sexta-feira, 20 de maio de 2011

Com parcerias, FGV quer ir da Bahia à Santa Catarina

Autor(es): Paola de Moura | Do Rio
Valor Econômico - 19/05/2011

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) abriu processo de licitação para instalar oito novas unidades no país, onde oferecerá cursos de pós-graduação e MBAs. As escolas ficarão em Feira de Santana (BA), Ilhéus (BA), Presidente Prudente (SP), Campo Grande (MS), Chapecó (SC), Tubarão (SC), Criciúma (SC) e Lages (SC).
O objetivo da fundação é manter uma taxa anual de crescimento de 20%, com cerca de 18 mil novos alunos matriculados em seus cursos todo ano. Para isso, monta parcerias com escolas locais. Aquelas que vencem o processo licitatório fecham um acordo com a FGV pelo qual se comprometem a oferecer instalações novas, com computadores e transmissão de aulas via internet, seguir o currículo estabelecido pela fundação e pagar os professores da escola. Além disso, ainda pagam 15% da receita à FGV. Em Osasco, por exemplo, o parceiro está investindo R$ 9 milhões em obras para receber os cursos.
A estratégia vem dando certo e hoje a Fundação já está presente em 100 cidades do país. O professor Clóvis de Faro, diretor do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE-FGV), conta que a primeira parceria aconteceu em Pelotas (RS) em 1992. "Naquela época, a demanda surgiu da escola local que propôs o negócio. As demandas foram crescendo e descobrimos que esta era uma boa forma de ampliarmos a receita da fundação".
De acordo com o professor Ricardo Spinelli, diretor da FGV Management, os cursos carros-chefe são os generalistas. "O mais pedido é o de Gestão Empresarial, em seguida vêm o de Administração e o de Engenharia", diz Spinelli, acrescentando que o de Gerenciamento de Projetos está em alta. "Há três anos, era um curso quase sem demanda. Mas em função dos grandes projetos que o Brasil vem desenvolvendo, a procura tem aumentado bastante", afirma.
Outros mais procurados são os de Marketing, Gestão de Pessoas e Finanças. A fundação também desenvolve cursos específicos para algumas regiões, como os de Agribusiness e de Logística. "O Nordeste pede muito Turismo", observa.
Ao todo foram vendidos mais de 18 milhões de livros, que são da própria editora da FGV. "Na internet, temos todo o currículo passo a passo. O aluno pode conferir se recebeu a aula corretamente a cada dia", diz Spinelli.
Outra exigência é não usar professores locais. "Mesmo que tenhamos um professor formado pela FGV morando em Belém, ele não dará aula na cidade. Pode dar em Manaus, por exemplo", afirma Spinelli. Isto porque o objetivo, diz ele, é trocar conhecimentos entre diferentes regiões do país.
Além dos MBAs, a fundação oferece cursos de especialização, os chamados pós-ADM, em mais de 50 cidades. A estrutura é um pouco diferente nesse caso. No Centro do Rio, por exemplo, a FGV montou um estúdio. De lá um professor titular inicia a aula ao vivo, com uma palestra que dura entre 10 e 15 minutos. Depois, um professor local, executivo do setor ou que tenha proficiência na disciplina, discute o caso, por cerca de meia hora. No fim, o professor titular retorna comentando o exercício. Hoje, a fundação já tem cerca de 1,3 mil professores locais.
Segundo o diretor da FGV Online, Stavros Xanthopoylos, a maioria dos professores locais é formada por ex-alunos da FGV. Xanthopoylos explica que este curso surgiu também por conta de uma demanda do mercado. "Hoje os alunos são cada vez mais jovens, já saem da faculdade procurando uma pós-graduação. O produto foi desenvolvido para eles", afirma. Cada turma tem entre 30 e 50 alunos.

Instituição terá nova unidade na capital paulista

Valor Econômico - 19/05/2011
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/5/19/instituicao-tera-nova-unidade-na-capital-paulista
 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) abrirá em 2012 uma nova unidade em São Paulo. Atualmente, há quatro mil alunos cursando os MBAs da instituição, mas a demanda é 50% maior. A nova unidade ficará no Largo do Batata, zona oeste de São Paulo.
O professor Ricardo Spinelli, diretor da FGV Management, conta, que há três anos, foi contratada uma consultoria para estudar a geografia da cidade e apontar os locais de maior demanda e fácil acesso aos alunos.
O primeiro ponto foi próximo à região da avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini, no Brooklin, zona sul da capital. No lugar, foi alugado um prédio que pertencia à Nestlé, onde estão 20 salas da fundação. O segundo ponto é o do Largo do Batata, em Pinheiros. "O prédio fica próximo do [bairro] Jardins e da [avenida] Faria Lima", explica.
A escola também oferece cursos específicos para o setor corporativo. Nesse sentido, os professores estão desenvolvendo MBAs sob demanda. A empresa e o setor costumam ser usados como exemplos e os alunos fazem parte das aulas pela internet e outra parte com professores. Ao fim do curso, as provas são realizadas em instalações da Fundação.
Além disso, a instituição pretende lançar este ano o Canal FGV, que terá programações específicas para as empresas. O canal contará com uma grade de programação com conteúdos que têm foco no mercado.
No futuro, a FGV planeja fechar uma parceria com uma rede de TV a cabo para oferecer o conteúdo aos consumidores, como um canal à la carte da operadora.
Para quem não pode pagar os cursos, a fundação desenvolveu um braço gratuito na internet, dentro do FGV Online. Desde 2008, sete mil alunos já fizeram os cursos. A maioria, tem renda mensal de até R$ 2 mil.

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