| Autor(es): Silvio Ribas |
| Correio Braziliense - 18/05/2011 |
O governo brasileiro conseguiu seu primeiro aliado na discussão pela mudança no padrão monetário do comércio mundial. Em relatório divulgado ontem em Washington, o Banco Mundial (Bird) calcula que o sistema monetário internacional deixará de ser dominado por uma só moeda de referência, o dólar, até 2025. “Ao longo da próxima década, o tamanho da China e a rápida internacionalização de suas empresas e bancos deverão dar papel relevante à moeda chinesa (iuan)”, anotou o economista Mansoor Dailami, um dos autores do documento. Assim, o Bird se juntou ao esforço empreendido anteontem pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, em reunião com seu colega chinês, Chen Deming. “O mais provável é que, em 2025, o panorama monetário se defina pela presença de moedas variadas, com predomínio do dólar, do euro e do iuan”, acrescentou Dailami. Segundo o estudo “Multipolaridade: a nova economia mundial”, do Bird, com o poder redistribuído numa reforma da arquitetura econômica global, os emergentes vão favorecer o desenvolvimento de países de baixa renda via transações comerciais e financeiras. Analistas consideram um avanço o tema começar a fazer parte da pauta de fóruns multilaterais, sobretudo na Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas eles também se mostram pouco otimistas com a velocidade dos encaminhamentos práticos, considerando a ainda frágil recuperação das economias, que estimula o protecionismo. Segundo o Bird, a maioria dos países em desenvolvimento continuará adotando moedas estrangeiras nas trocas com o resto do mundo. |
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Bird se alia a Brasil
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