação aumentou 0,03% em abril em relação ao mês anterior, já considerando os ajustes sazonais, informou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No mês passado, foram gerados 46.500 postos de trabalho. Entre os 22 setores analisados, 14 contrataram, três demitiram e cinco ficaram estáveis. Os segmentos industriais que mais ampliaram seu quadro de funcionários foram produtos alimentícios (10,7%) e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,5%). Já os que mais promoveram cortes foram couros e fabricação de artigos de couro, de viagem e calçados (-1%) e produtos de borracha e material plástico (-0,7%). Neste ano, o indicador de emprego registra aumento de 3,85%, com a criação de 97 mil postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a alta é de 3,32%, com a contratação 84.500 trabalhadores. |
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