terça-feira, 30 de novembro de 2010

Número de moradias inadequadas cai, mas deficit habitacional cresce 0,15%

30/11/2010 - 09h35

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2010/11/30/numero-de-moradias-inadequadas-cai-mas-deficit-habitacional-cresce-015.jhtm


SÃO PAULO – Apesar da queda no número de moradias inadequadas, o deficit habitacional no Brasil cresceu 0,15% entre 2008 e 2009, saindo de 5,799 milhões para 5,808 milhões, segundo informa pesquisa do SindusCon-SP (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo) e do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgada nesta terça-feira (30).

De acordo com o SindusCon, o deficit habitacional é composto pela soma de moradias inadequadas (domicílios improvisados, moradias em favelas, moradias rústicas e cortiços) com o número de habitações que faltam para abrigar famílias que residem em coabitação (mais de uma família residindo na mesma unidade habitacional e desejando se mudar).

Moradias inadequadas
Durante o período apurado, o número de moradias inadequadas diminuiu de 3,780 milhões para 3,521 milhões, uma diferença de 6,8%.

“Ainda não se pode atribuir a diminuição do deficit por inadequação ao Minha Casa, Minha Vida, porque ele foi lançado em 2009, e somente a partir de 2010 seus resultados se farão sentir”, disse o presidente do Sindicato, Sérgio Watanabe.

Para o diretor de economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, a queda no número de moradias inadequadas se explica pela melhoria na renda e ao acesso ao crédito imobiliário.

Mesmo assim, o levantamento mostra que o deficit por inadequação ainda responde pela maior parte do deficit habitacional, 61%, sendo que 77% destas residências abrigam famílias com renda mensal de até três salários mínimos. As famílias que recebem entre um e dois salários mínimos por mês respondem por um terço dos moradores deste tipo de domicílio.

Coabitação
No que diz respeito ao número de moradias que abrigavam famílias em coabitação, este subiu entre 2008 e 2009, passando de 2,019 milhões para 2,277 milhões. Acréscimo de 12,7%. A maior parte desses domicílios, 62%, abrigam famílias com renda de até três salários mínimos.

Para Zaidan, o aumento no número de famílias querendo adquirir a casa própria mostra que este sonho deixou de ser impossível. “O fato de mais famílias manifestarem o desejo de deixar de conviver sob o mesmo teto demonstra que um segmento da população começou a vislumbrar a possibilidade de aquisição da casa própria, antes inacessível”.

Estados
Avaliando os resultados de acordo com os estados da federação, a pesquisa verificou que o deficit habitacional absoluto é maior nos estados de São Paulo (1,127 milhão), Rio de Janeiro (537 mil) e Pará (509 mil).

Por outro lado, quando considerado o deficit relativo (9,3%), que é o percentual de famílias que estão nesse deficit em relação ao total de famílias no Brasil, o destaque fica com Amazonas (25,4%), Pará (23,1%) e Maranhão (22,7%).

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