| Autor(es): Flavia Lima | De São Paulo |
| Valor Econômico - 19/05/2011 |
O setor de fundos quer atrair a emergente classe C. Mas uma pesquisa do Ibope Inteligência, encomendada pela Anbima, indica que há muito trabalho a fazer. Embora o total de brasileiros que aplica em fundos tenha saltado de cerca de 2,4 milhões em 2005 para 4,3 milhões este ano, o crescimento se concentrou na classe A. Na pesquisa, foram ouvidas mil pessoas das classes A, B e C. Entre pessoas com renda familiar acima de R$ 19.200, o porcentual que investe em fundos subiu de 10% para 21% no período. Entre as famílias com renda entre R$ 9.600 e R$ 19.200, o salto foi ainda maior, de 22% para 34%. Quando a renda engloba a chamada classe B, o porcentual cai. Nas famílias com renda entre R$ 4.800 e R$ 9.600, a fatia decresce de 30% em 2005 para 22% em 2011 e, entre as com renda abaixo de R$ 4.800, 12% hoje investem em fundos, ante 24% há cinco anos. "Não ampliamos a poupança interna porque estamos em fase de crescimento", disse Luciane Ribeiro, diretora executiva do Santander Brasil Asset Management. "Os salários médios vêm crescendo e a pessoa que era da classe B, por exemplo, se sente mais confortável em gastar." A pesquisa mostra ainda que outras alternativas de investimento ganharam peso ao longo do período. Entre os que possuem algum investimento (49% do total), a poupança é de longe a aplicação mais querida. O porcentual dos que aplicam na caderneta subiu de 35% para 44%. Na previdência, a fatia passou de 2% para 7% e, nos fundos tradicionais, de 4,5% para 7,4%. Entre os que investem em fundos, a diversificação atualmente é maior: 66% deles têm caderneta de poupança e outros 60% têm previdência. A renda fixa se mantém como o porto seguro do investidor: há cinco anos, 82% dos que investiam em fundos aplicam na renda fixa, versus 79% hoje. "O investidor quer segurança, rentabilidade e liquidez e o CDI tem os três", disse o diretor da Credit Suisse Hedging-Griffo, Luis Stuhlberger. Calcanhar de Aquiles da indústria, as taxas de administração das carteiras ganharam peso como a principal desvantagem dos fundos para 18% dos investidores, ante 11% em 2005. Para Walter Longo, vice-presidente de estratégia da Young&Rubican, a maior cobertura da imprensa aliada à queda dos juros básicos nesses cinco anos colocaram a taxa de administração dos fundos em evidência. |
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Aplicação cresce mais na classe A
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